Most Girls…

Algumas garotas se sentem melhor em seus vestidos curtos
Algumas garotas usam apenas calça de moletom, parecendo princesas
Algumas garotas beijam novas bocas todas as noites
Elas ficam até tarde porque estão comemorando a vida

Em alguns dias você se sente tão bem em sua própria pele
Mas está tudo bem se quiser mudar o corpo que veio com você
Porque você fica melhor ainda quando se sente uma rainha
Todas estamos jogando de uma maneira tentando ganhar a vida

A maioria das garotas são inteligentes, fortes e lindas
A maioria das garotas trabalha duro, vão longe. Somos imparáveis!
A maioria das garotas na nossa luta para vencer todos os dias
Nunca são iguais

Eu quero ser
Quero ser como a maioria das garotas
Eu quero ser

Algumas garotas preferem guardar seu corpo
Algumas garotas usam jeans super justos porque parece tão certo
Algumas garotas, procuram todos os dias, mantendo as engrenagens girando
Dormindo tarde porque estão comemorando a vida

Em alguns dias você sente tão bem em sua própria pele
Mas está tudo bem se quiser mudar o corpo que veio com você
Porque você fica melhor quando se sente uma rainha
Todas estamos jogando de uma maneira tentando ganhar a vida

Eu quero ser
Quero ser como a maioria das garotas
Eu quero ser

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Bela, recatada e do lar!

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“Bela, recatada e do lar.” – Revista Veja, abril de 2016

Sim, você leu certo, essa manchete foi escrita esse ano e não em 1964 ou 1550. Um pensamento tão retrógrado e misógino ainda faz parte da realidade de muitas pessoas conservadoras que acreditam que o lugar da mulher é à sombra de um homem. O padrão incutido é o de abrir mão do poder pessoal, de suas próprias escolhas, de sua carreira e de sua personalidade. Para ser digna é necessário usar vestidos até os joelhos e de cores claras, saber se portar como uma dama, cuidando do lar e dos filhos, hora ou outra enfeitando os braços do marido como um troféu.

Esse tipo de abordagem pérfida é um desserviço para às brasileiras pelo simples motivo de fortalecer ainda mais o pensamento machista de muitos homens. Já é difícil para as mulheres saírem na rua sem receber cantadas, dentre outras atitudes violentas imbuídas no cotidiano, e isso complica ainda mais nossa trajetória para alcançarmos o respeito que merecemos.

Não precisamos desse estereótipo de dona de casa dos anos 50 para criar ainda mais amarras e limitações na nossa vida. Mulher não é um objeto! Perpetuar esse tipo de padrão é doentio e provoca ainda mais perseguições e policiamento infundados para o nosso dia-a-dia. Somos livres e gostaríamos que esse direito fosse respeitado e assegurado, não importa qual a roupa, beleza ou atitude possuímos.

Não devemos nunca nos compararmos umas com as outras, pois somos únicas e especiais, cada qual de sua maneira. Não temos que tentar ser a Grace Kelly que, apesar de extraordinária (uma das minhas atrizes favoritas, inclusive), foi única, assim como eu e você também somos. Do mesmo modo não devemos criticar a Marcela Temer, pois com certeza ela também é extraordinária na maneira dela. Até mesmo a jornalista que escreveu aquela matéria, apesar dessa triste veiculação. No final, somos todas vítimas de uma sociedade patriarcal repressiva e estamos buscando a felicidade através do que acreditamos e da maneira que conseguimos.

De maneira alguma quero julgar as mulheres que optam por levar a vida de maneira tradicional, sou apenas contra o conceito de que só elas são dignas de valor. Aliás, minha opinião sobre “se valorizar” é bem diferente do que a insuflada pela sociedade. Acredito que devemos trabalhar nossa autoestima independente da opinião alheia, nos amarmos é nos valorizarmos.

Somos livres para escolhermos ser donas de casa, irmos ao bar com os amigos, focarmos na carreira, nossas roupas e o seu comprimento, se queremos ter filhos ou não, nos casarmos, viajarmos sozinhas, nossas atitudes, o que vamos comer, com quem e quando vamos transar, se vamos ou não para a academia e tudo mais que quisermos. Ninguém tem poder sobre o nosso livre-arbítrio. Os opressores podem chorar, pois 1750 não voltará jamais e a mulher tomou as rédeas da própria vida. Adeus submissão.

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•  Bela, recatada e do lar: matéria da Veja é tão 1792 [link]
•  Redes sociais são tomadas por fotos de mulheres #belasrecatadasedolar [link]

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