Os 30 clipes mais sexy de todos os tempos!

A revista Rolling Stone elegeu os 30 clipes mais sexy da história da música e a lista possui vários dos meus favoritos. Inclusive, a Britney Spears aparece em 4º lugar com o meu favorito de todos, I’m a Slave 4u (que merecia estar em 1º lugar). Também tem MadonnaRihanna, Selena GomezBeyoncé e Kanye West.

Concordam com a lista ou acham que faltou algum?

TOP 10

1. Chris Isaak- “Wicked Game” (1990)

2. Prince- “Kiss” (1986)

3. Madonna-“Justify My Love” (1990)

4. Britney Spears- “I’m a Slave 4 U” (2001)

5. Janet Jackson– “Any Time, Any Place” (1994)

6. D’Angelo- “Untitled (How Does it Feel)”  (2000)

7. Fiona Apple- “Criminal” (1997)

8. Rihanna- “S&M” (2011)

9. Kanye West- “Fade” (2016)

 

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Aniversário do Blackout – a Bíblia do Pop

It’s Britney, bitch!

O álbum Blackout da Britney Spears comemora hoje 10 anos de lançamento e continua sendo um marco na história musical, muitas vezes referenciado como a própria Bíblia do Pop. Mesmo lançado na época mais dark da carreira da nossa princesinha, é o trabalho mais visceral que um artista pop já ousou fazer. Tudo isso de uma maneira dançante, sexy, com letras divertidamente irônicas e sagazes, melodias pesadas e empolgantes… perfeito para esquecer todos os seus problemas e se jogar na pista da boate! Desde a sua criação, até hoje ele influencia todas as músicas e artistas pop, um verdadeiro ícone.

Como eu cresci com a Britney, todos os álbuns dela fizeram sentido com a fase pessoal que eu passava no momento, parecia que evoluíamos (e caíamos) juntas. Quando o Blackout foi lançado, não foi diferente. Eu estava na fase mais baladeira da minha vida, andando com pessoas interesseiras e falsas, ligando o foda-se para tudo e todos, vivendo como se não houvesse limites ou regras (assim como ela). Poucos meses depois, lembro de ver a Britney sendo internada às pressas depois de um colapso nervoso e eu, não pelos mesmos motivos, também passava por problemas de saúde e acompanhava tudo isso de dentro de um hospital. Foi uma época bem pesada, mas uma ótima maneira de quebrar o ego e se libertar de todas as amarras sociais que exigiam perfeição a todo custo. Lembro que esse álbum me ajudou muito a passar por esses momentos, era uma gota de ânimo instantâneo assim que eu apertava o play.B

O site The Fader fez uma matéria especial sobre esse aniversário, trazendo diversas informações novas e entrevistas exclusivas com os produtores do álbum, entre eles o nosso tão aclamado Danja e a própria Britney Spears. É fascinante tentar entender o que se passava no olho do furacão que a Britney vivia na época. Dessa maneira, conseguiu abrir os olhos do público e os fez entender que ela não era uma mera bonequinha manipulada, pois possuía uma grande alma artística – muito talentosa, por sinal!

Até hoje esse álbum é considerado o melhor de sua carreira. Uma mistura de música eletrônica na medida certa com uma batida forte de hip-hop. Músicas como “Gimme More”, “Piece of Me” e “Break the Ice” são sexy e representam sua resposta contra a manipulação da mídia e seus amigos falsos. Ao mesmo tempo, são divertidas e ótimas para dançar.

O que Britney Spears diz sobre o Blackout?

Blackout foi a primeira vez que trabalhei com o Danja, ele me deu oportunidade e liberdade de explorar sons e influências mais urbanas. Isso realmente me inspirou! Também tive a chance de cantar mais e trabalhar minha voz de maneiras que não tinha feito antes. A mágica do Blackout foi na verdade muito simples: não foi muito pensado, apenas fiz o que sentia e funcionou. Às vezes o menos é mais, eu acho.
Ah, sim, é bem provocante – e eu amo provocar!”

Danja, produtor

“Eu não pensei sobre “música pop” enquanto criava o Blackout. Eu estava curtindo música dance e EDM na época, mas ainda não era mainstream. Eu ia em clubes de Miami algumas vezes por semana para observar a atmosfera. Todo mundo dançava muito “Satisfaction” do Benny Benassi e também Tiesto, literalmente em transe. Então pensei: “É isso! Se minha música não te faz sentir dessa maneira, o que estamos fazendo? Não pensei sobre nada mais do que trazer essa essência para a cultura popular.

Já viu essa linda rainha pop em uma música com batidas pesadas e arrasadoras? É como caramelo – rico, quase insuportavelmente doce, mas tão bom ao mesmo tempo. Isso era o que eu estava disposto a fazer. Queria fazer com que as pessoas fizessem careta quando ela começasse a tocar. Tipo em “Get Back“, uma das faixas bônus, era sombria e parecia um videogame – baterias um pouco distorcidas, sintetizador sujo com uma característica quase desagradável, mas com uma boa melodia. Os sons de baixo ainda tinham tons. Até mesmo em “Gimme More” tudo era distinto e tinha características.

Não pensávamos muito antes de irmos ao estúdio – nós apenas nos deixávamos levar pelo fluxo. Fomos capazes de criar sem nenhuma distração e ninguém nos mandando seguir uma direção. É por isso que a parte do álbum Blackout em que colaborei acabou sendo o que é, nós éramos livres.

A Britney deve ter passado por muita coisa a mais em sua vida pessoal do que nós sabíamos naquele momento, e a coisa ficava ainda mais louca quando nos aprofundamos nesse projeto. Mas durante todo o processo, ela era muito presente, atenciosa e interativa. Ela foi uma das pessoas mais fáceis para fazer as coisas – ficaria sentada e cantaria, não importa quantas vezes a fizéssemos repetir, até termos tudo pronto.

Você saberia como ela se sente em relação a uma canção por pura linguagem corporal, ela nem precisa falar nada: Enquanto arrasava nas letras e melodias, ela estaria dançando muito! Você escuta histórias do Michael Jackson criando coreografias inteiras enquanto gravava algumas de suas músicas, e isso acontece com ela também. Eu só me certificava de fazer batidas que ela poderia dançar, algo pesado e diferente com toques de hip-hop. Depois que percebi que era isso que ela queria fazer, foi onde permaneci.

Se você escutar rádio agora ou as músicas mais famosas no iTunes, todo artista pop tem agora algo meio “hard 808” e um toque urbano de hip-hop, e para as artistas femininas, a Britney começou com isso. Ela fez ser OK dançar um pouco, falar porcarias, ter batidas mais pesadas. E tudo isso começou nas boates de Miami!”

 Confira a matéria completa no site do The Fader!

E escute o álbum Blackout no Spotify: