Exposição mostra roupas que vítimas de estupro usavam

Exposição mostra roupas que vítimas de estupro usavam

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10 anos de abstemia!

10 anos de abstemia!

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Essa semana completou exatos 10 anos que sou abstêmia, ou seja, 10 anos sem ingerir nada de álcool.

Entrando quase na minha 3ª década de vida, as pessoas não estranham mais tanto quando eu falo isso (pensam que é um sinal de maturidade), porém, tive que ouvir muitos comentários surpresos das pessoas ao meu redor até aqui, principalmente em festas. “Nossa, você não bebe? Que estranho!” ou “Bebe só um golinho!” e o clássico “Ah, é para manter o corpinho, né?!”

Minha abstemia não tem motivos religiosos, fitness, estéticos e muito menos foi imposta por dogmas antiquados. Quando a gente começa a analisar o porquê dessas necessidade de TER que beber, percebemos o quão ridículo e prejudicial isso é.  Eu escolhi não ingerir mais álcool pela minha saúde. Vivo muito feliz sem dores de ressaca e me divertindo sem muletas psicológicas. Eu não preciso mascarar minhas inseguranças e aprendi a conviver com a minha timidez. Não estrago o meu corpo para que uma festa ou companhia chata se tornem legais. Também não me importo se os outros ao meu redor continuem bebendo. Já estou acostumada a ser A DIFERENTONA do rolê.

Um brinde de água. Ou suco de uva. Ou água de côco. Ou chá de erva-doce com açúcar.  E até de Moloko! haha

O que está acontecendo com a Balenciaga?

Como fiel espectadora de desfiles de moda, fico muito triste quando um designer novo chega e deturpa todo o legado de uma grife importante. Aconteceu isso com a Dior em 2012, quando o Raf Simons assumiu o cargo de diretor criativo e aniquilou o estilo “lady like”, que era a alma da marca. Agora estamos vendo a mesma coisa acontecer com a Balenciaga, graças ao Demna Gvasalia.

Tá certo que a Balenciaga não segue muito o estilo clássico já há alguns bons anos, mas a criatividade das peças sempre teve um conceito misturado com o ponto de vista focado no comercial. Tanto que o Nicolas Ghesquière, estilista responsável por essa renovada e popularização da marca, saiu de lá em 2012, após 15 anos de dedicação falando exatamente sobre como a direção o impedia de usar sua liberdade criativa:

“Durante os últimos dois ou três anos foi uma frustração atrás da outra. Foi essa falta de cultura que me incomodou no final. As peças mais fortes que fazíamos para a passarela eram ignoradas pelas pessoas dos negócios. Eles esqueciam que para termos aquela “biker jacket” super-vendável precisávamos começar por uma peça de passarela com uma técnica perfeita. Comecei a ficar infeliz quando percebi que não existia estima, interesse ou reconhecimento pela pesquisa que eu fazia; eles só se interessavam pelo que seria o resultado mercadológico. Tornei-me o Sr. Merchandiser”, diz.

Hoje, Ghesquière ocupa o cargo na Louis Vuitton e continua encantando com a sua criatividade altamente mercadológica e comercial. Em compensação, a Balenciaga viveu uma troca de estilistas meio infeliz. Primeiro contrataram o Alexander Wang, que é excelente, mas a parceria durou apenas 3 anos. Logo, a marca precisou substituí-lo com urgência, e é aí que perderam a mão ao contratarem o estilista alemão, Demna Gvasalia (do coletivo Vetements). Veias artistas bem distintas e conflitantes.

No ponto de vista comercial, ele até deu umas bolas dentro e conseguiu lançar moda de certas peças que vemos sendo copiadas ad. infinitum por aí. É o caso das correntes gigantescas nos óculos – $495 – e das botas otk ‘Knife’ super exageradas que caíram no gosto das fashionistas.

Aliás, essa bota de R$8.500 segue o mesmo padrão daquela que eu fiz para minha fantasia de Halloween no ano passado. Se quiserem, ensino como fazer igual gastando apenas uns R$30 de material! Lancei tendência com a minha versão prata, até a Balenciaga me copiou agora na coleção de verão 2018 (risos):

No meu ver, isso foi mera sorte do estilista por conseguir se aproveitar do status que a marca proporciona por si só. Ou vocês acham que essa bota e essa corrente teria recebido alguma notoriedade se fossem lançadas por algum estilista não muito famoso? Ou então se custassem $5 inicialmente? Pois é. Essa história de “desejar o inalcançável” todo mundo já está careca de saber que acontece desde sempre, né.

Mas o pior é exatamente isso. Parece que o estilista pirou ao saber que poderia lançar qualquer coisa horrorosa com uma etiqueta que todo mundo desejaria enlouquecidamente. Foi o caso de copiar a bolsa de compras da Ikea (rede de loja de móveis baratos) que custa apenas $0,99 (você leu certo, MENOS DE 1 DÓLAR!) e fazer uma idêntica da Balenciaga custando $2.145!

A internet ficou chocada com essa história e logo a viralizou como PIADA.

Isso pq poucos conhecem as SACOLAS DE FEIRA do Brasil e da América Latina, que também foram utilizadas como inspiração pela marca, que vendeu modelos idênticos por $1300!

Você quer ser sacoleira de luxo?

Já que o assunto é sacolas. Que tal uma shopping bag pela bagatela de $1100?
Ela esgotou em pouco tempo, acreditem!

Mas não fique triste, pois tem a nova versão da shopping bag em preto por $1135!

Não contente com esses vexames, Gvasalia criou outra peça para virar chacota. Em parceria com a Crocs lançou o sapato “Foam”, uma plataforma de 10cm e vários pins coloridos. Tem rosa millennial e amarelo banana:

Tenho um pressentimento que ele curte a filosofia dos brasileiros: “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Tanto que já admitiu que não explica suas ironias e entende o motivo do público ficar brabo com suas criações. Essas controvérsias vêm desde os tempos da Vetements, quando ele lançou uma camiseta da DHL com valores absurdos – €245 – que se esgotou em pouco tempo. Demna assumiu que jamais compraria algo da própria marca por causa dos preços superfaturados. Ou seja, chamou os consumidores de trouxa! #nasuacara

Você pagaria R$900 por uma camiseta dos Correios? 😂

Eu, que geralmente tenho uma grande tolerância ao que é arte na moda e peças conceituais abstratas no mundo da Alta-Costura, não consigo engolir o trabalho dele. Vejam bem, não estamos falando de uma grife como a Moschino e nem das criações loucas do Jeremy Scott, mas sim de uma assinatura da Balenciaga, famosa pela forma clássica de puxar alguns limites de uma forma não infantil ou jocosa como essa.

Tem até um  “marabu” ou “boá“, tipo aquelas pluminhas que faziam parte da decoração do nosso quarto lá no início do milênio. Só que o cachecol da Balenciaga custa R$1920 e é feito do mesmo material – penas de peru – do que aquelas de R$5 que encontramos nas lojas de artigos de festas.

Tudo bem quando tem um conceito legal por trás da peça que te faz pensar. Mas isso?! Isso só me faz pensar que os caras tão loucos pela geração “Tumblr do Instagram“. Só que, por motivos óbvios, esse público também não têm poder aquisitivo para torrar nessa atrocidade. Então, qual o objetivo?

Vocês conseguem imaginar alguma blogueira de respeito usando isso? Eu sinto vergonha alheia por antecipação de quem receber esse sapato de “mimo” em troca de divulgação. (Porque obviamente eles irão apelar muito para tentar desovar esse encalhamento!)

Não me venham com a desculpa da moda de “ugly shoes” pq isso não me desce! Nem que isso é para chamar atenção para o desfile. Isso é lamentável, triste e deprimente. A única desculpa plausível seria uma crítica ao consumo, só que nesse caso a piada seria o próprio consumidor.

P.S.: Nem entrei no mérito de falar sobre os maus tratos cometidos pela marca com as modelos! Isso é tão absurdo e revoltante que eu prefiro que vocês leiam em outro site.

Aniversário do blog – 8 anos!

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Nem acredito que já faz 8 ANOS que iniciei uma jornada totalmente inusitada na minha vida, onde o meu hobby virou profissão. Lembro até hoje da tarde do dia 30 de agosto de 2009, quando eu estava recém saindo de uma fase cheia de perrengues de saúde e me refugiava dos problemas mundanos criando blogs no estilo diário virtual para me distrair, devorando revistas de moda, sonhando com o dia que eu faria parte daquele mundo tão criativo. Neste exato dia, tive a coragem de dar início ao Got Sin? para mostrar um outro lado da moda, explorar a ousadia e veia artística sem falsos pudores e sem intenção de focar no elegante, no certo ou no que todo mundo usava, queria oferecer uma visão mais crua, desnuda e visceral.

