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@sininhu_

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Estamos vivendo Além da Imaginação?

Com as assustadoras notícias recentes sobre nazismo e delírios da extrema-direita no mundo, fico me indagando o quanto as aulas de História são ignoradas pelas últimas gerações. Se antes conseguíamos aprender importantes lições com os maiores erros cometidos no passado, hoje estamos nos jogando de cabeça na repetição dos mais aterrorizantes, como nazismo, racismo, preconceito, segregação, bomba atômica e fim da democracia.

Fez-me lembrar do capítulo “He’s Alive” da série Twilight Zone (Além da Imaginação), onde um americano neo-nazista é inspirado pelo fantasma do fascismo. Essa história, escrita pelo genial Rod Serling em 1963, não poderia ser mais atual, mostrando perfeitamente o que estamos vivendo no momento presente.

“O retrato de um Führer de uma liga de combate, chamado Peter Vollmer.
Um homem pequeno que alimenta as suas próprias desilusões e
que encontra-se eternamente com sede de grandeza.
Como alguns de seus antepassados, procura uma explicação para a sua sede e
tenta racionalizar por que o mundo passa por ele sem saudá-lo.
O que ele está procurando está no esgoto.
Em seu próprio dicionário distorcido, chama isso de fé, força, verdade.
Mas logo o Peter Vollmer vai exercer a sua atividade em um outro tipo de esquina,
um estranho cruzamento com um lugar chamado Twilight Zone.”

No episódio, o protagonista Peter Vollmer, é líder de um pequeno grupo neo-nazista que é constantemente ridicularizado pelas multidões quando tenta pregar suas doutrinas pelas ruas. Porém, ele vive desde criança com um velhinho judeu, Ernst Ganz, que o acolheu e deu proteção e compaixão, já que o pai de Peter era um bêbado que batia nele constantemente e sua mãe tinha demência e nem reconhecia o próprio filho. Esse senhor é sobrevivente de guerra, foi prisioneiro do campo de concentração de Dachau por 9 anos, portanto sabia o quão nocivo e repugnante o nazismo era, mas entendia que a necessidade política de Peter vinha de um desejo infantil de ganhar respeito dos outros. Isso doía para ambos, mas a compaixão de um e a cobiça do outro eram maiores do que eles.

Uma noite, Peter recebe a visita de uma figura sombria, que o ensina como manipular a multidão com discursos flamejantes:

“Vamos começar te ensinando o que é o dinamismo de uma multidão.
Como manipular uma multidão? Como emocioná-la?
Como fazê-la sentir parte de você?
Una-se a elas primeiro.
Quando falar com elas, fale como se fizesse parte delas.
Fale na língua delas, no nível delas.
Faça com que o ódio delas, seja o seu ódio.
Se forem pobres, fale sobre pobreza.
Se tiverem medo, fale-lhes sobre os seus medos.
Se estiverem zangadas, dê-lhes motivos para ficarem zangadas.
Mas, acima de tudo, o que é essencial, é que você faça desta multidão uma extensão de si mesmo. Diga coisas a ela, como:
“Nos chamam de negociantes do ódio.”
“Dizem que temos preconceitos.”
“Dizem que somos parciais.”
“Dizem que odiamos minorias”
“Minorias, entendam o termo, vizinhos: MINORIAS”
“Querem que lhes diga, quem são as minorias? Querem que eu diga? NÓS!
Nós somos as minorias!”
Assim. Comece deste jeito.”

A partir de então, Peter é periodicamente visitado por essa figura, que paga o aluguel de Peter no salão onde ele realiza comícios e instrui-o a organizar a morte de seu mais fiel seguidor e amigo, Nick, com a intenção de que ele vire um mártir para dar voz à causa deles, fingindo que os “inimigos” os atacaram. Seguindo as instruções, Peter é bem sucedido e os adeptos de sua doutrina começam a crescer cada vez mais.

