Meu look: Outono – camisa listrada e jeans

Look descontraído para usar no outono e sair bem confortável no friozinho quando ainda tem aquele sol gostoso durante a tarde. Gosto de tons terrosos, principalmente agora que estou morena novamente, pois são básicos e fáceis de combinar – o contraste com o jeans não fica maravilhoso?. A camisa de seda listrada me lembra muito a Mary Poppins – não sei exatamente o motivo – principalmente com o laço na frente. Acho que deixou o look um pouco mais chiquetoso sem tirar a informalidade. Já a jaqueta perfecto de camurça é o estilo de peça que mais amo e gosto de investir, descobri que sou viciada em casacos e preciso de rehab para superar isso, mas como moro no sul, fica impossível fugir do melhor aliado que temos durante o ano praticamente inteiro. Bem como as botas. Essas de salto grosso são ótimas para usar toda hora e ainda nos protegem melhor da chuva. Ninguém merece meias ou barras de calça molhadas, né?

Ah, e o cabelo preso com coque bagunçadinho também ajuda a manter a casualidade do look. Dessa maneira também não “briga” visualmente com todos os detalhes do pescoço. O batom é o Dolce K da Kylie Cosmetics – é a única marca que consigo usar agora que descobri que sou celíaca, pois não contém glúten na composição (algo MUITO raro na área de cosméticos e maquiagens, infelizmente). Em breve farei um post sobre esse assunto.

Jaqueta: Cativa | Camisa: Renner | Jeans: River Island | Bota: Asos

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Hip Hop, street style e a valorização da Moda – Marc Jacobs

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Nem preciso assistir todos os desfiles para eleger o meu favorito dessa temporada do NYFW, pois o Marc Jacobs chegou lacrando com tudo. Um belo tapa na cara da nossa sociedade hipócrita, que tinha transformado a moda em bagunça, transferindo-a para segundo plano nos principais eventos das semanas de moda do mundo inteiro.

Com uma simplicidade poética, Marc Jacobs deixou a moda falar por si em um dos desfiles mais minimalistas que ele já produziu. Sem distrações – não tinha música, nem cenário e até os celulares foram proibidos naquele momento – foi claramente uma tentativa de resgate ao que realmente era importante ali: as roupas e acessórios.

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Apesar de parecer óbvio o objetivo de um desfile, a maioria dos seus frequentadores está ali por outras conveniências que não são a moda. Virou um evento social oco, onde parece ser mais importante sentar na primeira fila ou dizer que foi naquele evento como uma espécie de troféu fashionista (mesmo não tendo absorvido nada dele). Todos querem ser influentes, mas acabam influenciando apenas mais daquela cultura vazia que vemos aos montes nas colunas sociais de qualquer cidadezinha (e agora no Instagram). Os panos pendurados nas modelos e todo o trabalho daquele estilista acabam relegados.

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Então depois desse VRÁ na cara de muitos, começou o show de verdade. A nova coleção foi inspirada no Hip Hop e a importância dele para o desenvolvimento do street style. Marc Jacobs diz que assistiu ao documentário Hip-Hop Evolution na Netflix, que mostra a evolução desse gênero musical dos anos 70 aos 90 e como essa cultura riquíssima foi transferida para o nosso cotidiano naturalmente:

“Como nasci e cresci em Nova York, foi durante a minha época na High School of Art and Design que eu comecei a ver e sentir a influência do hip-hop nas outras músicas e também na arte e estilo. Essa coleção é a minha representação do estilo causal esportivo. É um reconhecimento e um gesto do meu respeito pelo polimento e consideração aplicados à moda de uma geração que será para sempre o fundamento do estilo de rua da cultura juvenil.”

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Observando os detalhes, percebemos que tudo foi pensado para ser usado nas ruas mesmo. Não há nada ali que não possa fazer parte do nosso guarda-roupa. Talvez apenas os chapéus exagerados se reconfigurem um pouco, mas gostei que eles tenham aparecido dessa maneira bem evidente, pois é um sinal de que o estilista apostou forte nessa tendência e a gente pode se divertir bastante com peças mais enxutas (sou suspeita para falar, pois eu amo chapéus!). Amei as cores nude, marrom e dourado praticamente dominando a paleta do desfile. Os colares gigantes (bling-bling ♥), os casacos com pelúcia (no caso do desfile, acredito que sejam peles de verdade, infelizmente) e os microcompimentos tocam o meu coração.

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Por mais desfiles ricos em cultura e menos futilidade! ❤

O Girl Power da Dior com a Maria Grazia Chiuri

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Pela primeira vez na história da Dior, depois de 69 anos, uma mulher assumiu o cargo de diretora criativa da maison. Maria Grazia Chiuri saiu da Valentino para trazer leveza e salvar a marca francesa do caos estético que Raf Simons deixou. O anúncio oficial veio ainda em julho, mas o desfile aconteceu apenas hoje, no dia 30 de setembro.

