Documentário de moda – O Evangelho segundo André

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“I don’t live for fashion, I live for beauty and style.”

No dia 25 de maio será lançado nos cinemas americanos o documentário “The Gospel According To André“, dirigido por Kate Novack. Não vejo a hora de poder assistir aqui no Brasil também (Alô, Netflix!).

Para quem não conhece, André Leon Talley é uma das vozes mais influentes da indústria da moda. Sempre com suas capas, está presente na primeira fila dos melhores desfiles há décadas e sua trajetória de vida e carreira são tão fascinantes quanto suas opiniões sobre moda. Por esse motivo, nada mais justo do que ganhar seu próprio documentário que narra a ascensão de uma humilde criação no sul para editor na Vogue e símbolo fashion.

O documentário também conta com muitos famosos que o adoram, como Tom Ford, Diane von Fürstenberg, Marc Jacobs, Manolo Blahnik e, claro, Anna Wintour, que lhe dá crédito por ensinar sobre moda em seus primeiros dias como editor-chefe na Vogue. Mas algumas das anedotas mais memoráveis vêm de seus amigos de infância. Através deles e das memórias de Talley, temos uma imagem aprofundada do fashionista quando jovem, criado por sua amada avó, eternamente fascinado com as revistas da Vogue que ele lia na biblioteca e o estilo de sua avó e suas amigas, quando vestiam seus melhores chapéus todos os domingos para a igreja. Em um ponto, Talley vai para casa para relembrar sua ex-professora do ensino médio, e recorda seu guarda-roupa antigo com detalhes assustadores.

“Foi até fácil montar o documentário porque a Kate Novack sabia o que ela queria dizer. Ela era muito, muito organizada. Sua pesquisa foi incrível.

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A profundidade da pesquisa, todo o caminho de volta para Brown e indo para a Carolina do Norte. Ela constantemente me surpreendeu,  tinha um conhecimento muito profundo do meu começo de vida e eu apenas dava a ela os nomes das pessoas para entrevistar. Minha professora do ensino médio, a Sra. Garrett, meu melhor amigo do ensino médio, Bruce, e talvez da minha escola em Hillside, e depois ela juntou todos od fragmentos de décadas da minha vida e uniu em um belo filme. Não precisei organizar nada, apenas sentava-me para conversar sempre que ela queria.”

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Só assisto filme “gospel” se for assim!

 

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Paris Hilton e as tendências dos anos 2000

Eu vivi a minha adolescência nos anos 2000, então a minha personalidade sofreu uma grande influência da Paris Hilton. Ela representava o que todas as meninas que amavam moda queriam ser/ter na época, tipo como a Kim Kardashian faz hoje em dia. Além de ter um dos melhores reality shows de todos os tempos, o The Simple Life, com a presença ilustre de sua bff, Nicole Richie! Ainda era melhor amiga de ninguém menos do que a outra deusa do milênio, Britney Spears! É para louvar de joelhos uma pessoa com esse poder.

Impossível falar em estilo do começo do milênio sem lembrar da Paris, a rainha das patricinhas! A influência dela foi tanta que até hoje vemos peças inspiradas nos seus looks favoritos, ainda mais que a moda está focada no revival dos anos 2000. Ela reformulou até o conceito de patricinha, deixando aquele clássico sem graça e perfeitinho – tipo a Cher de Clueless – dos anos 90 para trás, mostrando que no ano zero as mulheres podiam ser livres, sexy, cair na balada e falar palavrão (bitches!) com uma boa dose de atitude. Muito mais do que um ícone fashion, ela criou um lifestyle. Precedeu o padrão de “influenciadora” muito antes de sonharmos que existiria essa profissão no futuro – blogueiras, youtubers, instagrammers. Ela é, literalmente, um personagem de si mesma.

Embaixo de todas as coisas “hot”, divertidas e fofas, ela tinha como assinatura uma atitude autêntica que mostrava não se importar em exibir seus privilégios, feminilidade e sexualidade. A Paris sempre demonstrou seu extremo amor por si própria, sem vergonha alguma de aceitar essas facetas de sua personalidade, que poderiam muito bem ser consideradas uma piada por conta dos exageros caricatos. Diferente de como vivemos em 2017, em um mundo altamente calculado e cheio de filtros para impressionarmos desconhecidos, a franqueza da Paris parece um tanto quanto inspiradora.

