Paris Hilton e as tendências dos anos 2000

Eu vivi a minha adolescência nos anos 2000, então a minha personalidade sofreu uma grande influência da Paris Hilton. Ela representava o que todas as meninas que amavam moda queriam ser/ter na época, tipo como a Kim Kardashian faz hoje em dia. Além de ter um dos melhores reality shows de todos os tempos, o The Simple Life, com a presença ilustre de sua bff, Nicole Richie! Ainda era melhor amiga de ninguém menos do que a outra deusa do milênio, Britney Spears! É para louvar de joelhos uma pessoa com esse poder.

Impossível falar em estilo do começo do milênio sem lembrar da Paris, a rainha das patricinhas! A influência dela foi tanta que até hoje vemos peças inspiradas nos seus looks favoritos, ainda mais que a moda está focada no revival dos anos 2000. Ela reformulou até o conceito de patricinha, deixando aquele clássico sem graça e perfeitinho – tipo a Cher de Clueless – dos anos 90 para trás, mostrando que no ano zero as mulheres podiam ser livres, sexy, cair na balada e falar palavrão (bitches!) com uma boa dose de atitude. Muito mais do que um ícone fashion, ela criou um lifestyle. Precedeu o padrão de “influenciadora” muito antes de sonharmos que existiria essa profissão no futuro – blogueiras, youtubers, instagrammers. Ela é, literalmente, um personagem de si mesma.

Embaixo de todas as coisas “hot”, divertidas e fofas, ela tinha como assinatura uma atitude autêntica que mostrava não se importar em exibir seus privilégios, feminilidade e sexualidade. A Paris sempre demonstrou seu extremo amor por si própria, sem vergonha alguma de aceitar essas facetas de sua personalidade, que poderiam muito bem ser consideradas uma piada por conta dos exageros caricatos. Diferente de como vivemos em 2017, em um mundo altamente calculado e cheio de filtros para impressionarmos desconhecidos, a franqueza da Paris parece um tanto quanto inspiradora.

O cafona de hoje é a tendência de amanhã!
Obrigada, Paris, por tudo o que você fez por nós:

CONJUNTO DE VELUDO

Impossível não lembrar da Paris Hilton quando se fala em conjuntos de veludo – eu amo! São fofos e super confortáveis. A dica da Paris é sempre usá-los em cores vibrantes para que não confundam com roupas de academia de verdade – ew!

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CAMISETA COM FRASE

Eu já tinha falado por aqui que as camisetas com frase voltaram. Segundo a Paris, é a maneira mais fácil de contar ao mundo sobre os seus mais profundos pensamentos.

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MINISSAIA CINTO

Esse lema eu carrego comigo desde os anos 2000 e jamais abandonarei: as minissaias precisam ter o mesmo tamanho de um cinto. A vida é curta, devemos nos arriscar.

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UGGS

A botinha mais confortável e quentinha de todos os tempos! Mas tô com a Paris nessa opinião, acho que elas servem perfeitamente bem como pantufas para usar em casa. Sempre use salto!

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ROSA

Todo mundo concorda que ela INVENTOU o millennial pink, né? Ok! Prossigamos.
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SMARTPHONES

Blackberries, Razrs e V3… Se você é novinho, provavelmente nem imagina o que sejam essas coisas, mas na minha época, eles eram o holly grail da modernidade e fazíamos de tudo para ganhar um – na cor rosa ou customizados com strass, de preferência. Iphone who? A Paris recomenda que tenhamos sempre, no mínimo, 3 smartphones, mas ela mesma tem 5!

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COROA

Podem me julgar, mas em 2003 eu usava coroas em todas as oportunidades possíveis, inclusive no meu aniversário de 15 anos! “Sempre se vista como uma princesa, pois assim todos te tratarão como uma.”

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BFF

Hoje as pessoas chamam de “squad”, mas na nossa época era BFF (melhor amigo para sempre) mesmo. Segundo a Paris, eles são os nossos melhores acessórios!

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STRASS

Não existe essa coisa de “muito strass”, porque é hot brilhar o máximo que você puder.

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BONÉ TRUCKER

Bonés do tipo trucker são lindos! Apesar da Paris não gostar mais dos da marca Von Dutch, na época a gente daria um rim em troca de um – literalmente, pois eles custavam um pouco mais do que isso.

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PIERCING NO UMBIGO

Essa moda se popularizou por causa da Britney Spears e era tão comum que a gente até se surpreendia quando conhecia alguma menina que não tinha piercing no umbigo – era mais fácil achar um unicórnio! Eu me arrependi profundamente de ter furado o meu. Não que eu não tenha aproveitado e feito muito sucesso com ele, mas a minha personalidade atual não condiz com piercings e tatuagens no meu corpo.