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O mais irônico é que a Dior teve função histórica na criação do estilo lady like, trazendo um shape com a cintura de vespa bem marcada e saias godê para o ápice dos anos 50, o perpetuando até hoje, mas os desenhos das peças sempre foram conduzidos por estilistas homens. Analisando a coleção de estreia da Maria, podemos perceber que ela trouxe fluidez e feminilidade para a marca novamente, que estava em falta por conta do minimalismo mal elaborado do Raf Simons – já falei por aqui o quanto eu estava descontente depois que ele assumiu o cargo em 2012. Apesar dele ter trazido uma modernidade e tentado conversar com um público mais jovem, quem acertou de verdade foi a Chiuri.

A coleção de estreia foi marcada pelo girl power em todos os sentidos, mostrando que as mulheres conseguem alcançar tudo aquilo que desejam – inclusive ser a líder criativa de uma das mais conceituadas grifes do mundo! Percebe-se a tentativa de traduzir os desfiles conceituais e a elegância da mulher Dior para transformá-las em “meninas Dior“!

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Esqueça aqueles shapes antigos e ultrapassados, essa coleção foi feita para agradar o pessoal da internet mesmo, bem ready-to-wear. Notamos a influência que o Instagram, Tumblr, Snapchat e blogueiras tiveram na moda, não apenas no sentido estético, mas também nos assuntos que são relevantes e que conseguem conversar com a moda.

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O New Look de Christian Dior desafiava a modernidade e a forma rigorosa de se vestir, devolvendo à mulher as curvas e o refinamento que a guerra havia apagado, uma moda totalmente nova naquela época. Maria Grazia Chiuri confronta a tradição da Maison Dior e reposiciona a mulher no centro, passando por cima das expectativas e questionando as verdades impostas. Traz uma reflexão sobre as formas de uma silhueta contemporânea, ágil, olímpica, elitista com uma elegância esportiva, mas acessível, pois o uniforme é um elemento ao mesmo tempo único e serial. Através dele, o corpo expressa sua individualidade, já que cada um moldará a roupa que veste e não mais o contrário.

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feminismo, assunto tão atual e necessário de ser abordado, também apareceu com força na coleção. Inclusive há algumas camisetas básicas que com certeza vão virar hit no Instagram – e serão copiadas ad infinitum.

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De maneira um pouco mais discreta, vemos a evolução da mulher na sociedade:

“Procuro estar sempre atenta ao mundo e criar uma moda compatível com as mulheres de hoje. Uma moda que acompanhe suas transformações, que fuja das categorias estereotipadas ‘masculino/feminino’, ‘jovem/menos jovem’, ‘razão/sentimento’, apresentando inclusive aspectos complementares. A esgrima é uma disciplina na qual o equilíbrio entre o pensamento e a ação é essencial, assim como a harmonia entre o espírito e o coração. O uniforme feminino da esgrima é idêntico ao masculino, exceto pelas proteções especiais. O corpo feminino adapta-se a esta roupa que, por sua vez, parece ter sido trabalhada de acordo com suas formas.”, explica Maria Grazia Chiuri

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coração bordado sobre o peito, como nas primeiras roupas das esgrimistas, traduz melhor do que mil palavras a intensidade e a força das emoções vividas pelas mulheres de hoje.

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Os elementos desse uniforme, como as máscaras, os casacos e os cadarços, fazem parte das peças explosivas cujas linhas exaltam a clareza construtiva do projeto de Maria Grazia Chiuri, que incorpora a ruptura fundadora das origens – aquela realizada por Christian Dior – para atravessar livremente uma história extraordinária marcada por diversos talentos, apropriando-se (como na Postproduction de Nicolas Bourriaud) de cada peça útil para construir uma nova gramática, na qual o tempo sempre presente da moda transcorre sem nenhuma lógica.

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Fascinada pelo aspecto íntimo e artesanal da Maison, ela experimenta vários materiais em montagens inéditas. Através de formas descontextualizadas e colocadas em movimento, inventa um diálogo entre os símbolos: o espartilho que não oprime e expressa com leveza e ironia o desejo de se observar e de se dar prazer; a liberdade de deixar visível uma peça íntima técnica e gráfica que segue as curvas do busto.

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Os elásticos estampados com o nome da marca fazem uma referência clara ao universo urbano. O que foi uma moda bem comum no começo dos anos 2000 (Top da Brasil Sul! Quem nunca? rs) e também já apareceu bastante nas coleções recentes da Moschino, que tem um público mais jovem.

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Prevejo a Rihanna usando esse vestido em breve!

Um prêt-à-porter aberto às influências do streetwear, com seus materiais técnicos e uma dimensão mágica, sonhadora, supersticiosa, quase vidente, tão adorada pelo fundador da Maison – que adorava isso e sempre lia cartas de tarot antes dos seus desfiles – e expressa por Maria Grazia em sua famosa frase: “Aprenda a seguir seus sonhos”. Suntuosos bordados com os signos do zodíaco cobrem os tecidos, transformando-se em verdadeiras telas. Inúmeras figuras do tarô, sabiamente aplicadas em diferentes locais, sugerem possíveis interpretações do futuro.

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Minhas peças favoritas foram os vestidos e saias bem fluidos, os blazers e as capris. By the way, essa última tendência já pode ser colocada em prática no verão, né? Fica bem em todo mundo, é confortável e ainda não é tão quente para o comecinho e final da estação.

