Meninos vestem azul e meninas vestem rosa? Desde quando?

Hoje viralizou um vídeo onde nossa ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos fala que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” nessa nova era do governo. Mas será que as pessoas realmente sabem a origem da simbologia de cores ligados ao sexo? Por que meninos usam azul e meninas usam rosa? É para isso que a história da moda existe e irei explicar de maneira didática e simples.

Segundo o livro “The Story of Colour: An Exploration of the Hidden Messages of the Spectrum” do Gavin Evans, onde ele fala sobre a cultura das cores, entre o final do século XIX e início do século XX as mães costumavam ouvir que se elas queriam que seus filhos crescessem másculos, era necessário vestí-los de cores masculinas, como o rosa e se quisessem que as meninas crescessem bem femininas, teriam que vestí-las de azul. Sim, ao contrário mesmo! A origem disso vem da Europa, onde a cor azul era associada com o feminino por conta do manto da Virgem Maria, uma cor serena que transmitia calma e ternura. Já o rosa era uma versão para os meninos da masculina cor vermelha, que era uma cor quente, viríl, representava lutas e guerras e também a cor do manto de Jesus Cristo.

Gradualmente isso foi mudando pela metade do século XX, mais precisamente no pós-guerra, pela década de 1950, onde havia fortes propagandas criadas pelas agências de publicidade que induziam as pessoas a aceitarem o rosa como uma cor exclusivamente feminina, o que fez com que a mudança fosse aceita muito rapidamente.

Vale constar também que antes de tudo isso, todos os bebês usavam roupas brancas, pois era muito mais fácil de limpar e não desbotavam com o uso de produtos de limpeza fortes que serviam para tirar manchas, além de poderem ser repassados para todos os filhos da família. O detalhe é que na época do branco, independente de gênero, todas as crianças usavam vestidos por serem mais práticos também. Os meninos começavam a usar calças apenas depois do primeiro corte de cabelo ou ainda mais adiante.

Assistam o vídeo abaixo para uma versão bem completinha e resumida sobre o assunto (é em inglês, mas basta ativar as legendas com tradução automática):

 

Sei que a intenção da ministra não foi uma mera trivialidade sobre moda, também não há nada de ingênuo em uma afirmação colérica assim, apenas expõe a homofobia que permeia a mente de milhões de brasileiros. Estamos em 2019, já vivemos quase 2 décadas de um novo século, mas as palavras e pensamentos que imperam no Brasil nos últimos tempos parecem advindas de outrora, de tempos sombrios. Nossa Idade Média já chegou e as piras estão sendo preparadas para arder em chamas quem eles julgarem como bruxas.

Desejaria começar o ano otimista, mas está difícil, a ignorância se fortalece a cada dia. Os preconceituosos haviam sido marginalizados mas agora lutam para voltar ao topo e tentam resgatar a única forma de sentirem um gostinho de superioridade depois de se constatarem inferiorizados com o avanço da igualdade social que as minorias estavam conquistando. As pequenas bolhas do WhatsApp e Facebook são os novos “guetos” modernos. Um grito que foi ouvido pelos evangélicos, que estão sempre prontos para socorrer coitadinhos (desde que passem pela triagem de “cidadão de bem”, é claro). Os que faziam vítimas agora viraram as próprias vítimas e buscam suas salvações em um milagre divino chamado… vocês sabem quem.

Busquem conhecimento, pois só isso é capaz de nos salvar dessa lavagem cerebral.

Aproveito para deixar aqui alguns links que complementam o assunto:

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A coleção baratíssima da Victoria Beckham x Target

Geralmente quando os designers fazem coleções em parceria com fast fashions, podemos esperar preços altos para o consumidor e baixos apenas para os já clientes da grife, mas dessa vez ambas as partes foram beneficiadas. Como fã da Victoria Beckham, fico feliz de ver que ela emprestou seu nome para uma coleção bonita e muito barata, vendida pela Target – uma marca de supermercado americana.

Como o estilo é minimalista e os materiais são de baixo custo, nada mais óbvio do que não cobrar muito por isso. Uma coisa é comprar um vestido de seda, outra bem diferente é comprar um de poliéster! (Aprendam com isso, C&A, Renner, Riachuelo e etc!) O mais importante é que a designer não precisou abrir mão do bom gosto para isso, a maioria das peças são bem elegantes e fáceis de cativar qualquer fashionista. Tem até peças para mães e filhas combinando!

São mais de 200 peças com o valor entre 6 dólares até 70 dólares, mas a maioria não passa de 40 dólares!

Pela primeira vez poderemos comprar todas as peças de uma coleção de parceria com designer em tamanho plus size, inclusive as infantis! Os tamanhos abrangem dos recém-nascidos até o plus-size feminino.

Todas as lojas Target nos EUA estão vendendo as peças a partir de hoje (9 de abril). Já nós, brasileiros, podemos comprar tudo online com o imposto de importação já calculado no chekout e frete barato. O site é seguro e confiável.

Ainda tem um cupom amigo para compras internacionais! Insira o código INTLSHIP no final da compra e ganhe 20 dólares de desconto nas compras acima de 100 dólares.

Já dá para aproveitar e garantir um presente para o Dia das Mães que está logo aí, né?