Versace – American Crime Story

Versace – American Crime Story

Hoje estreia uma das séries que estou mais ansiosa para assistir, American Crime Story: Assassination of Gianni Versace. Serão 9 episódios contando a trágica história do assassinato de um dos maiores estilistas de todos os tempos, Gianni Versace.

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Meu look: jaqueta de couro grafitada

Percebi que meus looks casuais estão ficando cada vez mais rockers ultimamente, talvez seja a vibe dark do Halloween, né? Até achei esse meio parecido com a Noiva de Chucky. 😂

Saí assim para fazer comprinhas em um dia mais ameno do final do inverno e me senti super confortável, mesmo de saltão (sou acostumada e até prefiro muitas vezes). O look seria bem básico se não fosse por essa jaqueta de couro linda, que deu toda a graça com a estampa de graffiti e os spikes! Sou apaixonada por esse estilo perfecto ou motorcycle e já namorava ela há um tempo pelo site da Zara, aí aproveitei que a minha irmã foi para a Itália e pedi para ela trazer para mim.

O batom, que todo mundo pede a procedência, é o Merry da Kylie Cosmetics. Esses lip kits salvam a minha vida, pois, como falei anteriormente, não contém glúten! ♥

Jaqueta de couro: Zara (Itália) | Blusa: Sylvia Santini | Camisa: Renner | Jegging: Asos |
Bota: Santa Lolla | Batom: Kylie Cosmetics

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The 80’s are back!

Depois de alguns anos com o minimalismo em voga, a moda resolveu atualizar e jogar com o movimento oposto, trazendo os anos 80 de volta! Para o pesadelo das instagrammers que seguem aquele estilo sereno de “feijão com arroz”, as cores e formas prometem chegar chegando nas próximas estações.

A tendência 80’s já aparece nas maiores capas de revista de moda, bem como nas passarelas dos mais renomados estilistas (tô louca pela bota Saint Laurent do inverno 2017!) e vêm ganhando força para desbancar o básico dos anos 90. Maquiagem nude? Esquece! As cores vibrantes aparecem nos lábios, bochechas e olhos… tudo junto e misturado. Os volumes vão das roupas até os cabelos!

Já quero ver como as ruas irão moldar e atenuar/encarar tudo isso para o cotidiano.
Será que rola esse comeback assim como foi o grunge 90’s?

Um salve para o BREGA!

Hip Hop, street style e a valorização da Moda – Marc Jacobs

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Nem preciso assistir todos os desfiles para eleger o meu favorito dessa temporada do NYFW, pois o Marc Jacobs chegou lacrando com tudo. Um belo tapa na cara da nossa sociedade hipócrita, que tinha transformado a moda em bagunça, transferindo-a para segundo plano nos principais eventos das semanas de moda do mundo inteiro.

Com uma simplicidade poética, Marc Jacobs deixou a moda falar por si em um dos desfiles mais minimalistas que ele já produziu. Sem distrações – não tinha música, nem cenário e até os celulares foram proibidos naquele momento – foi claramente uma tentativa de resgate ao que realmente era importante ali: as roupas e acessórios.

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Apesar de parecer óbvio o objetivo de um desfile, a maioria dos seus frequentadores está ali por outras conveniências que não são a moda. Virou um evento social oco, onde parece ser mais importante sentar na primeira fila ou dizer que foi naquele evento como uma espécie de troféu fashionista (mesmo não tendo absorvido nada dele). Todos querem ser influentes, mas acabam influenciando apenas mais daquela cultura vazia que vemos aos montes nas colunas sociais de qualquer cidadezinha (e agora no Instagram). Os panos pendurados nas modelos e todo o trabalho daquele estilista acabam relegados.

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Então depois desse VRÁ na cara de muitos, começou o show de verdade. A nova coleção foi inspirada no Hip Hop e a importância dele para o desenvolvimento do street style. Marc Jacobs diz que assistiu ao documentário Hip-Hop Evolution na Netflix, que mostra a evolução desse gênero musical dos anos 70 aos 90 e como essa cultura riquíssima foi transferida para o nosso cotidiano naturalmente:

“Como nasci e cresci em Nova York, foi durante a minha época na High School of Art and Design que eu comecei a ver e sentir a influência do hip-hop nas outras músicas e também na arte e estilo. Essa coleção é a minha representação do estilo causal esportivo. É um reconhecimento e um gesto do meu respeito pelo polimento e consideração aplicados à moda de uma geração que será para sempre o fundamento do estilo de rua da cultura juvenil.”