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Esse rosa é o meu vestido favorito!

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Os acessórios também têm cara de hit, principalmente os chokers e brincos. A minha bolsa favorita foi a preta, bem parecida com as da Moschino tb.

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O penteado é bem fácil de copiar: Os cabelos são presos em um coque bem apertado com o diferencial das tranças adornando a parte traseira da cabeça. Mais uma vez mostrando que a praticidade é fundamental para a mulher atual.

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Não estou surpresa, pois era exatamente o que eu esperava dessa designer, visto o que ela costumava apresentar nas últimas coleções da Valentino. É claro que ela não tem aquela força conceitual e artística do Galliano, mas deu um refresh necessário que a marca e as mulheres consumidoras almejavam. Eu daria uma nota 4 de 5. Ela fez o que o Raf Simons não foi capaz de fazer, portanto estou muito feliz de poder acompanhar novamente os próximos desfiles da Dior – que eram os meus favoritos das temporadas até 2012.

O que acharam desse desfile?

Créditos das fotos: The Impression

meu look: Inverno Clássico

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Apesar de eu amar ousadia, sou meio clássica nas minhas escolhas quando se trata de casacos e bolsas, culpa do meu virginianismo. Achei esse look uma boa mistura desses estilos, consigo sair para qualquer lugar assim e acho que o toque diferente acontece com a barra da calça dobrada por cima da ankle boot. Na primeira olhada parece estranho, mas além de ser mais prático eu acho que quebra aquela coisa boring e certinha demais. Só não venham falar que sou baixinha e não posso usar esse tipo de coisa! Odeio padrões e proibições na moda, acho que todo mundo pode usar o que sentir vontade e a hora que quiser. Não estamos mais seguindo dogmas ultrapassados, né? Pfvr.

Espero também que não se importem com as fotos amadoras, eu mesma as tirei num dia em que estava entediada em casa e queria “testar” vários looks. É claro que fotos tiradas na rua são muito mais bonitas, mas estamos no inverno e eu moro em Caxias do Sul, cidade serrana, fria, chuvosa e cheia de cerração. Era assim ou nada! haha

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i ❤ shoes: yves saint laurent tribute sandal

Santa can you hear me? I have been so good this year, and all I want is one thing… ~


Essa Tribute Sandal(♥) do Yves Saint Laurent sim eu posso dizer que é o meu sonho de consumo eterno, pois é um clássico e nunca sai de moda. A cada estação ela é relançada, variando apenas sua cartela de cores, ou algum material/estampa diferenciado. Por mais que custe singelos cof, cof $795, ela é um ótimo investimento, assim como as bolsas clássicas de grifes famosas. E cá entre nós, sapatos valem muito mais a pena.

Ela tem uma carinha bem 70’s, e esse tipo de trançado mais fechado no peito do pé era super hit nos anos 90’s também. Com 14 cm de salto e 2,5cm de meia pata, foi projetada para ser super confortável e combinar com tudo.

Agora para as festas de final de ano, pode-se encontrar nas lojas rhycas essa cor bege levemente dourada, simplesmente PERFEITA! Sempre desejei a caramelo super básica, mas troco por uma dessa nova cor facilmente! Aliás, pode ser uma de cada, por favor! haha

Quem ainda não comprou o meu presente de Natal, fica a dica! ;D

♫ ~ …is all I want, just for me, underneath my Christmas tree!

Fashion Rio 2010 – Walter Rodrigues

Não foi divulgado nenhum croqui desta coleção. =/

Para o inverno 2010, Walter Rodrigues abriu o segundo dia do Fashion Rio com um desfile inspirado no Japão. Bem como já havia feito 10 anos atrás, só que agora ele traz um minimalismo mais excessivo para sua coleção.

Vestidos amplos e fluidos que por hora lembram quimonos, alfaiataria impecável, tudo com uma modelagem maxi – desde os acessórios até as roupas, nos pés all stars customizados com tecido de antigos quimonos, tecidos foscos e alguns brilhantes, leve paetizado em alguns bordados, adornos de cabeça extravagantes – lembrando os famosos samurais, ombros cobertos por pele (fake eu espero), calças cenoura – curtas demais ou longas demais.
Na cartela de cores predominou o preto, azul marinho, caqui, nude, branco e vermelho; para os detalhes foi usado terracota, prata, roxo e verde cítrico.

Particularmente eu não gostei deste desfile pelo simples fato de achar que as roupas, por mais conceituais que sejam, elas sempre deveriam valorizar a silhueta do corpo femino e não esconder. Acho totalmente inusável, a não ser que você tenha problemas com obesidade. Eu como fã do Walter Rodrigues, me decepcionei muito com essa coleção, pois geralmente ele tende a valorizar o corpo das mulheres com suas roupas. Dou um desconto por ser inverno e por ele tentar inovar.

Ponto alto: arriscar inovação e a cor azul marinho.
Ponto baixo: modelagem demasiadamente ampla e não valorizar a curvatura feminina.

Minha nota portanto é:


Confira o vídeo do desfile aqui, e as fotos abaixo:
créditos para as fotos: elle, chic