Com medo de que Peter possa realmente conseguir provocar um novo Holocausto, o velhinho Ernst interrompe uma manifestação, acusando Peter de ser “nada além de uma cópia barata” do Führer alemão, enquanto Peter se acovarda diante de seu pai adotivo. Depois disso, a figura sombria surge novamente e diz que a partir de agora ela não daria mais instruções, somente ordens para que Peter seguisse. A primeira seria matar Ernst, pois assim os neo-nazis sentiriam-se imortais. Peter exige saber a verdadeira identidade daquela figura que está sempre escondida nas sombras e ordena que revele sua identidade. Eis que surge…

“Não fui eu que o escolhi, sr. Vollmer. Você me escolheu!
Escolheu minhas ideias, invocou meu nome e roubou meus lemas.
Agora precisa aguentar tudo o que vier com isso.
No passado, dei sugestões. Agora dou ordens!
A partir de agora, você precisa ser feito de aço.
Sem espaço para fraquezas sentimentais.
Como tratamos Nick. Como tratamos as multidões. Como fizemos os discursos.
E, pouco a pouco, gradualmente, vamos forjar a força.
Primeiro uma ideia, depois a força!
Assim como fiz antes, com minhas próprias mãos.
O velho judeu voltará de novo amanhã à noite e na próxima.
Eu o conheço. Conheço o tipo.
Nós os mandamos para os fornos, mas sempre sobravam alguns para nos acusar.
Esse tipo de gente é perigosa.
Falam demais, pensam demais, plantam a semente do conhecimento e nos retém.
Mate-o! Mate o velho!
Isto é apenas o começo.
Isto é apenas o amanhecer.
Será um longo, longo dia.”

Depois da execução, a polícia chega para prender Peter por conspirar a morte de seu amigo Nick. Ele tenta fugir, achando que tinha se tornado realmente imortal e que ninguém conseguiria acabar com ele, mas após ser alvejado pela polícia ele morre. Então, podemos ver a sombra de Hitler passando pelo local, deixando Vollmer para trás e procurando por outro candidato para assombrar com seus ideais absurdos.

Para onde ele irá agora?
Este fantasma de outra época,
este espírito ressurgido de um pesadelo anterior.
Chicago? Los Angeles? Miami? Indiana? Syracuse? Nova York?
Qualquer lugar. Todo lugar.
Todo lugar onde houver ódio.
Onde houver preconceito.
Onde houver fanatismo.
Ele estará vivo!
Estará vivo enquanto esses males existirem.
Lembre-se disso quando ele aparecer na sua cidade.
Lembre-se disso quando ouvir a voz dele falando através de outras pessoas.
Lembre-se disso quando ouvir um homem atacando a minoria.
Qualquer ataque sem motivo contra pessoas, contra qualquer ser humano.
Ele está vivo porque através dessas coisas nós o mantemos vivo.

Qualquer semelhança com o presente
não é mera coincidência.

O fantástico conteúdo inatingível da internet

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Já perceberam como as pessoas tendem a seguir determinados grupos e modas online de tempos em tempos? Como estou há muitos anos na internet, desde a época em que ela ainda era discada, já passei por quase todas e pulei fora das últimas – talvez seja a velhice (ou maturidade) chegando antecipadamente.

Mas vamos falar do meio que nos interessa, que são os blogs e etc. Quando os blogs surgiram e começaram a bombar, lá por 2009, ainda deu tempo para muitas anônimas interessadas em trabalhar na área conseguirem embarcar nesse trem e ainda sentar na janela. Como falei anteriormente, o público de meninas enxergava as blogueiras como pessoas comuns que poderiam facilmente conversar com elas de igual para igual, usavam as roupas parecidas e acessíveis, tinham gostos semelhantes. Depois que a fama (e as cifra$) chegou, tudo isso passou a não fazer mais parte da realidade da maioria dos blogs do Brasil, transformando as dicas de moda em algo tão inacessível quanto as apresentadas nas revistas – falam bem de quem as paga mais ou sobre algo que aumente seu status. Cabou-se.

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Aí veio o Instagram, como uma tentativa de proximidade, mesmo mostrando o mundo de ângulos surrealistas que fariam até mesmo o Salvador Dalí e Max Ernst terem inveja. Aliás, esse parece ser o objetivo principal do aplicativo, causar inveja: comida mais deliciosa, animais mais fofos, corpos mais sarados, viagens perfeitas, filtros que apagam os defeitos, “cotidiano” enfeitado, etc. O conteúdo ficou tão inatingível para o público, principalmente para as meninas novinhas, que elas precisaram migrar para uma nova plataforma para se inspirarem – afinal, nem todo mundo quer viver simetricamente.