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Observando os detalhes, percebemos que tudo foi pensado para ser usado nas ruas mesmo. Não há nada ali que não possa fazer parte do nosso guarda-roupa. Talvez apenas os chapéus exagerados se reconfigurem um pouco, mas gostei que eles tenham aparecido dessa maneira bem evidente, pois é um sinal de que o estilista apostou forte nessa tendência e a gente pode se divertir bastante com peças mais enxutas (sou suspeita para falar, pois eu amo chapéus!). Amei as cores nude, marrom e dourado praticamente dominando a paleta do desfile. Os colares gigantes (bling-bling ♥), os casacos com pelúcia (no caso do desfile, acredito que sejam peles de verdade, infelizmente) e os microcompimentos tocam o meu coração.

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Por mais desfiles ricos em cultura e menos futilidade! ❤

Meu look: Camuflado

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Eu nem ia publicar esse look aqui no blog, visto que foi escolhido nas pressas e naqueles dias de preguiça, então ficou um tanto quanto confuso visualmente – coloquei as primeiras peças que encontrei no guarda-roupa -, mas não curto seguir regrinhas de postagens como a maioria das blogueiras e sinto falta da aproximação com os leitores que existia antigamente. Os looks não devem ser levados tão a sério, é apenas uma combinaçãozinha de roupa que será desfeita dentro de poucas horas assim que chegarmos em casa, não é mesmo? Não vou mentir que amo uma produção cinematográfica para fotos, mas o lado B também é legal – e mais honesto.

Nesse dia, meus irmãos e eu levamos nossos cães darem uma voltinha. Nada demais, porém super divertido! Amo esse tipo de programação, dá para colocar o papo em dia, rir com a cachorrada, curtir um solzinho de fim de tarde, caminhar e ganhar um pouco de endorfina.

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boné: Stay Irie | jaqueta: Renner | t-shirt: Marisa | legging: Asos | tênis: Dumond | óculos: Asos

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Os melhores looks da coleção da Kendall + Kylie

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Essa coleção de outono da Kendall + Kylie é a que mais representou o estilo das irmãs Jenner até agora. Tem looks super Kendall – os mais minimalistas – e outros super Kylie – os mais street -, então é possível agradar diferentes tipos de público. Gostei também da possibilidade de fazer um mix com as peças, trazendo “o melhor dos dois mundos” para um único look.

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jaqueta + blusa + shortsmochila + bota

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blusa + saia + bolsa + chaveiro + sandália

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blusa + bolsa + sapato

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casaco + blusa + sandália

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mochila

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O Girl Power da Dior com a Maria Grazia Chiuri

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Pela primeira vez na história da Dior, depois de 69 anos, uma mulher assumiu o cargo de diretora criativa da maison. Maria Grazia Chiuri saiu da Valentino para trazer leveza e salvar a marca francesa do caos estético que Raf Simons deixou. O anúncio oficial veio ainda em julho, mas o desfile aconteceu apenas hoje, no dia 30 de setembro.

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O mais irônico é que a Dior teve função histórica na criação do estilo lady like, trazendo um shape com a cintura de vespa bem marcada e saias godê para o ápice dos anos 50, o perpetuando até hoje, mas os desenhos das peças sempre foram conduzidos por estilistas homens. Analisando a coleção de estreia da Maria, podemos perceber que ela trouxe fluidez e feminilidade para a marca novamente, que estava em falta por conta do minimalismo mal elaborado do Raf Simons – já falei por aqui o quanto eu estava descontente depois que ele assumiu o cargo em 2012. Apesar dele ter trazido uma modernidade e tentado conversar com um público mais jovem, quem acertou de verdade foi a Chiuri.

A coleção de estreia foi marcada pelo girl power em todos os sentidos, mostrando que as mulheres conseguem alcançar tudo aquilo que desejam – inclusive ser a líder criativa de uma das mais conceituadas grifes do mundo! Percebe-se a tentativa de traduzir os desfiles conceituais e a elegância da mulher Dior para transformá-las em “meninas Dior“!

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Esqueça aqueles shapes antigos e ultrapassados, essa coleção foi feita para agradar o pessoal da internet mesmo, bem ready-to-wear. Notamos a influência que o Instagram, Tumblr, Snapchat e blogueiras tiveram na moda, não apenas no sentido estético, mas também nos assuntos que são relevantes e que conseguem conversar com a moda.

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O New Look de Christian Dior desafiava a modernidade e a forma rigorosa de se vestir, devolvendo à mulher as curvas e o refinamento que a guerra havia apagado, uma moda totalmente nova naquela época. Maria Grazia Chiuri confronta a tradição da Maison Dior e reposiciona a mulher no centro, passando por cima das expectativas e questionando as verdades impostas. Traz uma reflexão sobre as formas de uma silhueta contemporânea, ágil, olímpica, elitista com uma elegância esportiva, mas acessível, pois o uniforme é um elemento ao mesmo tempo único e serial. Através dele, o corpo expressa sua individualidade, já que cada um moldará a roupa que veste e não mais o contrário.