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JEANS DE CÓS BAIXO

Paris foi bem “humildona” nessa escolha de jeans, pq na época a gente usava o cós tão baixo que dava para ver até as entradinhas da barriga, tb inspiradas pela Britney Spears – a inventora da tendência. Algumas meninas usavam calcinha fio-dental com as laterais aparecendo ou marquinhas de biquíni – horrível! (Ainda bem que eu nunca fiz isso pq sempre achei coisa de “Gretchen”!)

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DIVIRTA-SE SEMPRE

Como falei nos primeiros parágrafos de introdução desse post: as meninas dos anos 2000 estavam sempre prontas para se divertir! A dica da Paris é: “Se você não está se divertindo, vá embora!”

O mundo dá volta, queridinhas!
Assista o vídeo completo da W Magazine aqui.

That’s Hot! 💋

Novidades sobre Doença Celíaca na DDW

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Resumo e tradução do que foi discutido no vídeo ao vivo de perguntas e respostas com o Dr. Peter HR Green no painel da DDW:

Sobre Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca

  • A sensibilidade ao glúten foi muito discutida na DDW desse ano, chegando ao consenso científico de que ela não existe em pacientes não celíacos. Em indivíduos saudáveis o que pode acontecer é uma sensibilidade ao trigo e não ao glúten em si. A metade das proteínas do trigo não são glúten e esses outros componentes são mais prováveis de causar reação de hipersensibilidade.
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O que se vê para o futuro em relação à Doença Celíaca?

  • Mais pessoas sendo diagnosticadas, diagnósticos mais rápidos, barateamento de produtos sem glúten.
  • Também estão buscando conhecimento de quão restritas precisam ser as dietas sem glúten de cada celíaco. Querem descobrir qual a quantidade de glúten cada organismo tolera e se é variável. Por enquanto, o recomendado é seguir restrição extrema, com produtos que tenham no máximo 20ppm de glúten.
  • A biópsia continua sendo necessária, já que os exames de sangue não são extremamente precisos e cada laboratório possui um padrão diferente. O que foi amplamente discutido, mais uma vez, foram os critérios de classificação de Marsh e o peso conjunto dela com os marcadores sanguíneos.
  • A maioria das pesquisas científicas sobre Doença Celíaca está saindo dos EUA agora, ultrapassando a liderança dos países europeus, como a Itália – que sempre foi destaque em relação a isso.
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Há novos medicamentos para a doença celíaca?

  • Há diversos laboratórios divulgando possíveis novos medicamentos para a cura da Doença Celíaca ou então enzimas que poderão quebrar o glúten, fazendo com que o celíaco consiga voltar a se alimentar normalmente. Mas o Dr. Green diz que tudo isso é apenas puro marketing enganoso e que não há nada concreto até agora, pois nenhum desses medicamentos funcionou. Porém, a esperança e as pesquisas continuam, mas é algo muito caro, lento e precisa ser perfeito para não colocar a saúde das pessoas em risco e conseguir a aprovação do FDA. O foco inicial que os cientistas buscam é libertar os celíacos da necessidade de uma dieta de restrição ao glúten. Quem sabe algum dia, né?
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O que causa a Doença Celíaca?

  • Já foi comprovado que infecções virais, principalmente as causadas pelo rotavírus, podem servir de gatilho para que um organismo predisposto desenvolva a DC. Também há evidências de que vírus comuns podem levar a isso, principalmente na infância.
  • Antibiótico também tem um grande fator de risco. Porém, ainda é incerto, já que não se sabe se ele foi receitado para tratar um sintoma que estava despontando por consequência da DC ou se ele causou isso depois do tratamento.
  • A maioria das pessoas que desenvolve Doença Celíaca costumava fazer tratamento com Omeprazol ou outros inibidores da bomba de prótons (IBP). Esse tipo de medicação é receitada descontroladamente por todos os médicos e aumenta consideravelmente o risco de desenvolver DC.
  • Para desenvolver a DC você precisa dos seguintes fatores: predisposição genética (40% da população), estar comendo glúten (99% da população), mas somente 1-2% a desenvolve. Então os cientistas estão muito interessados em descobrir quais são os gatilhos que levam apenas essa pequena parcela a ficar doente.
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Sobre a microbiota intestinal e Probióticos

  • Qual o papel do microbiota intestinal no desenvolvimento e manutenção da Doença Celíaca? A flora intestinal é muito importante para o organismo, pois ela é responsável pelo treinamento do nosso sistema imunológico, principalmente para quando comermos alguma coisa não termos uma reação imunológica. Também é muito importante em várias outras funções, incluindo a produção de enzimas que facilitam a digestão de determinados alimentos. Apesar de investigarem há muito tempo qual a relação dela com a DC, os cientistas ainda não chegaram a uma conclusão específica.
  • Ainda não se sabe se pessoas com DC possuem um microbiota diferente das pessoas normais.
  • Como modificar e melhorar a nossa microbiota? Mudamos as nossas bactérias boas conforme mudamos a nossa dieta. Pessoas com uma dieta muito restritiva onde diversos alimentos são eliminados, com certeza terão a flora intestinal diminuída, por consequência, não serão tão saudáveis.
  • Não há evidência científica de que tomar probióticos ajuda a microbiota de uma pessoa com doença celíaca. O Dr. Green não recomenda, já que nos EUA (então imagina aqui no Brasil) vendiam inúmeros probióticos ditos livres de glúten, quando na verdade estavam cheios de glúten. Porém, probióticos seguros auxiliam outros problemas da flora intestinal, mesmo não curando a DC.
  • As bactérias boas realmente podem ajudar o organismo, mas ainda não há como médicos e cientistas indicarem quais exatamente devem ser ingeridas, portanto a melhor maneira de manter um organismo saudável é mantendo uma dieta variada e repleta de nutrientes.
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É necessário tomar suplemento alimentar?

  • A dieta sem glúten não é uma dieta muito saudável por conta de sua enorme restrição. O trigo é fortificado com ácido fólico desde a década de 50 para ajudar a prevenir defeitos de nascimento, já as farinhas sem glúten (como a de arroz, por exemplo) não são fortificadas. O certo seria medir todas as vitaminas e nutrientes do sangue para saber se há o déficit de alguma coisa e necessidade de suplementação, para isso é indicado consultar um médico nutrólogo. Se a pessoa tem uma dieta variada e bem nutritiva, não há necessidade de suplementação, pois tudo pode ser consertado com a ingestão de alimentos em quantidades certas.
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O que precisamos saber sobre contaminação cruzada?

  • A preocupação com contaminação cruzada por glúten é muito desgastante para os celíacos. Por não ter um controle específico sobre isso, muitas pessoas se tornam hiper vigilantes (eu!) e isso acaba interferindo a qualidade de vida delas. Quanto mais uma pessoa sabe sobre causas e consequências, pior é a sensação de bem-estar, pois entendem que não vivem em um mundo seguro. (Posso atestar que é verdade!)
  • Sobre contaminação cruzada e o quanto devemos estar atentos a isso: celíacos precisam evitar rigorosamente o glúten, mas ainda não está claro para a sociedade tudo o que causa a contaminação cruzada. Muitos celíacos ficam doentes por outros motivo e já acham que foram contaminados, isso nem sempre é verdade. Nós ainda não sabemos quanto glúten um indivíduo tolera, então achamos melhor exigir que todos os pacientes continuem fazendo uma restrição extrema do glúten.
  • Enquanto alguns celíacos se preocupam demais com a contaminação cruzada, outros estão ingerindo glúten sem saber, por isso é importante que a pessoa tenha um acompanhamento médico e realize os exames sanguíneos com frequência. A biópsia também precisa ser refeita depois de um tempo seguindo a dieta sem glúten, para ver se está tudo certo e a DC regrediu. Principalmente em pessoas que costumam comer fora de casa.
  • Se os exames de sangue derem positivo, então você está se contaminando com glúten. Se derem negativo, fica difícil saber se sim ou não, já que nem todo corpo reage com anticorpos à quantidades pequenas de glúten. Mesmo assim, todo cuidado é necessário.
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A dieta sem glúten é mais saudável?

  • Há evidências de um aumento de metais pesados em pessoas que seguem a dieta sem glúten, tais como arsênico e mercúrio, por conta do aumento de consumo do arroz (ele absorve esses metais do solo). Os níveis não chegam à faixa tóxica, mas são maiores do que os vistos em pessoas comuns. Isso é mais preocupante em crianças.
  • Os pesquisadores fizeram um questionário e descobriram que milhares de pessoas que evitam o glúten também evitam outros alimentos, não acreditam em fatos científicos, não acreditam no FDA, evitam transgênicos e/ou são veganos. Então isso tende a complicar a vida desse tipo de pessoa, levando à complicações psicológicas.
  • A dieta sem glúten deve ser seguida apenas por celíacos.

 


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Maio é o mês de Conscientização da Doença Celíaca, por isso farei uma série de posts sobre o assunto, com bastante dicas para os celíacos e muitas informações para aqueles que nunca ouviram falar dessa doença, facilitando o nosso convívio. Para acompanhar todas as publicações referentes a esse assunto, clique aqui.