O cafona de hoje é a tendência de amanhã!
Obrigada, Paris, por tudo o que você fez por nós:

CONJUNTO DE VELUDO

Impossível não lembrar da Paris Hilton quando se fala em conjuntos de veludo – eu amo! São fofos e super confortáveis. A dica da Paris é sempre usá-los em cores vibrantes para que não confundam com roupas de academia de verdade – ew!

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CAMISETA COM FRASE

Eu já tinha falado por aqui que as camisetas com frase voltaram. Segundo a Paris, é a maneira mais fácil de contar ao mundo sobre os seus mais profundos pensamentos.

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MINISSAIA CINTO

Esse lema eu carrego comigo desde os anos 2000 e jamais abandonarei: as minissaias precisam ter o mesmo tamanho de um cinto. A vida é curta, devemos nos arriscar.

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UGGS

A botinha mais confortável e quentinha de todos os tempos! Mas tô com a Paris nessa opinião, acho que elas servem perfeitamente bem como pantufas para usar em casa. Sempre use salto!

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ROSA

Todo mundo concorda que ela INVENTOU o millennial pink, né? Ok! Prossigamos.
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SMARTPHONES

Blackberries, Razrs e V3… Se você é novinho, provavelmente nem imagina o que sejam essas coisas, mas na minha época, eles eram o holly grail da modernidade e fazíamos de tudo para ganhar um – na cor rosa ou customizados com strass, de preferência. Iphone who? A Paris recomenda que tenhamos sempre, no mínimo, 3 smartphones, mas ela mesma tem 5!

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COROA

Podem me julgar, mas em 2003 eu usava coroas em todas as oportunidades possíveis, inclusive no meu aniversário de 15 anos! “Sempre se vista como uma princesa, pois assim todos te tratarão como uma.”

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BFF

Hoje as pessoas chamam de “squad”, mas na nossa época era BFF (melhor amigo para sempre) mesmo. Segundo a Paris, eles são os nossos melhores acessórios!

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STRASS

Não existe essa coisa de “muito strass”, porque é hot brilhar o máximo que você puder.

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BONÉ TRUCKER

Bonés do tipo trucker são lindos! Apesar da Paris não gostar mais dos da marca Von Dutch, na época a gente daria um rim em troca de um – literalmente, pois eles custavam um pouco mais do que isso.

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PIERCING NO UMBIGO

Essa moda se popularizou por causa da Britney Spears e era tão comum que a gente até se surpreendia quando conhecia alguma menina que não tinha piercing no umbigo – era mais fácil achar um unicórnio! Eu me arrependi profundamente de ter furado o meu. Não que eu não tenha aproveitado e feito muito sucesso com ele, mas a minha personalidade atual não condiz com piercings e tatuagens no meu corpo.

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JEANS DE CÓS BAIXO

Paris foi bem “humildona” nessa escolha de jeans, pq na época a gente usava o cós tão baixo que dava para ver até as entradinhas da barriga, tb inspiradas pela Britney Spears – a inventora da tendência. Algumas meninas usavam calcinha fio-dental com as laterais aparecendo ou marquinhas de biquíni – horrível! (Ainda bem que eu nunca fiz isso pq sempre achei coisa de “Gretchen”!)

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DIVIRTA-SE SEMPRE

Como falei nos primeiros parágrafos de introdução desse post: as meninas dos anos 2000 estavam sempre prontas para se divertir! A dica da Paris é: “Se você não está se divertindo, vá embora!”

O mundo dá volta, queridinhas!
Assista o vídeo completo da W Magazine aqui.

That’s Hot! 💋

Perguntas sobre Doença Celíaca respondidas ao vivo pelo Dr. Peter HR Green direto da DDW

Hoje acontecerá uma transmissão ao vivo da Digestive Disease Week pelo Facebook – o maior encontro internacional de médicos e acadêmicos no campo das doenças digestivas. A editora Eve Becker da revista americana Gluten Free & More, conversará com o dr. Peter HR Green, diretor do Centro de Doença Celíaca da Universidade de Columbia. Além desse prestigiado médico e pesquisador compartilhar sua experiência sobre a doença celíaca e nos informar a respeito das últimas pesquisas que estão sendo apresentadas no DDW, ainda responderá a quaisquer perguntas que o público possa ter. Ele esclarecerá dúvidas sobre possíveis novos tratamentos que estão sendo testados para os celíacos e pacientes sensíveis ao glúten.

Então anota aí o horário e já se programa para tirar aquela dúvida sobre doença celíaca que você sempre quis sanar e não sabia para quem perguntar. Se alguém tem a resposta no mundo, esse alguém é o dr. Green! Aproveite!

