LOUBHOUTAN: algum lugar entre o céu e a terra

Um viajante insaciável, Christian Louboutin já visitou incontáveis países ao longo dos anos, mas um deles se manteve em sua imaginação desde sua adolescência: o reino do Butão. O sonho de visitar esse lugar misterioso finalmente aconteceu em 2012, quando Christian fez sua primeira viagem para o reino, descobrindo uma cultura tão rica quanto ele já imaginava. Ao desenvolver uma relação próxima com o povo butanês, o seu fascínio pela cultura e artesanato local deu vida à coleção LouBhoutan – o encontro perfeito de culturas, combinando o savoir-faire butanês e o olhar criativo de Christian traduzido em 13 modelos preciosos de edição limitada.

Trabalhando de perto com os alunos do Instituto Nacional Zorig Chusu, também conhecido como “Escola das 13 Artes”, as bases de cada peça foram criadas no Butão enquanto as superiores foram desenhadas por Christian e feitas na Itália. Demandando uma enorme quantidade de talento, habilidade artística e paciência, cada um dos treze modelos apresenta plataformas e saltos esculpidos à mão, fazendo com que cada peça seja completamente única.

“Nada no Butão é básico, da arquitetura à moda, tudo é cheio de detalhes, padrões estilizados e cor”, disse Christian

No Butão, assim como na coleção, os detalhes reinam. Sejam os lótus budistas ou monstros, flores do Himalaia ou arabescos típicos, a coleção está repleta de simbolismo místico e iconografia tradicional. Uma referência direta à reputação do Butão como o “Teto do Mundo”, nuvens estilizadas e gradações delicadas interpretam as cores do céu no nascer e no pôr do sol, adornando muitos dos modelos que chegam com detalhes em seda e saltos de madeira pintados à mão. O tema de nuvem mística no veludo azul faz uma referência à busca singular do país por satisfação emocional e felicidade.

Como um tributo pessoal à imensa beleza do Butão, o desejo de Christian em manter a autenticidade e o trabalho artesanal no coração do processo criativo pode ser claramente observado através da natureza excepcional de cada uma dessas peças únicas.

O que eu mais gostei é que a coleção foi apresentada de uma maneira espetacular em uma réplica do trem Expresso do Oriente (sim, o mesmo da Agatha Christie), mas renomeado de Louboutin Express.

Próxima parada, LouBHOUTAN!

 

http://www.christianlouboutin.com

@LouboutinWorld #LouboutinWorld

*divulgação

Meninos vestem azul e meninas vestem rosa? Desde quando?

Hoje viralizou um vídeo onde nossa ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos fala que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” nessa nova era do governo. Mas será que as pessoas realmente sabem a origem da simbologia de cores ligados ao sexo? Por que meninos usam azul e meninas usam rosa? É para isso que a história da moda existe e irei explicar de maneira didática e simples.

Segundo o livro “The Story of Colour: An Exploration of the Hidden Messages of the Spectrum” do Gavin Evans, onde ele fala sobre a cultura das cores, entre o final do século XIX e início do século XX as mães costumavam ouvir que se elas queriam que seus filhos crescessem másculos, era necessário vestí-los de cores masculinas, como o rosa e se quisessem que as meninas crescessem bem femininas, teriam que vestí-las de azul. Sim, ao contrário mesmo! A origem disso vem da Europa, onde a cor azul era associada com o feminino por conta do manto da Virgem Maria, uma cor serena que transmitia calma e ternura. Já o rosa era uma versão para os meninos da masculina cor vermelha, que era uma cor quente, viríl, representava lutas e guerras e também a cor do manto de Jesus Cristo.

Gradualmente isso foi mudando pela metade do século XX, mais precisamente no pós-guerra, pela década de 1950, onde havia fortes propagandas criadas pelas agências de publicidade que induziam as pessoas a aceitarem o rosa como uma cor exclusivamente feminina, o que fez com que a mudança fosse aceita muito rapidamente.

Vale constar também que antes de tudo isso, todos os bebês usavam roupas brancas, pois era muito mais fácil de limpar e não desbotavam com o uso de produtos de limpeza fortes que serviam para tirar manchas, além de poderem ser repassados para todos os filhos da família. O detalhe é que na época do branco, independente de gênero, todas as crianças usavam vestidos por serem mais práticos também. Os meninos começavam a usar calças apenas depois do primeiro corte de cabelo ou ainda mais adiante.

Assistam o vídeo abaixo para uma versão bem completinha e resumida sobre o assunto (é em inglês, mas basta ativar as legendas com tradução automática):

 

Sei que a intenção da ministra não foi uma mera trivialidade sobre moda, também não há nada de ingênuo em uma afirmação colérica assim, apenas expõe a homofobia que permeia a mente de milhões de brasileiros. Estamos em 2019, já vivemos quase 2 décadas de um novo século, mas as palavras e pensamentos que imperam no Brasil nos últimos tempos parecem advindas de outrora, de tempos sombrios. Nossa Idade Média já chegou e as piras estão sendo preparadas para arder em chamas quem eles julgarem como bruxas.

Desejaria começar o ano otimista, mas está difícil, a ignorância se fortalece a cada dia. Os preconceituosos haviam sido marginalizados mas agora lutam para voltar ao topo e tentam resgatar a única forma de sentirem um gostinho de superioridade depois de se constatarem inferiorizados com o avanço da igualdade social que as minorias estavam conquistando. As pequenas bolhas do WhatsApp e Facebook são os novos “guetos” modernos. Um grito que foi ouvido pelos evangélicos, que estão sempre prontos para socorrer coitadinhos (desde que passem pela triagem de “cidadão de bem”, é claro). Os que faziam vítimas agora viraram as próprias vítimas e buscam suas salvações em um milagre divino chamado… vocês sabem quem.

Busquem conhecimento, pois só isso é capaz de nos salvar dessa lavagem cerebral.

Aproveito para deixar aqui alguns links que complementam o assunto: