Dia da Mulher é dia de luta!

A foto é velha mas a luta não perece!
Sim, luta.
Hoje não é um dia de comemorar. É hora de refletirmos tudo aquilo que aflige as mulheres no cotidiano em nossa sociedade. Ainda somos tratadas com desigualdade em todos os âmbitos. Ser consciente disso não nos faz escolher o papel de vítima inocente, bem pelo contrário, mostra que estamos preparadas para não aceitar nada menos do que o justo e combatermos quem ouse não nos permitir.
Não queremos as suas flores ou os seus parabéns.
Queremos respeito.
Respeitar é ouvir o que temos para falar, independente da roupa que estamos usando ou da nossa aparência. É entender nossas lamúrias e nosso cansaço generalizado. É não nos exaurir.
Ao ver alguma mulher reclamando de homem, não vá até ela dizer que “nem todos são assim” ou que você é especial e merece uma medalha por fazer apenas o básico. Mire sua energia para repreender todos os outros homens ao seu redor que continuam fazendo com que as mulheres tenham esse tipo de percepção. Seja contra aqueles que continuam nos oprimindo e cerceiam a nossa liberdade. Não seja aquele que permite continuarmos fustigadas pelas mesmas mazelas que parecem não mudar desde tempos primórdios.
No período tenebroso de agora, onde perdemos 7 anos de direitos e muito mais coisas sombrias nos aguardam nas questões políticas, precisamos estar atentas e vigilantes para não retrocedermos ainda mais. No ano em que a violência contra a mulher é banalizada e se expande drasticamente, nós precisamos mais do que nunca do alento de sermos escutadas. No ano em que o machismo se fortalece através de falsos pudores e alienações mentais de quem cultua messias ilegítimos e dogmas de ódio, precisamos resistir com força e altivez.
Estamos exaustas de tentar fazê-los entender o essencial. Não somos seus objetos, não somos suas. Queremos apenas dignidade e consideração. É possível?
Pergunta retórica, pois também não precisamos da sua permissão. Vamos continuar trazendo o fragor que estremece as estruturas arcaicas, quer queira ou não.
Vamos rasgar o véu da candura que nos foi colocado à força antes que ele nos sufoque e nos silencie ainda mais.
Viva o dia das FEMINISTAS!

As mulheres fortes da Agatha Christie

Uma das coisas que eu amo nos livros da Agatha Christie é a presença de mulheres poderosas, algumas inclusive quebrando barreiras e estando bem à frente de seu tempo em questões sociais. Além da própria escritora ser uma excelente inspiração por si só – ela foi a romancista de maior vendagem de livros da história, atrás apenas da Bíblia e de Shakespeare -, dessa vez resolvi mostrar algumas de suas personagens femininas que se destacam e não são tão reconhecidas como o Poirot pelo público geral. Só de pensar que elas foram criadas entre 1920 e 1970 já podemos perceber o quão “fora da curva” eram. Mulheres aventureiras, destemidas, fortes, independentes, inspiradoras, quebrando padrões e abrindo caminho para o empoderamento de diversas outras na vida real até hoje.

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