Top 5 – Melhores Séries do Ano (2016)

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Essa é a melhor série do ano! Já tinha ouvido falar sobre o seriado inglês de mesmo nome, mas confesso que não tinha despertado o meu interesse. Aí a Netflix anunciou uma versão americana com o Elijah Wood (o Frodo) e eu fiquei super ansiosa pela estreia. É difícil explicar o enredo sem dar spoiler, pois a gente só entende ele de verdade no final, já que é um suspense muito bem elaborado e cheio de “labirintos” psicológicos. Inspirada no livro homônimo do Douglas Adams (o mesmo de ” O Guia do Mochileiro das Galáxias”), ela traz um detetive holístico que resolve casos ao acaso, sem seguir pistas precisas e confiando apenas no destino e onde o universo o levar. Nessa história, ele começa a investigar um caso onde pessoas são mortas na suíte de cobertura de um hotel e parecem ter sido devoradas por um tubarão (que obviamente não teria como chegar até ali). Para quem ama ficção científica, suspense e comédia, com certeza vai gostar. O escritor original criou o livro enquanto escrevia alguns episódios de Doctor Who, então é possível encontrar uma leve semelhança nos personagens e estilo. Também achei que mistura um pouco de Buffy com Sherlock Holmes e Gravity Falls, ou seja: é muito boa!

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Stranger Things

Tá, eu sei… todo mundo já cansou de ouvir falar que essa série é incrível, então não me estenderei muito para não soar clichê. Como eu amo clássicos do cinema, essa série com certeza ganhou o meu coração esse ano. Só espero que a próxima temporada continue tão brilhante quanto essa.

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Gilmore Girls

Esse foi o ano de rever todas as temporadas e ainda se deliciar com uma novinha em folha, tão linda quanto as outras antigas. Quando eu era mais nova, acompanhava fielmente os episódios na televisão, me via muito na Rory (pois é, shocking!), pois eu tb era uma pessoa que pensava apenas nos estudos e era toda certinha (como as coisas mudam! hahahaha). Então, ao assistir novamente a série, vi ela com olhos mais maduros e me senti bem mais Lorelai (aliás, melhor personagem!). Gostei muito dos 2 desfechos da série, o anterior e esse atual, mas não posso dar mais detalhes dos motivos para não ter spoilers por aqui.

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Full House

Aproveitando o embalo de rever as séries, parti para Full House! Fazia tempo que eu queria assistir novamente direto do comecinho sem parar e esse ano eu consegui. O legal é que tivemos mais 2 temporadas novas esse ano, onde o foco não é mais o Tio Jessemuitos episódios da série original ficavam chatos de tanto que ele “roubava” o script, né? – e sim as meninas, que agora estão crescidas e mais engraçadas do que nunca – só faltou a Michelle. A minha personagem favorita sempre foi a Stephanie, pois ela era a mais “real” e se comportava como uma irmã mesmo, sempre aprontando e errando, ao contrário da DJ, que era sempre perfeitinha. Nessa nova temporada, acho uma fofura o Max e não posso deixar de mencionar a excelentíssima Kimmy Gibbler. A segunda parte de Fuller House ficou bem melhor do que a primeira, parece que os produtores capricharam mais no roteiro e a história ganhou mais fluidez até na parte cômica, que lembrou uma mistura de “Friends” com “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira“.

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That ’70s Show

Uma das minhas séries favoritas nos anos 2000 finalmente chegou ao Netflix no começo de março e eu tive que fazer um revival – como podem perceber, o meu ano foi super nostálgico. É uma comédia bem adolescente, mas não menos interessante por isso. Impossível não rir do Red, Kelso, Jackie, Laurie e Kitty! Na real, todos os personagens são sensacionais, com exceção do Eric, que servia apenas de âncora dramática para a série – e olha que ele era o principal! – e ainda estragou algumas temporadas. Tirando isso, foi ótimo me jogar nessa vibe 70’s que jamais vivi mas já considero pacas! ♥

Qual a sua série favorita em 2016?

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Os 5 melhores contos e poemas do Edgar Allan Poe

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Hoje é aniversário de um dos meus escritores favoritos, Edgar Allan Poe. Como praxe, fiz esse post para homenageá-lo. Apesar de sua fama internacional e grande relevância para a literatura da língua inglesa, sei que aqui no Brasil não é todo mundo que conhece, por isso aproveito para apresentá-lo e incentivar a leitura de seus contos e poemas. Posso antecipar que são incríveis!

Poe não se limitou a estabelecer novos padrões, ele mudou o curso da arte subsequente, aperfeiçoando paradigmas literários. Foi o responsável por inventar os contos de terror americano e é considerado o pai do gênero de ficção policial, sabendo dosar a melancolia, o macabro, mistérios e romance em cada texto, sem deixar apelativo e caricato. Também leva o crédito de ter contribuído para o gênero de ficção científica.

Para quem ainda duvida da importância dele no mundo dos livros, saiba que ele influenciou os melhores escritores, como: Arthur Conan Doyle, Jules Verne, Oscar Wilde e muitos outros.

