Adeus 2016!

Não vou galmourizar e muito menos demonizar o ano que se vai. Acredito que coisas aleatórias acontecem com todo mundo, sejam elas boas ou ruins, então não dá para perder o otimismo e nem tirar os pés muito do chão. Devemos sempre seguir em frente de cabeça erguida ou com uma grande lição aprendida a mais na nossa bagagem.

2016 começou leve e pesado ao mesmo tempo para mim. Descobri no final de 2015 que sou celíaca, então tive que me empenhar bastante em uma dieta horrível, porém sou muito grata por saber que essa é uma alternativa bem simples para o meu problema – podia ser pior, né.

Também cuidei do Lupi até junho, quando ele partiu. Fiz a minha parte e estou com a consciência tranquila de que executei tudo o que era possível para manter o meu filhotinho ao meu lado pelo máximo de tempo. Cuidei dele diariamente e ninguém imagina o trabalho que isso deu. Me afastei do blog, me afastei da vida social e só queria estar ali, curtindo os possíveis últimos minutinhos dele ao meu lado. Não me arrependo nadinha! Dou muito mais valor às mães depois disso, pois sei o que a maioria passa para ver o seu filho bem, principalmente quando ele é doentinho, e, mesmo eu sendo apenas uma “mãe de cachorro“, pude sentir na pele como isso é exaustante e recompensador ao mesmo tempo.

Depois que ele se foi, fiquei um tempo sem chão e com o coração na mão. A minha rotina estava estraçalhada também – já falei que amo rotina cotidiana? ♥ -, mas ao mesmo tempo que era ruim, abriu um leque de possibilidades a mais que eu nem estava cogitando, me deu liberdade. Tive muitas oportunidades diferentonas esse ano.

Perdi outros 2 cachorrinhos – a Bebel, que já tinha uns 15 anos; e o Mike, que era meu quando filhote e depois foi morar com a minha avó, vivendo feliz por 14 anos. Ambos com eutanásia, coisa que eu jamais aceitaria até então. Mas aprendi na pele que algumas vezes é necessário deixar de ser egoísta e aliviar o sofrimento do animal que tanto amamos é muito mais necessário do que deixá-lo ali sofrendo para evitar a nossa angústia de possuí-los. A sorte não estava do lado dos cães por aqui. Até a Luna entrou pra faca para retirar um câncer – no final deu tudo certo para ela! Consegui aprender um pouco mais sobre essa jornada louca que fazemos aqui na Terra e que é necessário desapegar de vez em quando, afinal, a única certeza que temos é a de que vamos partir algum dia.

A política foi bizarra. Perdemos grandes lendas (R.I.P. David Bowie). A economia foi pro ralo. Mas isso tudo são lições necessárias para a nossa evolução, por mais amargas que possam parecer. Tenho certeza de que os verdadeiros fênix são os humanos, pois conseguimos fazer coisas lindas com a vida após termos passado por um caos danado. Se ainda não é possível voar com novas asas, é pq o aprendizado talvez não tenha chegado ao fim. Uma hora as coisas ruins, sejam elas quais forem, acabam. Sempre há uma nova esperança.

Então é isso que eu desejo para 2017: ESPERANÇA.

É claro que amor (o próprio e ao próximo), saúde, prosperidade, paz, alegrias e todas essas coisas também. Principalmente para vocês que estão aqui, sempre me acompanhando. Obrigada pelo carinho de sempre!

Feliz Ano novo

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P.S.: Vou tirar férias do blog durante o mês de janeiro. Preciso descansar a mente de uma maneira offline – tentarei o máximo possível. Vejo vocês novamente em fevereiro!