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feminismo, assunto tão atual e necessário de ser abordado, também apareceu com força na coleção. Inclusive há algumas camisetas básicas que com certeza vão virar hit no Instagram – e serão copiadas ad infinitum.

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De maneira um pouco mais discreta, vemos a evolução da mulher na sociedade:

“Procuro estar sempre atenta ao mundo e criar uma moda compatível com as mulheres de hoje. Uma moda que acompanhe suas transformações, que fuja das categorias estereotipadas ‘masculino/feminino’, ‘jovem/menos jovem’, ‘razão/sentimento’, apresentando inclusive aspectos complementares. A esgrima é uma disciplina na qual o equilíbrio entre o pensamento e a ação é essencial, assim como a harmonia entre o espírito e o coração. O uniforme feminino da esgrima é idêntico ao masculino, exceto pelas proteções especiais. O corpo feminino adapta-se a esta roupa que, por sua vez, parece ter sido trabalhada de acordo com suas formas.”, explica Maria Grazia Chiuri

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coração bordado sobre o peito, como nas primeiras roupas das esgrimistas, traduz melhor do que mil palavras a intensidade e a força das emoções vividas pelas mulheres de hoje.

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Os elementos desse uniforme, como as máscaras, os casacos e os cadarços, fazem parte das peças explosivas cujas linhas exaltam a clareza construtiva do projeto de Maria Grazia Chiuri, que incorpora a ruptura fundadora das origens – aquela realizada por Christian Dior – para atravessar livremente uma história extraordinária marcada por diversos talentos, apropriando-se (como na Postproduction de Nicolas Bourriaud) de cada peça útil para construir uma nova gramática, na qual o tempo sempre presente da moda transcorre sem nenhuma lógica.

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Fascinada pelo aspecto íntimo e artesanal da Maison, ela experimenta vários materiais em montagens inéditas. Através de formas descontextualizadas e colocadas em movimento, inventa um diálogo entre os símbolos: o espartilho que não oprime e expressa com leveza e ironia o desejo de se observar e de se dar prazer; a liberdade de deixar visível uma peça íntima técnica e gráfica que segue as curvas do busto.

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Os elásticos estampados com o nome da marca fazem uma referência clara ao universo urbano. O que foi uma moda bem comum no começo dos anos 2000 (Top da Brasil Sul! Quem nunca? rs) e também já apareceu bastante nas coleções recentes da Moschino, que tem um público mais jovem.

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Prevejo a Rihanna usando esse vestido em breve!

Um prêt-à-porter aberto às influências do streetwear, com seus materiais técnicos e uma dimensão mágica, sonhadora, supersticiosa, quase vidente, tão adorada pelo fundador da Maison – que adorava isso e sempre lia cartas de tarot antes dos seus desfiles – e expressa por Maria Grazia em sua famosa frase: “Aprenda a seguir seus sonhos”. Suntuosos bordados com os signos do zodíaco cobrem os tecidos, transformando-se em verdadeiras telas. Inúmeras figuras do tarô, sabiamente aplicadas em diferentes locais, sugerem possíveis interpretações do futuro.

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Minhas peças favoritas foram os vestidos e saias bem fluidos, os blazers e as capris. By the way, essa última tendência já pode ser colocada em prática no verão, né? Fica bem em todo mundo, é confortável e ainda não é tão quente para o comecinho e final da estação.

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Esse rosa é o meu vestido favorito!

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Os acessórios também têm cara de hit, principalmente os chokers e brincos. A minha bolsa favorita foi a preta, bem parecida com as da Moschino tb.

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O penteado é bem fácil de copiar: Os cabelos são presos em um coque bem apertado com o diferencial das tranças adornando a parte traseira da cabeça. Mais uma vez mostrando que a praticidade é fundamental para a mulher atual.

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Não estou surpresa, pois era exatamente o que eu esperava dessa designer, visto o que ela costumava apresentar nas últimas coleções da Valentino. É claro que ela não tem aquela força conceitual e artística do Galliano, mas deu um refresh necessário que a marca e as mulheres consumidoras almejavam. Eu daria uma nota 4 de 5. Ela fez o que o Raf Simons não foi capaz de fazer, portanto estou muito feliz de poder acompanhar novamente os próximos desfiles da Dior – que eram os meus favoritos das temporadas até 2012.

O que acharam desse desfile?

Créditos das fotos: The Impression