Começou a sua carreira de maneira humilde, lançando anonimamente uma coleção de poemas chamada “Tamerlane e Outros Poemas“, em 1827, com apenas 18 anos. Trocou seu estilo para a prosa e passou diversos anos trabalhando para jornais, tornando-se famoso pelas suas críticas literárias.  Tentava ganhar a vida com seus contos, mas alcançou sucesso apenas depois de lançar o famoso “O Corvo” (The Raven) em 1845. Mesmo assim, morreu pobre, em 1849, com apenas 40 anos. A causa de sua morte até hoje é um mistério e muitas são as especulações.

O que destaca a sua obra e a faz permanecer tão convincente é que o Edgar Allan Poe não dependia de monstros ou cenários irreais, tudo era (alguns ainda são) muito plausível para a época; ele próprio é o louco, o perseguidor, o proscrito, o detetive e, sobretudo, o artista que fez o trabalho de sua vida um mergulho mais profundo para as fraquezas humanas, obsessões e más ações.

“Palavras não tem poder de impressionar a mente sem o requintado horror da realidade.” — Edgar Allan Poe

Antes de começar a falar sobre os meus favoritos, devo ressaltar que gosto de ler os poemas e contos em inglês mesmo, assim como foram escritos. Até acho que há traduções ótimas, mas sinto que perdem a sonoridade e às vezes até o sentido. Aliás, amo ouvi-los para dormir, principalmente na voz do Christopher Lee. ♥

Deixando de lado o estilo Wikipédia do post, vamos ao que importa: a lista que fiz com os 5 melhores contos e poemas do Edgar Allan Poe. ♥

A Dream Within’ a Dream – 1849

“It’s all that we see or seem,
nothing but a dream within’ a dream?”

Um dos últimos poemas escritos por Poe e o meu favorito. Ele questiona o que é realidade e o que é fantasia. Será que nossa vida é apenas um sonho dentro de um sonho? Adoro tudo o que questiona a lógica, principalmente quando envolve a questão da mente e uma analogia metafísica sobre a nossa existência. (versão de áudio aqui)

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The Raven – 1845

“Nevermore.”

O poema mais clássico do Edgar Allan Poe e um dos mais geniais, tanto sonoramente, com suas rimas super bem elaboradas e jogos fonéticos, quanto pela questão de sentido ambíguo e complexo. O corvo da história representa a morte e o pesar do personagem, que sofre pela perda de sua mulher amada, Lenore. É tão genial e profundo quanto macabro! Esse é o meu favorito para ouvir antes de dormir. ♥ (versão de áudio aqui)

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Os Assassinatos da Rua Morgue – 1841

“‘The riddle, so far, was now unriddled.'”

É a primeira história de detetive moderna e traz o personagem C. Auguste Dupin, um parisiense que prova ser mais inteligente do que todo mundo, usando evidências e deduções para desvendar os seus casos. Nesse conto, ele irá investigar o assassinato de duas mulheres, consagrando a fórmula mais importante do gênero de ficção policial: o leitor não é capaz de encontrar o assassino antes da conclusão final, apesar de ter acesso às mesmas pistas que o detetive da história. Dupin foi a inspiração para Doyle na hora de criar o Sherlock Holmes. Eu amo suspenses, mas esse tem uma pitada de humor bem surpreendente no final.

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A Queda da Casa de Usher – 1839

“I feel that the period will sooner or later arrive
when I must abandon life and reason together,
in some struggle with the grim phantasm, FEAR.”

Praticamente cada imagem, cada ação, cada palavra é importante e dedicada para a invocação de pavor, e o suspense segue nos deixando intrigados até o final. A história se passa na mansão dos Usher, onde mora Roderick – que sofre de sérios problemas de ansiedade, fotofobia e hipocondria – e sua irmã gêmea, Madeline – que está com sérios problemas de saúde também. Um amigo de infância tenta resgatá-la, mas talvez as atividades paranormais que acontecem na casa tentem impedi-lo.

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edgar-allan-poe---o-gato-preto---os-10-melhores-contos---terror---ficção-científica---livros---favoritos---blog-got-sinO Gato Preto – 1843

“There is something in the unselfish and self-sacrificing
love of a brute, which goes directly to the heart of him
who has had frequent occasion to test
the paltry friendship and gossamer fidelity of mere Man.”

Esse conto parece demonstrar um dos maiores medos do Poe: que seu alcoolismo o fizesse perder o controle ao ponto de envenenar sua personalidade. O narrador é um alcoólatra que ao beber demais, perde o controle e torna-se violento e perverso, cometendo alguns atos extremamente abomináveis. Fala sobre culpa e condenação, inclusive serviu de inspiração para as obras de Dostoyevsky. Mostra também a grande ironia de que mesmo o “amor mais altruísta e abnegado” não consegue mover seu coração e, eventualmente, até mesmo as criaturas mais amorosas não conseguem sentir pena dele. Ele é o único infiel, aquele que oferece uma “amizade mesquinha e fidelidade corrompida”.

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