A sessão de perguntas e respostas acontecerá ao vivo às 13:30 na página do Facebook.


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Maio é o mês de Conscientização da Doença Celíaca, por isso farei uma série de posts sobre o assunto, com bastante dicas para os celíacos e muitas informações para aqueles que nunca ouviram falar dessa doença, facilitando o nosso convívio. Para acompanhar todas as publicações referentes a esse assunto, clique aqui.

Solange Knowles fala sobre estilo x moda

Se tem alguém que o estilo é completamente diferente, original e próprio, essa é Solange Knowlesirmã mais nova da Beyoncé. Ano passado ela lançou seu álbum “A Seat at the Table“, um projeto passional que demorou 8 anos para ficar pronto. Mas a espera valeu a pena e desde então, a cantora e compositora vem colhendo os frutos do seu trabalho, incluindo um Grammy nessa trajetória.

Durante o festival Coachella, conversou com a jornalista Kimberly Drew sobre seu processo criativo como artista e como o seu estilo pessoal afeta todos seus projetos.

“É a maneira que nos comunicamos com as pessoas antes mesmo de abrirmos nossas bocas e falarmos uma palavra”, disse sobre estilo. “E quero dizer isso sobre nossas roupas, sobre o jeito que decoramos as nossas casas, sobre a maneira que conversamos, caminhamos e expressamos nós mesmos”.

Desde que começou a trabalhar no seu álbum, ela admitiu que seu estilo evoluiu em uma fase mais minimalista, lembrando New Orleans, que foi onde ela passou a maior parte do tempo de criação e teve uma grande influência. “Lá as pessoas são 100% diferentonas. Quando se apaixonam por veludo, por exemplo, começam a usar aquilo dos pés à cabeça, todos os dias, mesmo que esteja fazendo 100 graus! Não importa o tipo de estilo, eles se jogam naquilo em todas as facetas e isso me deu tipo uma coragem para me expressar também.”

Sobre a diferença entre Moda e Estilo

“Eu costumava ter interesse em moda há anos e cada vez mais eu fui sendo atraída por esse mundo. Isso acabou me motivando ainda mais a escrever esse álbum. Mas eu senti que talvez estivesse focando minhas intenções na moda e não muito em estilo. E uma vez que percebi isso, decidi que deveria mudar e fazer as coisas por mim. Meu estilo evoluiu e mudou muito nos últimos 10 anos e acho que essa é uma das coisas mais divertidas em ser mulher, poder experimentar, curtir, ser leve e expressar quem você é através disso tudo.

Há uma diferença enorme entre moda e estilo! Uma vez eu tive um stylist que não podia acreditar que eu queria usar essas marcas que eu encontrava no Instagram ou coisas aleatórias, enquanto a Dior e todas as marcas importantes falavam: ‘Nós vamos te vestir! Nós criamos algo para você!’ Isso era uma grande honra e super lisonjeiro, mas tem um tempo e lugar certo para cada coisa. Me sinto muito mais feliz depois que cheguei em um estágio que penso: ‘São apenas roupas!’.”

Sobre seus ícones de estilo e sua fase pré-adolescente gótica

“Meus ícones musicais e de estilo são bem parecidos: Kate Bush, Bjork, Erykah Badu, Lauryn Hill. Kelis foi uma grande influência para mim enquanto eu crescia ‘estilisticamente’. Minha mãe, honestamente. Ela é o que eu penso quando imagino um clássico. Você pode olhar para qualquer foto dela dos anos 80 e ficar tipo: ‘Deusdocéu, Mãe! Pisa menos na gente!‘ Acho que escolhi meus ícones de estilo ainda quando era bem novinha. Eu estava olhando umas fotos minhas,  publiquei uma delas no Instagram de quando eu tinha 12 anos e estava toda de preto (até o batom) e com botas de cowboy. Tinha muita coisa acontecendo ali. Aliás, uma das meninas da minha banda, Franchelle Lucas, foi minha colega no primeiro ano do ensino médio e decidimos ser góticas por tipo um mês. Uma professora chamou ela para conversar e disse: ‘Garotas negras não devem usar todas essas merdas pretas. Você precisa desistir de usar essas coisas!’ E, é claro, isso fez com que a gente fosse ainda mais fundo! Mas criou esse molde onde, ainda bem nova, eu falava: ‘Eu sou meu ícone de estilo!’, e eu parecia uma bagunça na maior parte do tempo e não funcionou como o planejado.”

SOBRE A ABORDAGEM DE ESTILO NAS SUAS APRESENTAÇÕES

“Desde que este disco saiu, foi muito importante que eu realmente me comunicasse através de todas as facetas da imagem e arte que estão associados a ele. Como eu tenho focado em uma maneira mais clara e direta, isso evoluiu para o estilo das minhas apresentações também, que ficaram muito mais atenuadas, minimalistas e diretas, me comunicando através da moda e estilo. Recentemente, me apresentei usando apenas uma blusa de gola alta e uma calça simples plissada. Pesquisei muito sobre figurinistas de dança moderna – Trisha Brown, Martha Graham, Bill T. Jones – e fiquei muito inspirada para escolher cores fortes e deixar as silhuetas serem as melhores possíveis para os movimentos e como o seu corpo parece enquanto faz esses movimentos. Tem sido realmente interessante, porque no passado, era sobre criar o momento mais único, expressivo e avant-garde no palco. Agora que incorporei muita dança no meu show, essas silhuetas não dançam tão bem. Na verdade, tenho admirado uma paleta de cores mais limitada na hora de fazer minhas escolhas.”

 

Sobre O “ESTILO DE FESTIVAL” e como fazer o oposto

“Eu tenho usado o mesmo estilo há, no mínimo, três Coachellas, então eu honestamente fico um pouco confusa com o termo ‘estilo de festival‘ porque acho que você deve estar confortável, se sentir autêntico sobre quem você é e estar em um espaço em que pode ser capaz de aproveitar a música da melhor maneira possível. Se você precisa focar demais suas intenções em estilo, então acho que você meio que se perdeu nessa história e não vai aproveitar o que realmente importa nessa experiência. Então eu diria: use o que te faz sentir 100% você mesmo e leve isso para o festival também.

SOBRE SUA PEÇA FAVORITA que virou uniforme

“Nos últimos anos, eu fiquei muito tempo enfiada dentro de estúdios. Sério, por quase 4 anos, ir para o estúdio de gravação, se vestir para o trabalho e criar foi certamente diferente de morar em Nova York e sair pelo mundo todos os dias tendo certeza de que vocês estava impecável. Acho que houve um senso de conforto que veio com isso e se incorporou no meu estilo. Eu tenho um uniforme agora. Quando viajo e estou na estrada fazendo turnês, levo comigo 3 modelos de macacões em 2 cores diferentes cada (6 ao total) feitos por um designer chamado Black Crane. Eu uso eles todo o tempo! E estou na estrada diariamente. Sei que as pessoas pensam que eu não lavo minhas roupas somente porque eu reuso e reciclo elas sempre, mas não me preocupo.

*Matéria traduzida da original

Britney Spears na Marie Claire

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MAIS FORTE QUE ONTEM

Após três anos de sua residência em Vegas, Britney Spears voltou ao topo de sua carreira — com um novo álbum para provar isso. Em sua única entrevista para o Reino Unido, ela conta para Louise Gannon o porquê de confiar em seus próprios instintos está valendo a pena.

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Uma onda de calor pode estar queimando Los Angeles, reduzindo o ritmo frenético de caminhantes sarados e derretendo Frappucinos por todos os cantos, mas acaba sendo o dia ideal para encontrar Britney Spears. Seu novo single — Make Me… — foi lançado oficialmente horas antes de nossa entrevista. Enquanto ela acordava, o alvoroço pela faixa que ela co-escreveu era ensurdecedor, e ela já era a artista com a faixa mais comprada no ranking do iTunes. “Posso gritar?”, ela pergunta, animadíssima. “Quero dizer, você lança algo. Você não faz ideia do que esperar. Tudo o que sabia era que eu amei [essa música], dediquei meu tempo nela, fiquei orgulhosa dela, mas tudo isso poderia ter dado errado. E então eu recebo a melhor recepção que eu poderia imaginar. Não estou apenas feliz. Estou tipo, ‘Sim! Sim! Sim! Sim! Sim!’”

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É bom ver Britney feliz. A garota da pequena cidade de Kentwood, Louisiana, que começou como integrante do Clube do Mickey aos 11 anos e se tornou a maior estrela pop do planeta quando ela ainda estava em sua adolescência, teve uma vida que às vezes parecia uma volta na montanha russa. A primeira vez que eu a entrevistei ela tinha 18 anos e estava no atordoador auge da fama. Foi em 1998, e seu hit de estreia, …Baby One More Time — lançado quando ela ainda tinha 16 anos — vendeu 10 milhões de cópias (e continua como uma das maiores vendas de singles até hoje). “Eu tento me manter forte, mas não sou”, ela disse na época. “Eu realmente quero tudo isso, mas não é sempre fácil.”