Então foi a vez das Youtubers. Lindas, sempre felizes e sorridentes, fofas, dando dicas bem realistas (principalmente de maquiagem e diy). Elas tinham um conteúdo muito plausível, real e simples. Todo mundo conseguia se ver em ao menos uma delas. Até que toda essa simpatia virou efusividade e os sorrisos ficaram tão grandes e forçados que não conseguíamos mais nem enxergar quem estava por trás deles. É claro que sempre haverá os “baixinhos” para acompanharem as Xuxas do Youtube, pois ali é a Terra do Nunca, ninguém envelhece nunca, então há um público que continua fiel até completar os seus 16 anos de idade. O pessoal acima dos 20 ~ 25 não tem mais tanto espaço nesse playground gigante.

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Muitas adolescentes cansaram de ouvir suas ídolos afinarem cada vez mais a voz, enjoaram de tanto doce, infantiloides, good vibes e bater de palmas para o sol, por isso acabaram migrando para o Tumblr, um lugar beeeem mais cool. Lá você não precisa ser perfeita da cabeça aos pés, já que um cabelo desarrumado pode ser muito estiloso; a sua make não precisa ser carregadona, basta um rímel e uma pele bem natural; aliás, seu rosto nem precisa aparecer nas fotos se não quiser; um pijama pode ser muito mais atraente do que um look todo elaborado; camisetas básicas e jeans são o go-to e as fotos lindas sempre expressam uma espontaneidade e despretensão que, mesmo fake, fica bem crível (e fácil de copiar em casa). É o que atualmente tem influenciado todos os outros formatos de conteúdo de internet – e os offlines também, vide muitas revistas de moda.

O ponto que eu quero chegar com esse texto é: nada que não seja verdadeiro dura, obviamente. Mas o que é fundamental mesmo é não deixar o seu blog, o seu canal do Youtube, o seu Instagram, ou etc, virarem uma caricatura deles mesmos, não deixar cair no estereótipo. Esse será o grande divisor de águas daqui para frente. Ou você cria algo contundente e que acrescente algo para o seu seguidor/leitor, ou estará fadado ao ostracismo. Do mesmo jeito que aconteceu com os jornais, com as revistas de moda e assim vai. Só os bons vão sobrevivendo.

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Eu, como grande observadora e consumidora desse tipo de conteúdo de internet, vejo tanta gente forçando desesperadamente para se encaixar nas novas mídias que surgem, chega a ser ridículo. Uma menina que é boa em escrever não precisa necessariamente ser boa para tirar fotos de Instagram ou produzir vídeos, por exemplo. Do mesmo jeito que quem faz vídeo não consegue se dar bem com a linguagem escrita. Não é pq somos vizinhos na internet que precisamos fazer as mesmas coisas. Foquem no que sabem fazer melhor ou migrem com ideias novas e diferentes para os outros lugares, mantenham-se originais e reais para seu público alvo. Não faça algo só pq é “muito coisa de blogueira/youtuber/tumblr”. Quem se destaca nessas áreas é quem faz diferente ou quem criou esse esterótipo. Se você está copiando algo, então automaticamente está seguindo os passos dos outros e perdeu o controle da boleia.

Se você cria conteúdo para crianças e adolescentes, não fique esnobando com marcas carérrimas, por exemplo. Afinal, são pouquíssimas (íssimas mesmo) que ganham uma Chanel, pinceis da MAC ou um Louboutin dos pais enquanto ainda estuda – a maioria nem depois de anos de formação acadêmica e carreira consolidada conseguem tal fato. E nem precisam, né? A felicidade e realização das pessoas nem sempre está atrelada a essas coisas materiais absurdas. A empatia, o se colocar no lugar do outro, é uma boa estratégia nessas horas.

