Meu look: Meet the Ozzy

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Ano passado, depois que o cachorrinho da minha avó partiu, ela estava muito sozinha e triste, sentindo falta de uma companhia. Para curar essa ferida, resolvi dar um novo cachorro para ela – acho que o amor deles é o melhor remédio para tudo – então pesquisei bastante até encontrar um que fosse adequado às necessidades e realidade dela. Queríamos um cachorro grande, pois ela tem pátio com grama, mas que não fosse agressivo – o Mike já a havia mordido recentemente e foi um trauma muito grande, tanto físico quanto emocional, então isso não poderia se repetir. Também precisava ser um filhote, pois seria mais fácil para ele se acostumar com os comandos e rotina dela. Por incrível que pareça, não achei em nenhum lugar um vira-latinha assim, pois a adoção é sempre a primeira opção aqui em casa. Os grandes geralmente já estavam adultos e muitos tinham mistura com raças agressivas, o que dificultaria muito a adaptação com uma senhora de idade. Então, no final das contas, resolvi comprar um Border Collie de um canil confiável.

Eu sei que muitas pessoas vão me jogar pedras e julgar por ter comprado um cachorro, mas acredito que as raças estão aí para suprir certas necessidades de quem ama um cão mas tem restrições. Não compro pela beleza e nem para fazer de acessório, tenho muito respeito pela vida e sei que um vira-lata tem o seu valor tanto quanto um animal de raça – a primeira Lili, a segunda Lili e o Lupi que o digam. Nesse caso foi necessário comprar um padrão específico de personalidade e porte, mas não será menos amado do que qualquer outro cachorrinho.

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Essas fotos foram tiradas quando ele chegou, no dia 30 de Outubro, por isso ainda estava bem assustadinho, meio jururu por ter enjoado no carro e desconfiado com tanta gente ao redor dele. Mas alguns dias depois já estava bem adaptado e feliz com a minha avó.

Nem preciso falar que a Vó Ni AMOU a surpresa, né? Ela que é apaixonada por cachorros desde criança, abriu um sorriso que está durando até hoje! No início tínhamos algumas sugestões de nomes para ele, mas ela escolheu Bolt, por causa do desenho da Disney. Como ela tem origem alemã, não conseguia pronunciar muito bem e no outro dia mesmo já pediu para eu escolher outro mais fácil, então decidi colocar Ozzyela nem imagina que seja por causa do cantor do Black Sabbath. 😂

P.S.: Meu look todo rosa é por causa de um evento filantrópico do Outubro Rosa que eu tinha ido pela manhã, então não se assustem com o excesso monocromático.

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Conjunto veludo: Cativa | Tênis: Vans | Óculos: Renner

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Adeus 2016!

Não vou galmourizar e muito menos demonizar o ano que se vai. Acredito que coisas aleatórias acontecem com todo mundo, sejam elas boas ou ruins, então não dá para perder o otimismo e nem tirar os pés muito do chão. Devemos sempre seguir em frente de cabeça erguida ou com uma grande lição aprendida a mais na nossa bagagem.

2016 começou leve e pesado ao mesmo tempo para mim. Descobri no final de 2015 que sou celíaca, então tive que me empenhar bastante em uma dieta horrível, porém sou muito grata por saber que essa é uma alternativa bem simples para o meu problema – podia ser pior, né.

Também cuidei do Lupi até junho, quando ele partiu. Fiz a minha parte e estou com a consciência tranquila de que executei tudo o que era possível para manter o meu filhotinho ao meu lado pelo máximo de tempo. Cuidei dele diariamente e ninguém imagina o trabalho que isso deu. Me afastei do blog, me afastei da vida social e só queria estar ali, curtindo os possíveis últimos minutinhos dele ao meu lado. Não me arrependo nadinha! Dou muito mais valor às mães depois disso, pois sei o que a maioria passa para ver o seu filho bem, principalmente quando ele é doentinho, e, mesmo eu sendo apenas uma “mãe de cachorro“, pude sentir na pele como isso é exaustante e recompensador ao mesmo tempo.

Depois que ele se foi, fiquei um tempo sem chão e com o coração na mão. A minha rotina estava estraçalhada também – já falei que amo rotina cotidiana? ♥ -, mas ao mesmo tempo que era ruim, abriu um leque de possibilidades a mais que eu nem estava cogitando, me deu liberdade. Tive muitas oportunidades diferentonas esse ano.

Perdi outros 2 cachorrinhos – a Bebel, que já tinha uns 15 anos; e o Mike, que era meu quando filhote e depois foi morar com a minha avó, vivendo feliz por 14 anos. Ambos com eutanásia, coisa que eu jamais aceitaria até então. Mas aprendi na pele que algumas vezes é necessário deixar de ser egoísta e aliviar o sofrimento do animal que tanto amamos é muito mais necessário do que deixá-lo ali sofrendo para evitar a nossa angústia de possuí-los. A sorte não estava do lado dos cães por aqui. Até a Luna entrou pra faca para retirar um câncer – no final deu tudo certo para ela! Consegui aprender um pouco mais sobre essa jornada louca que fazemos aqui na Terra e que é necessário desapegar de vez em quando, afinal, a única certeza que temos é a de que vamos partir algum dia.

A política foi bizarra. Perdemos grandes lendas (R.I.P. David Bowie). A economia foi pro ralo. Mas isso tudo são lições necessárias para a nossa evolução, por mais amargas que possam parecer. Tenho certeza de que os verdadeiros fênix são os humanos, pois conseguimos fazer coisas lindas com a vida após termos passado por um caos danado. Se ainda não é possível voar com novas asas, é pq o aprendizado talvez não tenha chegado ao fim. Uma hora as coisas ruins, sejam elas quais forem, acabam. Sempre há uma nova esperança.

Então é isso que eu desejo para 2017: ESPERANÇA.

É claro que amor (o próprio e ao próximo), saúde, prosperidade, paz, alegrias e todas essas coisas também. Principalmente para vocês que estão aqui, sempre me acompanhando. Obrigada pelo carinho de sempre!

Feliz Ano novo

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P.S.: Vou tirar férias do blog durante o mês de janeiro. Preciso descansar a mente de uma maneira offline – tentarei o máximo possível. Vejo vocês novamente em fevereiro!