A coleção da Gigi Hadid para a Reebok e a história dos tênis clássicos

Com a nova onda de “dad sneakers” invandindo os pés dos fashionistas, a Reebok resolveu apostar na modernização dos seus clássicos e se uniu com a top model Gigi Hadid para lançar uma coleção que não traz apenas os tênis da marca, mas também roupas completas para os fãs de esportes (ou conforto).

Para quem não conhece, a Reebok era a maior marca dos anos 80, uma época marcada pelas academias de ginástica e busca por corpos sarados em que a moda esportiva começou a ganhar espaço e características próprias. Enquanto a Nike e a Adidas focavam nos homens, a Reebok escolheu as mulheres. Em 1982, aproveitando a paixão pela aeróbica e os vídeos da Jane Fonda, lançou o modelo de tênis Freestyle, que virou ícone na época e é usado até hoje.

Com isso, a marca pôde focar nos homens também, mas sempre com a premissa de que os tênis iam bem não apenas na academia, mas fora dela também. Fazendo toda a diferença na moda e no cotidiano de quem preza pelo conforto dos pés até hoje. Em 1983, surge então o modelo unissex Classic Leather, um tênis de corrida minimalista branco, com um sistema de proteção de impacto duplamente denso, excelente para estabilidade, e furinhos para ventilação de ar. Ele era bom em performance, praticidade, estilo, elegância… e até hoje esse tênis é perfeito!

De volta para o futuro – ou seria ao presente? -, esse modelo foi relançado na coleção “Ready Now” da Gigi Hadid. A diferença do clássico para o atual é que ele ganhou uma sola dupla, dando um efeito plataforma e tratorado, bem moderno sem perder a nostalgia. (compre o Classic Leather Double X – branco ou preto)

Além dele, também foi lançada uma versão totalmente repaginada, transformando ele com uma plataforma reta, bem Spice Girls, 90’s. Até de início foi esse modelo que me chamou atenção para a coleção da Gigi, mas assim que eu vi o anterior, achei que seria mais prático no meu cotidiano. (compre o Classic Leather PLT – branco ou laranja)

Também faz parte da coleção o modelo Aztrek, que é lindo demais e inspirado em um clássico de 1993. Pode-se dizer que esses foram os “chunky sneakers” originais. (compre o Aztrek – laranja ou azul)

As peças de roupa também estão lindas e no melhor estilo “abrigo” dos anos 80, com muitas cores vibrantes em nylon. (compre Jaqueta – preta ou branca | Calça – preta ou azul)

A linha completa já está disponível no site da Reebok Brasil com preços que vão de R$179,99 a R$349,99. O que é um preço MUITO bom, já que fora daqui custam cerca de 100 dólares (ou euros) cada e, por serem coleção limitada, já estão esgotados na maioria das lojas, sendo vendidos pelo Ebay por cerca de R$600! Já são itens de colecionador.

Eu já garanti o meu! 💛

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Meninos vestem azul e meninas vestem rosa? Desde quando?

Hoje viralizou um vídeo onde nossa ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos fala que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” nessa nova era do governo. Mas será que as pessoas realmente sabem a origem da simbologia de cores ligados ao sexo? Por que meninos usam azul e meninas usam rosa? É para isso que a história da moda existe e irei explicar de maneira didática e simples.

Segundo o livro “The Story of Colour: An Exploration of the Hidden Messages of the Spectrum” do Gavin Evans, onde ele fala sobre a cultura das cores, entre o final do século XIX e início do século XX as mães costumavam ouvir que se elas queriam que seus filhos crescessem másculos, era necessário vestí-los de cores masculinas, como o rosa e se quisessem que as meninas crescessem bem femininas, teriam que vestí-las de azul. Sim, ao contrário mesmo! A origem disso vem da Europa, onde a cor azul era associada com o feminino por conta do manto da Virgem Maria, uma cor serena que transmitia calma e ternura. Já o rosa era uma versão para os meninos da masculina cor vermelha, que era uma cor quente, viríl, representava lutas e guerras e também a cor do manto de Jesus Cristo.

Gradualmente isso foi mudando pela metade do século XX, mais precisamente no pós-guerra, pela década de 1950, onde havia fortes propagandas criadas pelas agências de publicidade que induziam as pessoas a aceitarem o rosa como uma cor exclusivamente feminina, o que fez com que a mudança fosse aceita muito rapidamente.

Vale constar também que antes de tudo isso, todos os bebês usavam roupas brancas, pois era muito mais fácil de limpar e não desbotavam com o uso de produtos de limpeza fortes que serviam para tirar manchas, além de poderem ser repassados para todos os filhos da família. O detalhe é que na época do branco, independente de gênero, todas as crianças usavam vestidos por serem mais práticos também. Os meninos começavam a usar calças apenas depois do primeiro corte de cabelo ou ainda mais adiante.

Assistam o vídeo abaixo para uma versão bem completinha e resumida sobre o assunto (é em inglês, mas basta ativar as legendas com tradução automática):

 

Sei que a intenção da ministra não foi uma mera trivialidade sobre moda, também não há nada de ingênuo em uma afirmação colérica assim, apenas expõe a homofobia que permeia a mente de milhões de brasileiros. Estamos em 2019, já vivemos quase 2 décadas de um novo século, mas as palavras e pensamentos que imperam no Brasil nos últimos tempos parecem advindas de outrora, de tempos sombrios. Nossa Idade Média já chegou e as piras estão sendo preparadas para arder em chamas quem eles julgarem como bruxas.

Desejaria começar o ano otimista, mas está difícil, a ignorância se fortalece a cada dia. Os preconceituosos haviam sido marginalizados mas agora lutam para voltar ao topo e tentam resgatar a única forma de sentirem um gostinho de superioridade depois de se constatarem inferiorizados com o avanço da igualdade social que as minorias estavam conquistando. As pequenas bolhas do WhatsApp e Facebook são os novos “guetos” modernos. Um grito que foi ouvido pelos evangélicos, que estão sempre prontos para socorrer coitadinhos (desde que passem pela triagem de “cidadão de bem”, é claro). Os que faziam vítimas agora viraram as próprias vítimas e buscam suas salvações em um milagre divino chamado… vocês sabem quem.

Busquem conhecimento, pois só isso é capaz de nos salvar dessa lavagem cerebral.

Aproveito para deixar aqui alguns links que complementam o assunto: