20 anos de carreira da Britney Spears

20 anos de carreira do ícone!

Passei 2/3 da minha vida idolatrando a Britney Spears e lembro até hoje de quando assisti o vídeo de Baby One More Time pela primeira vez com 10 anos de idade. Ela era um mix de várias coisas que eu amava na época: a Barbie, a Buffy (o uniforme vermelho e amarelo que aparece no clipe era igual ao usado em Sunnydale High) e a minha Spice Girl favorita, Mel C, porque ela dava chutes no ar. Sem contar que era uma exímia dançarina. Ou seja, para mim a fórmula perfeita.

Ouvir Britney Spears era o meu ato de rebeldia.

Como eu cresci em uma casa onde Metal era música de ninar, ouvir Britney Spears era o meu ato de rebeldia. Sempre gostei das mulheres fortes representando os meus sonhos, seja na música, livros, televisão ou filmes. Não eram muitas em carreira solo musical antes dela. Tínhamos a Madonna, Janet Jackson, Whitney, Mariah, Aaliyah, mas a mudança no pop só veio depois da Britney, que abriu o caminho para as adolescentes, trazendo à tona os nossos dilemas sem julgamentos. Até hoje os artistas novos continuam se inspirando nela.

A Britney, por mais que seja lembrada como um “produto fabricado” – argumento pífio de quem não entende nada do que passa no coração de uma adolescente – me representava completamente. Cresci com ela e a sua música me acompanhou durante todas as etapas da vida, do topo até a queda e da queda até o renascimento, como uma fênix. Ainda me vejo em muitos aspectos dela e sua música continua falando por mim. Ela é uma pessoa humilde, pé no chão, real, nunca fala mal de ninguém, sempre trata bem as pessoas ao redor e tenta superar seus próprios defeitos diariamente. Apesar de ter sido sempre criticada, nunca perdeu a doçura de sua alma e continua emanando seu brilho pelas multidões mundo afora (e são muitas, vale constar). Tenho muito orgulho de ser fã de uma pessoa e artista assim. Sou B-Army raiz!

Eu já devo ter escutado BOMT no mínimo 1 milhão de vezes durante estas 2 décadas e cada tã-nã-nãn do começo me arrepia como se fosse a primeira vez que estivesse escutando. Eu fazia as minhas amigas e familiares assistirem meus shows performáticos de dança e playback na sala de casa ou onde quer que tocasse Britney Spears. (Desculpa, migas! 😅) Vocês não devem ter ideia de quantas vezes dancei essa música, I’m a Slave 4u, Overprotected e Oops I Did It Again na vida! Spoiler: mais do que um humano normal! 🙈

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Documentário de moda – O Evangelho segundo André

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“I don’t live for fashion, I live for beauty and style.”

No dia 25 de maio será lançado nos cinemas americanos o documentário “The Gospel According To André“, dirigido por Kate Novack. Não vejo a hora de poder assistir aqui no Brasil também (Alô, Netflix!).

Para quem não conhece, André Leon Talley é uma das vozes mais influentes da indústria da moda. Sempre com suas capas, está presente na primeira fila dos melhores desfiles há décadas e sua trajetória de vida e carreira são tão fascinantes quanto suas opiniões sobre moda. Por esse motivo, nada mais justo do que ganhar seu próprio documentário que narra a ascensão de uma humilde criação no sul para editor na Vogue e símbolo fashion.

O documentário também conta com muitos famosos que o adoram, como Tom Ford, Diane von Fürstenberg, Marc Jacobs, Manolo Blahnik e, claro, Anna Wintour, que lhe dá crédito por ensinar sobre moda em seus primeiros dias como editor-chefe na Vogue. Mas algumas das anedotas mais memoráveis vêm de seus amigos de infância. Através deles e das memórias de Talley, temos uma imagem aprofundada do fashionista quando jovem, criado por sua amada avó, eternamente fascinado com as revistas da Vogue que ele lia na biblioteca e o estilo de sua avó e suas amigas, quando vestiam seus melhores chapéus todos os domingos para a igreja. Em um ponto, Talley vai para casa para relembrar sua ex-professora do ensino médio, e recorda seu guarda-roupa antigo com detalhes assustadores.

“Foi até fácil montar o documentário porque a Kate Novack sabia o que ela queria dizer. Ela era muito, muito organizada. Sua pesquisa foi incrível.

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A profundidade da pesquisa, todo o caminho de volta para Brown e indo para a Carolina do Norte. Ela constantemente me surpreendeu,  tinha um conhecimento muito profundo do meu começo de vida e eu apenas dava a ela os nomes das pessoas para entrevistar. Minha professora do ensino médio, a Sra. Garrett, meu melhor amigo do ensino médio, Bruce, e talvez da minha escola em Hillside, e depois ela juntou todos od fragmentos de décadas da minha vida e uniu em um belo filme. Não precisei organizar nada, apenas sentava-me para conversar sempre que ela queria.”

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Só assisto filme “gospel” se for assim!

 

Britney Spears estrela campanha da Kenzo

Conforme eu tinha anunciado, Britney Spears é a estrela da nova campanha da Kenzo!

A princesa do pop foi fotografada por Peter Lindbergh usando peças da coleção Memento nº2, com muito jeans e a estampa icônica de bambus e tigres da marca. Continue lendo “Britney Spears estrela campanha da Kenzo”

Os 30 clipes mais sexy de todos os tempos!

A revista Rolling Stone elegeu os 30 clipes mais sexy da história da música e a lista possui vários dos meus favoritos. Inclusive, a Britney Spears aparece em 4º lugar com o meu favorito de todos, I’m a Slave 4u (que merecia estar em 1º lugar). Também tem MadonnaRihanna, Selena GomezBeyoncé e Kanye West.

Concordam com a lista ou acham que faltou algum?

TOP 10

1. Chris Isaak- “Wicked Game” (1990)

2. Prince- “Kiss” (1986)

3. Madonna-“Justify My Love” (1990)

4. Britney Spears- “I’m a Slave 4 U” (2001)

5. Janet Jackson– “Any Time, Any Place” (1994)

6. D’Angelo- “Untitled (How Does it Feel)”  (2000)

7. Fiona Apple- “Criminal” (1997)

8. Rihanna- “S&M” (2011)

9. Kanye West- “Fade” (2016)

 

Estamos vivendo Além da Imaginação?

Com as assustadoras notícias recentes sobre nazismo e delírios da extrema-direita no mundo, fico me indagando o quanto as aulas de História são ignoradas pelas últimas gerações. Se antes conseguíamos aprender importantes lições com os maiores erros cometidos no passado, hoje estamos nos jogando de cabeça na repetição dos mais aterrorizantes, como nazismo, racismo, preconceito, segregação, bomba atômica e fim da democracia.

Fez-me lembrar do capítulo “He’s Alive” da série Twilight Zone (Além da Imaginação), onde um americano neo-nazista é inspirado pelo fantasma do fascismo. Essa história, escrita pelo genial Rod Serling em 1963, não poderia ser mais atual, mostrando perfeitamente o que estamos vivendo no momento presente.

“O retrato de um Führer de uma liga de combate, chamado Peter Vollmer.
Um homem pequeno que alimenta as suas próprias desilusões e
que encontra-se eternamente com sede de grandeza.
Como alguns de seus antepassados, procura uma explicação para a sua sede e
tenta racionalizar por que o mundo passa por ele sem saudá-lo.
O que ele está procurando está no esgoto.
Em seu próprio dicionário distorcido, chama isso de fé, força, verdade.
Mas logo o Peter Vollmer vai exercer a sua atividade em um outro tipo de esquina,
um estranho cruzamento com um lugar chamado Twilight Zone.”

No episódio, o protagonista Peter Vollmer, é líder de um pequeno grupo neo-nazista que é constantemente ridicularizado pelas multidões quando tenta pregar suas doutrinas pelas ruas. Porém, ele vive desde criança com um velhinho judeu, Ernst Ganz, que o acolheu e deu proteção e compaixão, já que o pai de Peter era um bêbado que batia nele constantemente e sua mãe tinha demência e nem reconhecia o próprio filho. Esse senhor é sobrevivente de guerra, foi prisioneiro do campo de concentração de Dachau por 9 anos, portanto sabia o quão nocivo e repugnante o nazismo era, mas entendia que a necessidade política de Peter vinha de um desejo infantil de ganhar respeito dos outros. Isso doía para ambos, mas a compaixão de um e a cobiça do outro eram maiores do que eles.

Uma noite, Peter recebe a visita de uma figura sombria, que o ensina como manipular a multidão com discursos flamejantes:

“Vamos começar te ensinando o que é o dinamismo de uma multidão.
Como manipular uma multidão? Como emocioná-la?
Como fazê-la sentir parte de você?
Una-se a elas primeiro.
Quando falar com elas, fale como se fizesse parte delas.
Fale na língua delas, no nível delas.
Faça com que o ódio delas, seja o seu ódio.
Se forem pobres, fale sobre pobreza.
Se tiverem medo, fale-lhes sobre os seus medos.
Se estiverem zangadas, dê-lhes motivos para ficarem zangadas.
Mas, acima de tudo, o que é essencial, é que você faça desta multidão uma extensão de si mesmo. Diga coisas a ela, como:
“Nos chamam de negociantes do ódio.”
“Dizem que temos preconceitos.”
“Dizem que somos parciais.”
“Dizem que odiamos minorias”
“Minorias, entendam o termo, vizinhos: MINORIAS”
“Querem que lhes diga, quem são as minorias? Querem que eu diga? NÓS!
Nós somos as minorias!”
Assim. Comece deste jeito.”

A partir de então, Peter é periodicamente visitado por essa figura, que paga o aluguel de Peter no salão onde ele realiza comícios e instrui-o a organizar a morte de seu mais fiel seguidor e amigo, Nick, com a intenção de que ele vire um mártir para dar voz à causa deles, fingindo que os “inimigos” os atacaram. Seguindo as instruções, Peter é bem sucedido e os adeptos de sua doutrina começam a crescer cada vez mais.

Com medo de que Peter possa realmente conseguir provocar um novo Holocausto, o velhinho Ernst interrompe uma manifestação, acusando Peter de ser “nada além de uma cópia barata” do Führer alemão, enquanto Peter se acovarda diante de seu pai adotivo. Depois disso, a figura sombria surge novamente e diz que a partir de agora ela não daria mais instruções, somente ordens para que Peter seguisse. A primeira seria matar Ernst, pois assim os neo-nazis sentiriam-se imortais. Peter exige saber a verdadeira identidade daquela figura que está sempre escondida nas sombras e ordena que revele sua identidade. Eis que surge…

“Não fui eu que o escolhi, sr. Vollmer. Você me escolheu!
Escolheu minhas ideias, invocou meu nome e roubou meus lemas.
Agora precisa aguentar tudo o que vier com isso.
No passado, dei sugestões. Agora dou ordens!
A partir de agora, você precisa ser feito de aço.
Sem espaço para fraquezas sentimentais.
Como tratamos Nick. Como tratamos as multidões. Como fizemos os discursos.
E, pouco a pouco, gradualmente, vamos forjar a força.
Primeiro uma ideia, depois a força!
Assim como fiz antes, com minhas próprias mãos.
O velho judeu voltará de novo amanhã à noite e na próxima.
Eu o conheço. Conheço o tipo.
Nós os mandamos para os fornos, mas sempre sobravam alguns para nos acusar.
Esse tipo de gente é perigosa.
Falam demais, pensam demais, plantam a semente do conhecimento e nos retém.
Mate-o! Mate o velho!
Isto é apenas o começo.
Isto é apenas o amanhecer.
Será um longo, longo dia.”

Depois da execução, a polícia chega para prender Peter por conspirar a morte de seu amigo Nick. Ele tenta fugir, achando que tinha se tornado realmente imortal e que ninguém conseguiria acabar com ele, mas após ser alvejado pela polícia ele morre. Então, podemos ver a sombra de Hitler passando pelo local, deixando Vollmer para trás e procurando por outro candidato para assombrar com seus ideais absurdos.

Para onde ele irá agora?
Este fantasma de outra época,
este espírito ressurgido de um pesadelo anterior.
Chicago? Los Angeles? Miami? Indiana? Syracuse? Nova York?
Qualquer lugar. Todo lugar.
Todo lugar onde houver ódio.
Onde houver preconceito.
Onde houver fanatismo.
Ele estará vivo!
Estará vivo enquanto esses males existirem.
Lembre-se disso quando ele aparecer na sua cidade.
Lembre-se disso quando ouvir a voz dele falando através de outras pessoas.
Lembre-se disso quando ouvir um homem atacando a minoria.
Qualquer ataque sem motivo contra pessoas, contra qualquer ser humano.
Ele está vivo porque através dessas coisas nós o mantemos vivo.