Tanta coisa boa aconteceu nesses anos que se sucederam. Tive a honra de trabalhar com as melhores e maiores blogueiras do país (Lia Camargo e Bruna Vieira) e ainda me aproximar de pessoas tão especiais que compartilhavam os mesmos gostos do que eu, os meus leitores queridos.

Apesar de muitas pedras terem sido atiradas contra mim durante toda essa trajetória, isso só me fez ficar mais forte e lutar para manter a cabeça erguida enquanto eu sustentava os meus ideais. Consegui aprender a ser mais humilde também, dando valor ao que realmente importa na vida.

Muito obrigada a todas as pessoas que me acompanham!
Você me ajudam a realizar os meus sonhos. ♡

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Para agradecê-los, vou sortear um presentinho! 🎁 Como os posts mais acessados no blog são os que eu falo sobre cabelos (especialmente esse), o prêmio será nada menos do que um protetor térmico da Joico que eu tanto falo para vocês e amo, o Smooth Cure Thermal Styling Protectant. Ótimo para quem faz chapinha, babyliss ou usa muito o secador de cabelos!

Lembrando que o presente será entregue SOMENTE PARA LEITORES do blog!
Portanto tem que estar inscrito no blog com o mesmo email usado no formulário e me seguir no Instagram! Quero brindar quem realmente gosta do conteúdo.

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Entrarei em contato com o ganhador por DM no Instagram.
BOA SORTE
Obrigada a todos! 💋
Got Sin? | gotsin.com.br

Estamos vivendo Além da Imaginação?

Com as assustadoras notícias recentes sobre nazismo e delírios da extrema-direita no mundo, fico me indagando o quanto as aulas de História são ignoradas pelas últimas gerações. Se antes conseguíamos aprender importantes lições com os maiores erros cometidos no passado, hoje estamos nos jogando de cabeça na repetição dos mais aterrorizantes, como nazismo, racismo, preconceito, segregação, bomba atômica e fim da democracia.

Fez-me lembrar do capítulo “He’s Alive” da série Twilight Zone (Além da Imaginação), onde um americano neo-nazista é inspirado pelo fantasma do fascismo. Essa história, escrita pelo genial Rod Serling em 1963, não poderia ser mais atual, mostrando perfeitamente o que estamos vivendo no momento presente.

“O retrato de um Führer de uma liga de combate, chamado Peter Vollmer.
Um homem pequeno que alimenta as suas próprias desilusões e
que encontra-se eternamente com sede de grandeza.
Como alguns de seus antepassados, procura uma explicação para a sua sede e
tenta racionalizar por que o mundo passa por ele sem saudá-lo.
O que ele está procurando está no esgoto.
Em seu próprio dicionário distorcido, chama isso de fé, força, verdade.
Mas logo o Peter Vollmer vai exercer a sua atividade em um outro tipo de esquina,
um estranho cruzamento com um lugar chamado Twilight Zone.”

No episódio, o protagonista Peter Vollmer, é líder de um pequeno grupo neo-nazista que é constantemente ridicularizado pelas multidões quando tenta pregar suas doutrinas pelas ruas. Porém, ele vive desde criança com um velhinho judeu, Ernst Ganz, que o acolheu e deu proteção e compaixão, já que o pai de Peter era um bêbado que batia nele constantemente e sua mãe tinha demência e nem reconhecia o próprio filho. Esse senhor é sobrevivente de guerra, foi prisioneiro do campo de concentração de Dachau por 9 anos, portanto sabia o quão nocivo e repugnante o nazismo era, mas entendia que a necessidade política de Peter vinha de um desejo infantil de ganhar respeito dos outros. Isso doía para ambos, mas a compaixão de um e a cobiça do outro eram maiores do que eles.

Uma noite, Peter recebe a visita de uma figura sombria, que o ensina como manipular a multidão com discursos flamejantes:

“Vamos começar te ensinando o que é o dinamismo de uma multidão.
Como manipular uma multidão? Como emocioná-la?
Como fazê-la sentir parte de você?
Una-se a elas primeiro.
Quando falar com elas, fale como se fizesse parte delas.
Fale na língua delas, no nível delas.
Faça com que o ódio delas, seja o seu ódio.
Se forem pobres, fale sobre pobreza.
Se tiverem medo, fale-lhes sobre os seus medos.
Se estiverem zangadas, dê-lhes motivos para ficarem zangadas.
Mas, acima de tudo, o que é essencial, é que você faça desta multidão uma extensão de si mesmo. Diga coisas a ela, como:
“Nos chamam de negociantes do ódio.”
“Dizem que temos preconceitos.”
“Dizem que somos parciais.”
“Dizem que odiamos minorias”
“Minorias, entendam o termo, vizinhos: MINORIAS”
“Querem que lhes diga, quem são as minorias? Querem que eu diga? NÓS!
Nós somos as minorias!”
Assim. Comece deste jeito.”

A partir de então, Peter é periodicamente visitado por essa figura, que paga o aluguel de Peter no salão onde ele realiza comícios e instrui-o a organizar a morte de seu mais fiel seguidor e amigo, Nick, com a intenção de que ele vire um mártir para dar voz à causa deles, fingindo que os “inimigos” os atacaram. Seguindo as instruções, Peter é bem sucedido e os adeptos de sua doutrina começam a crescer cada vez mais.

Com medo de que Peter possa realmente conseguir provocar um novo Holocausto, o velhinho Ernst interrompe uma manifestação, acusando Peter de ser “nada além de uma cópia barata” do Führer alemão, enquanto Peter se acovarda diante de seu pai adotivo. Depois disso, a figura sombria surge novamente e diz que a partir de agora ela não daria mais instruções, somente ordens para que Peter seguisse. A primeira seria matar Ernst, pois assim os neo-nazis sentiriam-se imortais. Peter exige saber a verdadeira identidade daquela figura que está sempre escondida nas sombras e ordena que revele sua identidade. Eis que surge…

“Não fui eu que o escolhi, sr. Vollmer. Você me escolheu!
Escolheu minhas ideias, invocou meu nome e roubou meus lemas.
Agora precisa aguentar tudo o que vier com isso.
No passado, dei sugestões. Agora dou ordens!
A partir de agora, você precisa ser feito de aço.
Sem espaço para fraquezas sentimentais.
Como tratamos Nick. Como tratamos as multidões. Como fizemos os discursos.
E, pouco a pouco, gradualmente, vamos forjar a força.
Primeiro uma ideia, depois a força!
Assim como fiz antes, com minhas próprias mãos.
O velho judeu voltará de novo amanhã à noite e na próxima.
Eu o conheço. Conheço o tipo.
Nós os mandamos para os fornos, mas sempre sobravam alguns para nos acusar.
Esse tipo de gente é perigosa.
Falam demais, pensam demais, plantam a semente do conhecimento e nos retém.
Mate-o! Mate o velho!
Isto é apenas o começo.
Isto é apenas o amanhecer.
Será um longo, longo dia.”

Depois da execução, a polícia chega para prender Peter por conspirar a morte de seu amigo Nick. Ele tenta fugir, achando que tinha se tornado realmente imortal e que ninguém conseguiria acabar com ele, mas após ser alvejado pela polícia ele morre. Então, podemos ver a sombra de Hitler passando pelo local, deixando Vollmer para trás e procurando por outro candidato para assombrar com seus ideais absurdos.

Para onde ele irá agora?
Este fantasma de outra época,
este espírito ressurgido de um pesadelo anterior.
Chicago? Los Angeles? Miami? Indiana? Syracuse? Nova York?
Qualquer lugar. Todo lugar.
Todo lugar onde houver ódio.
Onde houver preconceito.
Onde houver fanatismo.
Ele estará vivo!
Estará vivo enquanto esses males existirem.
Lembre-se disso quando ele aparecer na sua cidade.
Lembre-se disso quando ouvir a voz dele falando através de outras pessoas.
Lembre-se disso quando ouvir um homem atacando a minoria.
Qualquer ataque sem motivo contra pessoas, contra qualquer ser humano.
Ele está vivo porque através dessas coisas nós o mantemos vivo.

Qualquer semelhança com o presente
não é mera coincidência.

Sarahah – Você precisa de críticas anônimas na sua vida?


Pelo bem da saúde mental de vocês, não usem o Sarahah. Especialmente se você for mulher.

Anonimato não traz opinião útil para a vida de ninguém, somente críticas e ofensas gratuitas. Abstenha-se desse tipo de veneno, pois ele corrói e pode destruir grandes personalidades.

Mensagens anônimas não são brincadeira, isso é abrir um canal direto para o SAC do mimimi dos seus haters. Nada construtivo vai sair dali.

Os seus crushes, amigos e pessoas com opiniões relevantes não precisam desse tipo de abertura para chegar até vocês! As pessoas que realmente se importam contigo vão falar as coisas cara a cara (ou por rede social não anônima).

Falo isso por experiência própria, depois de sofrer cyberbullying por longos anos e entender que opinião de anônimo só serve para forrar o lixo. Hoje, mais madura, posso alertar os mais novinhos para não caírem nessa fria também.

Sempre é bom lembrar que não existe crítica construtiva.
Cerquem-se e espalhem somente o amor. ❤

Não deixe o medo te convencer de desistir do que ama!

Para todos aqueles que acreditam que não podem, que não são bons o bastante ou que não deveriam tentar:

NÃO OUSE DEIXAR O MEDO TE CONVENCER DE DESISTIR DO QUE VOCÊ AMA!

A vida não é sobre ser o melhor. A vida é sobre te ensinar o significado de amar e não deixar que todas as vozes do medo falem mais alto.

E acredite quando eu digo, se você mostrar seu próprio coração e fazer/ser o que você sempre soube que você ama, não só o seu mundo mudará, mas nosso mundo mudará. Porque quando vivemos em um lugar em que as pessoas não são governadas pelo medo, mas sim pelo amor dentro de nós, o mundo que nos rodeia refletirá esse amor. O amor realmente é tudo o que precisamos.

Henry Miller tornou-se mundialmente famoso por escrever “livros sujos”. Livros que viraram clássicos da literatura e ainda assim foram banidos por seu conteúdo sexual. Então o escritor foi para Hollywood ganhar dinheiro como roteirista, mas em vez disso, se viu escrevendo apenas porcarias que ele odiava. Foi quando começou a pintar. Lentamente ele pintou toda a sua jornada. No final de sua vida, ele estava pintando todos os dias, vivendo em Big Sur e fazendo a arte que sua alma sempre quis fazer. Ele tinha feito de tudo, mas se descobriu criando sua própria filosofia: “Pinte o que você gosta e morra feliz”.

Foi exatamente isso que ele fez!

Nesta tela que chamamos de vida, todos devemos aprender a pintar o que amamos, como amamos, a viver como amamos, amar como amamos. Para não deixar o medo trilhar nosso caminho. Sem a expectativa de qualquer resultado definitivo além daquele para o qual sempre desejamos: mostrar nossos próprios corações e sentir, finalmente, que estamos em casa no amor.

Eventualmente, é claro, todos encontramos o amor. Então, por que não agora? Por que não tentar? Você não irá gostar… Você irá amar!

Confie em mim. Eu sei.

PARE DE DEIXAR O MEDO TE DIZER O QUE NÃO PODE FAZER E SIGA O SEU CORAÇÃO PARA AMAR!

(texto traduzido da Victoria Price)

A Doença Celíaca, o glúten e eu

A Doença Celíaca, o glúten e eu

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Maio é o mês de Conscientização da Doença Celíaca, por isso farei uma série de posts sobre o assunto, com bastante dicas para os celíacos e muitas informações para aqueles que nunca ouviram falar dessa doença, facilitando o nosso convívio. Para acompanhar todas as publicações referentes a esse assunto, clique aqui.

Tudo começou no final de 2007, com uma gastroenterite que parecia não querer ir embora do meu corpo. O meu gastroenterologista na época (eu já tratava gastrite nervosa com ele desde 2004), fez todos os exames possíveis para encontrar a causa do meu problema e, dentre tantos resultados negativos, o único que ligeiramente deu alterado foi um indicativo (anti-gliadiana) que sugeria a Doença Celíaca. Já era começo de 2008 quando recebi o resultado e lembro até hoje do choque emocional que levei ao ouvir por telefone que talvez eu tivesse esse problema e que seria necessário excluir o glúten da minha vida. Logo eu, que sempre comi muito glúten, apaixonada e criada em uma região onde prevalece a culinária italiana. “Imagina! Isso só pode estar errado. Comi tantas vezes glúten sem passar mal durante 19 anos de vida,  é impossível! “ Pensei.

Fui encaminhada para outro médico (que é o que me acompanha até hoje) especialista em doença celíaca. Para o diagnóstico proceder corretamente, era necessário fazer uma biópsia do intestino delgado para confirmar ou excluir de vez essa teoria. Lá fui eu fazer a endoscopia, aproveitando que estava internada no hospital, de tão mal que eu estava e sem conseguir comer praticamente nada. O resultado chegou um tempo depois: negativo! Yay! O padrão ouro, que era a biópsia, mostrou que eu não tinha doença nenhuma, então todos os meus problemas eram por causa do stress e nervosismo.

Ok, mesmo assim, quis verificar ainda mais. Fiz então um exame de Cápsula Endoscópica, onde eu engoli uma mini câmera que fotografou todo o meu intestino delgado para analisar se realmente estava tudo certo e se o problema não era mais embaixo, literalmente. As imagens tb mostravam um intestino cheio de vilosidades (o que é ótimo), saudável e sem aparência de Doença Celíaca. Porém… tinha um pólipo de 4,5 cm na parte final do íleo e eu precisava retirá-lo. “Oi? Como assim, né?” Uma coisa não tinha nada a ver com a outra, então suspeitamos que era esse o problema escondido durante todo o tempo. Ufa (e não ufa)!

Fui encaminhada para uma colonoscopia para que um outro médico (proctologista) tentasse alcançar o pólipo dessa maneira. Era isso ou abrir a barriga em uma cirurgia para retirá-lo. Torcendo para que o médico conseguisse, fiz todo o sacrifício do preparo (que é bem extenuante, vale ressaltar) e na hora que eu abri os olhos voltando da anestesia, perguntei para o médico: “Conseguiu?” e ele, em tom de derrota: “Não achei nada, talvez o colonoscópio não tenha tamanho suficiente para chegar na área correta.”. Meu chão desabou! Chorei muito. Mas o meu gastro me consolou, disse que ainda havia uma esperança, pois existia outro médico em Porto Alegre que realizava um procedimento chamado enteroscopia de duplo balão.

A enteroscopia de duplo balão é como uma colonoscopia, só que mais aprimorada, pois o “cano” é muito mais comprido, fazendo com que ela consiga passar pelo cólon e chegue até a metade ou quase o começo do intestino delgado de baixo para cima. É um procedimento perigoso e somente esse médico de toda a América Latina, fazia na época – ele havia estudado em Tóquio! Fiquei confiante e ponderei que seria muito melhor me arriscar dessa forma do que fazer uma cirurgia de abertura do abdômem + intestinos. Lá fui eu novamente me preparar com manitol e fazer anestesia geral. No final de tudo, o médico simplesmente não encontrou NADA: nenhum pólipo, minhas vilosidades estavam todas intactas, meus intestinos estavam íntegros e com aparência de saudável. Ainda zonza da anestesia, eu fiquei muito irritada com isso, até entender que o problema não tinha sido erro médico, mas que eu realmente não tinha problema algum no intestino. Fui declarada saudável, sem sinal de pólipo, livre da doença celíaca e poderia voltar a comer o glúten sem problema. Os dois gastros, olhando para as imagens, falaram que tinha acontecido um milagre ali! hehe Tenho as fotos para provar para os mais céticos até hoje.

Saí de lá feliz, porém com muito medo do que o meu futuro me guardava. Nessa “brincadeira” toda eu já tinha emagrecido 10kg. Como sou ortoréxica desde criança, busco sempre me alimentar de uma maneira que não afete a minha saúde, então eu corto determinados alimentos do meu cotidiano quando eu suspeito que eles me fazem mal. Assim sendo, imagina como foi para eu reintroduzir o glúten novamente na minha vida! Demorei 9 meses depois do diagnóstico de “organismo saudável” para ter coragem de comer uma bolachinha cream cracker! haha Sou dramática desse tanto. No meio tempo, fiz o teste de intolerância à lactose (que eu estava restrita tb por precaução, devido ao diagnóstico precipitado de doença celíaca) e deu tudo certo, a minha absorção era de 100%. Então voltei a ingerir laticínios nesse meio tempo.

Também iniciei tratamento com homeopatia FAO, que me ajudou muito na parte psicológica, pois eu me sentia protegida e estimulada para comer normalmente. E assim foi. A minha vida voltou ao normal: comendo de tudo, voltei ao meu peso correto (de 43kg fui para 52kg) e etc. Só que nesse meio tempo eu tinha algumas crises de ansiedade, mesmo fazendo psicoterapia, meditação e afastada de todo e qualquer stress. Então os médicos falavam que podia ser efeito colateral das anestesias gerais que eu tive que tomar para fazer todos aqueles exames, algumas vezes falavam de síndrome do intestino irritável, síndrome do pânico e etc. Mas eu percebia que algo não estava certo comigo.

Depois de 2008, tive outras 2 crises fortíssimas, que eram compatíveis com os sintomas de doença celíaca. Mas elas não apareciam toda vez que eu comia glúten (pois eu comia TODOS os dias), somente há cada 2 ou 3 anos e duravam alguns meses. Entre 2011 e 2012, que foi quando a minha cachorra ficou com câncer e faleceu e também na mesma época que eu sofria bullying virtual fortíssimo, veio a primeira crise dessas. Foi horrível pq, além dos sintomas clássicos, eu cheguei a ter ataxia – vivia com fraqueza, tontura, sensação de hipoglicemia (mesmo com glicemia normal) e mal tinha força para segurar a escova de dentes (só conseguia usar a elétrica)! Alguns dias ficava difícil até para eu ir do meu quarto até a cozinha, por exemplo. Fiz mil exames (menos o de doença celíaca novamente, pois eu fiquei com medo de dar um resultado “errado” novamente. ainda os meus médicos afirmavam com certeza absoluta que esse não era o meu problema) e não havia nada de errado no meu organismo, então veio aquela história de colocar a culpa no psicossomático. Até acredito que as doenças possam se originar dos pensamentos em um âmbito metafísico, mas tb sei que causas orgânicas não podem ser descartadas. Como eu sou mulher, sempre fui vista como neurótica na maioria dos consultórios que eu entrava contando a minha história.

Do mesmo jeito que essa crise surgiu, ela desapareceu do nada. Ufa! Que alívio. Voltei a viver normalmente e continuei comendo o glúten. O meu peso se restabeleceu mais uma vez e a minha rotina voltou ao habitual. Acreditei que tudo aquilo tinha acontecido por causa do stress.

Até que em 2014 eu fiquei com uma “infecção intestinal”, precisei tomar antibiótico (receitado pelo médico que me atendeu no hospital) e tudo voltou novamente – menos a ataxia, ainda bem! Aí começou a outra crise, onde eu ficava bem por alguns dias e logo depois voltava tudo outra vez. Todos os exames normais sempre. Tomei vários tipos de probiótico e nada parecia resolver. Buscava ajuda com a minha nutróloga, pois eu tinha certeza de que aquilo não era normal e muito menos causado apenas por stress e ela ria da minha cara toda vez que eu questionava se aquilo não podia ser relacionado ao glúten, visto que já tive um “falso diagnóstico” de doença celíaca no passado. Teve uma vez até que ela falou para a minha mãe que eu estava mentindo sobre os meus sintomas, pois certamente eu tinha anorexia e queria “esconder meu desejo de ser magra” – isso pq eu tinha contado para ela que trabalhava com moda/blogs um tempo antes. Detalhe que eu estava 7kg abaixo do meu peso e tinha procurado ela justamente para conseguir voltar a me alimentar, então eu tinha plena noção da minha magreza e queria desesperadamente sair dessa. Outro médico veio com aquele terrorismo alimentar básico, mandando eu cortar todos os alimentos pq todos eram vilões e blá, blá, blá. Nem preciso dizer que nunca mais pisei em nenhum deles, né!

Então, por insistência do meu gastro, resolvi refazer os exames de doença celíaca e: BINGO! Alteradíssimos. O anti-endomísio deu reagente (1:20), quando o certo seria não reagente. O anti-transglutaminase deu 83 U/ml, sendo que o normal deveria ser abaixo de 7! Com esses resultados não tinha nem dúvida de que esse era o meu problema, né. Mesmo assim, fiz mais 2 vezes esse exame em outros laboratórios para ter certeza absoluta (sou dessas!). Todos super alterados também. Já cortei o glúten da minha vida naquele exato momento (final de janeiro de 2015), pois estava cansada de passar mal. Fiz a endoscopia com biópsia novamente (março de 2015) e deu como resultado Marsh nível I, só que nessa época, para ser diagnosticado com doença celíaca ainda precisava dar Marsh nível III. No final, meu diagnóstico foi inconclusivo e fiquei como não celíaca. Fiquei super feliz de não ter esse problema, mas continuava preocupada tentando entender o que estava causando os meus sintomas. Até cogitei o stress novamente, pois tinha perdido o meu avô no começo daquele ano e isso com certeza afetou o meu emocional.

Passei o ano de 2015 fazendo dieta sem glúten, mesmo tendo sido liberada, pois fiquei com muito medo de tentar ingerir novamente e piorar minha situação (sou ortoréxica, né). No final daquele ano, refiz os exames sanguíneos de doença celíaca para ver como estava e, para a minha surpresa, zeraram e não reagiram. Fui super feliz levar o resultado para o gastro, mas assim que ele viu já falou na hora: “Você tem doença celíaca!” Aí não entendi mais nada, né. Como que com reagentes zerados eu seria? Então ele me explicou que, justamente por ter ficado afastada do glúten durante o ano inteiro, os exames zeraram, indicando que a alteração deles estava corretíssima e acontecia somente quando eu entrava em contato com o glúten. Sem contar que, nesse meio tempo, houve um simpósio em Chicago (DDW), onde os maiores pesquisadores de Doença Celíaca chegaram a conclusão de que a classificação Marsh estava equivocada (o próprio Dr. Marsh já tinha falado disso anteriormente), pois qualquer nível de alteração já poderia ser considerada doença celíaca, não precisava mais esperar chegar ao nível III, desde que os marcadores sanguíneos estivessem alterados conjuntamente. Resumindo: sou celíaca! (Achou complicado? Imagina eu, sentindo na pele!)

Depois de 8 anos, finalmente consegui um diagnóstico. Por isso que eu sempre falo: não desista de procurar um motivo para os seus problemas de saúde. Tudo tem uma razão, por mais difícil que possa parecer encontrá-la, busque sempre informações e auxílio de médicos especialistas. Questione-os. Pesquise na vasta literatura. Todos os anos há diversas mudanças no meio científico e novidades na medicina. Não aceite o diagnóstico preguiçoso de que é tudo psicológico, busque comprovações! Durante o período com diagnóstico equivocado eu aproveitei e comi MUITO glúten, mas ao mesmo tempo em que foi delicioso, eu estava me matando e danificando o meu corpo sem saber, sofrendo sem causa aparente.

Tenha sempre um papel ativo na sua saúde, porque muitas vezes nós a colocamos nas mãos de outras pessoas que não têm nossos interesses em mente. Se você desconfia ser celíaco, então comece a fazer uma triagem terapêutica e consulte um médico especialista. Reconsulte novamente. Procure outro, caso seja necessário. Não tire o glúten antes do tempo. Não se autodiagnostique. Se você é mulher, não tenha vergonha de ser taxada de fresca, neurótica ou loucapois, acredite, você será chamada disso! -, vá atrás de uma investigação detalhada, pesquise muito e nunca descanse. Não se limite à ignorância alheia. Talvez você se depare com uns 10 péssimos profissionais da saúde antes (isso inclui nutricionistas tb), mas sempre haverá 1 ou 2 que serão excelentes, não canse de procurá-los.

Estou compartilhando essa minha experiência superpessoal com a intenção de mostrar que, às vezes, o diagnóstico dessa doença pode ser bem complicado e se arrastar durante longos períodos de tempo. Apesar de parecer superexposição, isso não é nem 1/10 de tudo o que passei, é apenas um resumo. Se com esse relato eu conseguir ajudar ao menos uma pessoa que sofre com dúvidas de como e onde buscar ajuda, farei. Também tenho a intenção de mostrar para todos aqueles que acham que faço “a dieta da moda” toda vez que menciono que não posso comer glúten, para que entendam tudo o que há por trás disso e percebam a gravidade.

A Doença Celíaca é algo sério, não é frescura!

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No próximo post falarei sobre contaminação cruzada por glúten.
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