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Do mesmo jeito que se você é especializada em moda, não precisa fazer propaganda de desinfetante ou Doritos – sei lá, tô chutando coisas aleatórias como exemplo. Você quer ser blogueira ou celebridade? Menos ego e mais foco. Também não há nada de errado em ser prestigiada pelos grandes estilistas da alta costura, mas lembre que você é uma blogueira e precisa influenciar conteúdo e não apenas label. As suas leitoras até gostam de se inspirar na sua nova bolsa Hermès, mas querem encontrar essa informação de uma forma que possa ser acessível para ela – por exemplo, encontrar uma bolsa semelhante e boa de uma marca nacional que não custa o preço de 2 rins. Mantenha os pés no chão, você é uma blogueira. Use como exemplo o motivo do fracasso das revistas de moda e entenderá muito bem o ponto que quero chegar aqui.

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Não tem nada de errado se você é fitness, malha, tem um corpo bonito e curte se exibir no Instagram, mas tenha noção de que você não é formada em saúde e não está apta para dar dicas de nutrição ou exercícios. Mostre a sua rotina, mas frise muito bem para o seu público a importância dos profissionais que estão ao seu lado te ajudando a conquistar tudo aquilo. Seja honesta. Também tenha muito cuidado com as suas palavras, já que o seu público é em grande maioria formado por pessoas com baixa autoestima e/ou com transtornos alimentares ou de imagem. Empatia sempre! Pesquise sobre o seu público e seus conflitos, entenda como passar mensagens corretas sem ofender, sem diminuir os outros e sempre direcionando eles para buscarem auxílio de profissionais da saúde (médicos, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos).

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Tá faltando pé no chão? Tá! Tá cheio de estereótipos chatos por aí? Demais. Tem muita gente padronizando tudo? SIM, MUITA! Então deixo a dica aqui para vocês que consomem, criam ou querem criar conteúdo em qualquer uma dessas plataformas. Uma crítica construtiva que espero que sirva de lição para todo mundo que sempre me pergunta como ter sucesso na internet.

Para você que é apenas leitor ou seguidor, não esqueça de exigir tudo isso da pessoa que você admira. Não precisa ficar criticando e enchendo o saco nos comentários, apenas dê unfollow, troque de canal, blog ou @. A sua falta será sentida – quem trabalha com isso depende do seu like, da sua inscrição e do seu número para fazer volume.

Assistam também o vídeo da Mayã Meirelles que fala sobre a falta de conteúdo no YouTube.

P.S.: Em momento algum eu quis ofender ninguém e nenhuma crítica foi shade para nenhuma blogueira/youtuber/instagrammer em específico. Isso tudo é um pequeno desabafo sobre uma constatação geral que tive e achei válido compartilhar.

Todas as fotos do post são do talentosíssimo Miles Aldridge.

Cuidado com os perfis fakes no Facebook e Instagram!

Oi gente, vim aqui avisar que estão criando perfis FAKES com as minhas fotos nas redes sociais, principalmente no Facebook e Instagram. Cuidado!

O mais recente é uma tal de Letícia Tavares não adicionem essa louca, não é eu! É o milésimo fake que essa perturbada faz com esse mesmo nome e com as minhas fotos. Já denunciei um perfil essa semana mesmo e o Facebook deletou, mas ela não perdeu tempo e já criou outro. (Sério, isso já é doença!)

FAKE-LETICIA-TAVARES-MODELOAté se quiserem ajudar denunciando esse perfil fake eu agradeço imensamente:
https://www.facebook.com/leticia.tavares.7587

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OS MEUS PERFIS VERDADEIROS SÃO APENAS ESSES ABAIXO:

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perfil-instagram-sininhu-sylvia-santini-facebook-verdadeiro-got-sin

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Como eu sei que ela dá o endereço aqui do blog para algumas pessoas, é bom deixar avisado que o único perfil de Facebook que eu tenho é o facebook.com/sininhu e o meu nome é Sylvia Santini, apelido Sininhu. Também tem a minha fanpage que é essa: facebook.com/sininhu.gotsin

No Instagram só uso o perfil @GotSin e no Twitter o perfil @sininhu.

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Ah! É bom lembrar que eu NÃO USO MSN, Skype, Whatsapp e qualquer outro desses.

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Se souberem de outros fakes por aí, por favor, me avisem! :(

Beijos,
sininhu