Qualquer semelhança com o presente
não é mera coincidência.

Top 5 – Melhores Séries do Ano (2016)

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Essa é a melhor série do ano! Já tinha ouvido falar sobre o seriado inglês de mesmo nome, mas confesso que não tinha despertado o meu interesse. Aí a Netflix anunciou uma versão americana com o Elijah Wood (o Frodo) e eu fiquei super ansiosa pela estreia. É difícil explicar o enredo sem dar spoiler, pois a gente só entende ele de verdade no final, já que é um suspense muito bem elaborado e cheio de “labirintos” psicológicos. Inspirada no livro homônimo do Douglas Adams (o mesmo de ” O Guia do Mochileiro das Galáxias”), ela traz um detetive holístico que resolve casos ao acaso, sem seguir pistas precisas e confiando apenas no destino e onde o universo o levar. Nessa história, ele começa a investigar um caso onde pessoas são mortas na suíte de cobertura de um hotel e parecem ter sido devoradas por um tubarão (que obviamente não teria como chegar até ali). Para quem ama ficção científica, suspense e comédia, com certeza vai gostar. O escritor original criou o livro enquanto escrevia alguns episódios de Doctor Who, então é possível encontrar uma leve semelhança nos personagens e estilo. Também achei que mistura um pouco de Buffy com Sherlock Holmes e Gravity Falls, ou seja: é muito boa!

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Stranger Things

Tá, eu sei… todo mundo já cansou de ouvir falar que essa série é incrível, então não me estenderei muito para não soar clichê. Como eu amo clássicos do cinema, essa série com certeza ganhou o meu coração esse ano. Só espero que a próxima temporada continue tão brilhante quanto essa.

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Gilmore Girls

Esse foi o ano de rever todas as temporadas e ainda se deliciar com uma novinha em folha, tão linda quanto as outras antigas. Quando eu era mais nova, acompanhava fielmente os episódios na televisão, me via muito na Rory (pois é, shocking!), pois eu tb era uma pessoa que pensava apenas nos estudos e era toda certinha (como as coisas mudam! hahahaha). Então, ao assistir novamente a série, vi ela com olhos mais maduros e me senti bem mais Lorelai (aliás, melhor personagem!). Gostei muito dos 2 desfechos da série, o anterior e esse atual, mas não posso dar mais detalhes dos motivos para não ter spoilers por aqui.

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Full House

Aproveitando o embalo de rever as séries, parti para Full House! Fazia tempo que eu queria assistir novamente direto do comecinho sem parar e esse ano eu consegui. O legal é que tivemos mais 2 temporadas novas esse ano, onde o foco não é mais o Tio Jessemuitos episódios da série original ficavam chatos de tanto que ele “roubava” o script, né? – e sim as meninas, que agora estão crescidas e mais engraçadas do que nunca – só faltou a Michelle. A minha personagem favorita sempre foi a Stephanie, pois ela era a mais “real” e se comportava como uma irmã mesmo, sempre aprontando e errando, ao contrário da DJ, que era sempre perfeitinha. Nessa nova temporada, acho uma fofura o Max e não posso deixar de mencionar a excelentíssima Kimmy Gibbler. A segunda parte de Fuller House ficou bem melhor do que a primeira, parece que os produtores capricharam mais no roteiro e a história ganhou mais fluidez até na parte cômica, que lembrou uma mistura de “Friends” com “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira“.

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That ’70s Show

Uma das minhas séries favoritas nos anos 2000 finalmente chegou ao Netflix no começo de março e eu tive que fazer um revival – como podem perceber, o meu ano foi super nostálgico. É uma comédia bem adolescente, mas não menos interessante por isso. Impossível não rir do Red, Kelso, Jackie, Laurie e Kitty! Na real, todos os personagens são sensacionais, com exceção do Eric, que servia apenas de âncora dramática para a série – e olha que ele era o principal! – e ainda estragou algumas temporadas. Tirando isso, foi ótimo me jogar nessa vibe 70’s que jamais vivi mas já considero pacas! ♥

Qual a sua série favorita em 2016?