O polêmico vídeo da Miley Cyrus – Mother’s Daughter

Oh my God, she got the power!

Se eu já tinha amado a música Mother’s Daughter, agora com o vídeo estou ainda mais apaixonada e será difícil tirar do replay. Sentia muita falta do pop que faz críticas sociais de empoderamento feminino como as cantoras de antigamente costumavam fazer, por isso me encantei tanto com o clipe, que lembra uma mistura de Madonna (em Human Nature) com Britney Spears (em Oops!… I did It Again) sem deixar de ser Miley Cyruspolêmicas são como refresco!

Apesar da simplicidade minimalista visual, a mensagem que carrega é tão densa que pode ser pesada para muitos espectadores. Ela vem esfregar na cara o poder da mulher e ri ironicamente dos estereótipos que a sociedade incute ao tentar nos aprisionar. O vermelho representando o pecado e a fúria, um objeto sexual que pensa, uma armadilha para os homens, uma femme fatale, alguém que luta pelos direitos de liberdade e celebra o sagrado feminino. Se eu fosse fazer um clipe, com certeza iria querer algo semelhante.

so don’t fuck with my freedom
i came back to get me some
i’m nasty, i’m evil
must be something in the water or that i’m my mother’s daughter

GOT SIN?

A Miley Cyrus está de parabéns!

p.s.: agora já sei o que usar no halloween!

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Dia da Mulher é dia de luta!

A foto é velha mas a luta não perece!
Sim, luta.
Hoje não é um dia de comemorar. É hora de refletirmos tudo aquilo que aflige as mulheres no cotidiano em nossa sociedade. Ainda somos tratadas com desigualdade em todos os âmbitos. Ser consciente disso não nos faz escolher o papel de vítima inocente, bem pelo contrário, mostra que estamos preparadas para não aceitar nada menos do que o justo e combatermos quem ouse não nos permitir.
Não queremos as suas flores ou os seus parabéns.
Queremos respeito.
Respeitar é ouvir o que temos para falar, independente da roupa que estamos usando ou da nossa aparência. É entender nossas lamúrias e nosso cansaço generalizado. É não nos exaurir.
Ao ver alguma mulher reclamando de homem, não vá até ela dizer que “nem todos são assim” ou que você é especial e merece uma medalha por fazer apenas o básico. Mire sua energia para repreender todos os outros homens ao seu redor que continuam fazendo com que as mulheres tenham esse tipo de percepção. Seja contra aqueles que continuam nos oprimindo e cerceiam a nossa liberdade. Não seja aquele que permite continuarmos fustigadas pelas mesmas mazelas que parecem não mudar desde tempos primórdios.
No período tenebroso de agora, onde perdemos 7 anos de direitos e muito mais coisas sombrias nos aguardam nas questões políticas, precisamos estar atentas e vigilantes para não retrocedermos ainda mais. No ano em que a violência contra a mulher é banalizada e se expande drasticamente, nós precisamos mais do que nunca do alento de sermos escutadas. No ano em que o machismo se fortalece através de falsos pudores e alienações mentais de quem cultua messias ilegítimos e dogmas de ódio, precisamos resistir com força e altivez.
Estamos exaustas de tentar fazê-los entender o essencial. Não somos seus objetos, não somos suas. Queremos apenas dignidade e consideração. É possível?
Pergunta retórica, pois também não precisamos da sua permissão. Vamos continuar trazendo o fragor que estremece as estruturas arcaicas, quer queira ou não.
Vamos rasgar o véu da candura que nos foi colocado à força antes que ele nos sufoque e nos silencie ainda mais.
Viva o dia das FEMINISTAS!