Meu look: Outono – camisa listrada e jeans

Look descontraído para usar no outono e sair bem confortável no friozinho quando ainda tem aquele sol gostoso durante a tarde. Gosto de tons terrosos, principalmente agora que estou morena novamente, pois são básicos e fáceis de combinar – o contraste com o jeans não fica maravilhoso?. A camisa de seda listrada me lembra muito a Mary Poppins – não sei exatamente o motivo – principalmente com o laço na frente. Acho que deixou o look um pouco mais chiquetoso sem tirar a informalidade. Já a jaqueta perfecto de camurça é o estilo de peça que mais amo e gosto de investir, descobri que sou viciada em casacos e preciso de rehab para superar isso, mas como moro no sul, fica impossível fugir do melhor aliado que temos durante o ano praticamente inteiro. Bem como as botas. Essas de salto grosso são ótimas para usar toda hora e ainda nos protegem melhor da chuva. Ninguém merece meias ou barras de calça molhadas, né?

Ah, e o cabelo preso com coque bagunçadinho também ajuda a manter a casualidade do look. Dessa maneira também não “briga” visualmente com todos os detalhes do pescoço. O batom é o Dolce K da Kylie Cosmetics – é a única marca que consigo usar agora que descobri que sou celíaca, pois não contém glúten na composição (algo MUITO raro na área de cosméticos e maquiagens, infelizmente). Em breve farei um post sobre esse assunto.

Jaqueta: Cativa | Camisa: Renner | Jeans: River Island | Bota: Asos

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O aparelho Nima (detector de glúten) funciona mesmo?

Muito se falou do aparelho Nima, um detector portátil de glúten, que promete ajudar a vida dos celíacos a descobrir se os alimentos realmente são seguros para consumo – sem glúten e sem contaminação cruzada de glúten. Porém, infelizmente, depois de muitos testes, especialistas e consumidores chegaram à conclusão de que seus resultados não são precisos e podem ser falsos.

Segundo Tricia Thompson (fundadora do Gluten Free Watchdog, nutricionista e estudante de medicina), o aparelho Nima foi testado por ela e diversos outros membros da comunidade em diversos alimentos com e sem glúten, fazendo com que chegassem à conclusão de que o aparelho foi lançado no mercado prematuramente. Todos os alimentos também foram testados em laboratório pelo método padrão R5 ELISA, comprovando sua divergência. Dado o estado atual de desenvolvimento deste sensor, o GFW não apoia seu uso para celíacos no momento.

Alguns problemas constatados no Nima:

Resultado Falso Positivo

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Cinco produtos sem glúten tiveram como resultado “low gluten” (baixo nível de glúten), sendo que eram certificados pela GFCO.

 

  • O aparelho NIMA testou abaixo do limite de 1 parte por milhão.
  • Estes resultados são falsos positivos, o que significa que não há glúten na amostra, e este dispositivo tem um limite de detecção extremamente baixo, próximo de zero.
  • Isso induz os consumidores ao erro.

Baixa reatividade à Cevada

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Grãos de cevada e farinha de cevada também obtiveram resultado “low gluten” (baixo nível de glúten).

  • O anticorpo usado nesse aparelho tem baixa reatividade cruzada para a cevada.
  • Como todos sabem, cevada contém glúten naturalmente, então o resultado deveria ser “high gluten” (alto nível de glúten).
  • É uma falsa comprovação de segurança muito grande para um celíaco.

Não detectA contaminação por migalhas

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O aparelho deu como resultado um sorriso (sinal de que o alimento é livre de glúten) para o cereal matinal Cheerios de um lote que sofreu recall por conter glúten, aveia comum da Quaker e biscoitos de arroz que haviam sido depositados sobre migalhas de pão de trigo.

  • A metodologia de amostragem para este dispositivo (isto é, testar uma amostra não homogeneizada do tamanho de uma ervilha) não é suficiente para encontrar glúten em amostras quando o glúten não for distribuído uniformemente.
  • Resultado falso negativo é um alerta para a segurança dos celíacos.

Amostras diluídas interferem o resultado

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Diluir com água uma mostarda que contém farinha de trigo na composição (como é recomendo no site da Nima para alimentos com cores intensas ou brilhantes) mudou o resultado do teste de “high gluten” (alto nível de glúten) para “low gluten” (baixo nível de glúten).

  • A amostra diluída na água diminui o nível de glúten (parte por milhão) na detectação.
  • Diminuir a eficácia na detectação = diminuir a segurança

O site também testou outras 50 amostras. Todos os produtos que obtiveram resultado “low gluten” foram enviados para um laboratório para serem testados usando o método padrão-ouro, R5 ELISA. Lá, obtiveram resultados abaixo do limite de detectação de 1 ppm de glúten, atestando a segurança dos alimentos e comprovando a confusão do aparelho.

Na minha opinião, fico feliz de não ter gasto 280 dólares em um aparelho que não é tão eficaz assim. Inclusive no próprio site da Nima tem uma lista de alimentos que afetam sua eficácia. De palpites já bastam o nosso “achômetro” e bom senso, né? Infelizmente ainda vamos continuar à mercê da contaminação cruzada por glúten até conseguirmos educar o mundo e os ‘não celíacos’ de uma maneira mais adequada.

Alguém aí já testou esse aparelho? O que achou?

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