Dois anos depois, quando nos encontramos no lançamento de seu terceiro álbum em Nova York, ela ainda estava tentando navegar no serpenteante mar das celebridades. “Às vezes eu me sinto completamente esgotada”, ela admitiu. “Eu tenho várias [coisas] incríveis na minha vida, mas não [coisas] normais.”

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Hoje, ela claramente está na melhor posição que ela já esteve em anos. Toda a correria e o frenesi que acompanharam as situações em que foram feitas as entrevistas anteriores (em turnês ou lançamentos multimilionários de músicas) desapareceram. Ela chegou com um pequeno e amigável grupo de pessoas da sua equipe e escolhe — na maior parte do tempo — ficar com todos [no set] ao invés de se isolar no camarim. Ela está relaxada o suficiente para mostrar seu lado brincalhão, engraçado e autodepreciativo. Quase engasgando com um ardente biscoito wasabi, ela fala sem pensar: E, de verdade. Fui eu que pedi por estes!”

Um pouco depois ela faz uma confissão. “Eu tive um encontro muito ruim”, ela revela.“Quero dizer, foi muito ruim [mesmo]. Eu estou solteira há muito tempo (ela terminou o namoro com o produtor de TV Charlie Ebersol há 21 meses) e tive um encontro com um cara que eu gostei. Eu comecei a ficar ansiosa, preocupada por ele talvez não gostar de mim. À noite eu me pesei e eu tinha perdido uns três quilos.” Eu digo que isso soa completamente impossível, e ela ri: “Eu sei! Mas é verdade. Eu não conseguia comer. Algo louco deve ter acontecido com meu metabolismo, mas juro por Deus que eu perdi três quilos.” Ela cobre o rosto com suas mãos, e continua: “Isso é tão embaraçoso. Fomos ao cinema, mas eu poderia dizer imediatamente que aquilo não estava funcionando. Foi meio estranho. Após o filme, eu fui pra casa e acabou aí. Simplesmente não funcionou. Talvez ele tenha ficado nervoso ou intimidado por seu status de celebridade, eu sugiro. Ela me fuzila com um olhar de que ela sabe que é o que as pessoas dizem, mas ela não acredita nessa teoria. “Não”, ela diz. “Ele não estava a fim de mim. Eu gostei dele. Ele sabia disso. Mas ele definitivamente não sentiu o mesmo. Isso acontece com todo mundo. Ser famoso não te faz diferente em nada. É muito difícil paquerar em Los Angeles, é difícil encontrar um homem que é gentil e tenha um bom papo. Eu cresci com homens do sul que tem um pouco mais de tempo. Eu sinto falta dos homens do sul.”

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A Britney na minha frente é completamente diferente da garota de mais de uma década atrás que tentava a todo custo ser a popstar perfeita com a vida perfeita — de uma sobrecarga de prêmios MTV e Grammy a namoricos com celebridades e constantes viagens. Aos 34 anos, ela está finalmente no lugar onde ela sempre desejou estar. Adaptada, bem-sucedida e financeiramente segura. Há cinco anos ela caiu fora das turnês mundiais e campanhas intermináveis para se preparar para seu show em Vegas — Britney: Piece Of Me — que começou em 2013 e frustrou todas as previsões — 50 milhões de dólares de ingressos foram vendidos só nos primeiros oito meses e seu show foi nomeado o melhor de Vegas no ano passado. Ela também se mudou com os filhos para uma nova casa em Los Angeles. Hoje — e pelos próximos 12 meses — o equilíbrio trabalho/vida pessoal consiste em seis semanas de shows e seis semanas de recesso, e quando ela está se apresentando, a viagem de sua casa para Vegas dura apenas 40 minutos de avião.

A ordem claramente permitiu que ela fosse ela mesma. Todos os dias Britney publica fotos engraçadas e sem edição em seu Instagram, aleatoriamente alternando entre fotos suas e seus filhos comendo um espaguete para fotos de plantas e animais. É uma reação de décadas vivendo sob as lentes; uma tentativa, ela admite, de retificar um equilíbrio em sua vida.

Ao crescer no Sul dos Estados Unidos, espera-se que as garotas sejam educadas, bonitas e encantadoras o tempo inteiro.“Garotas do sul podem ser muito duras consigo mesmas pois as pessoas esperam que você se comporte de uma forma, as pessoas esperam que você agrade [todo mundo]”, ela explica. “E então eu me mudei para Los Angeles quando eu era muito jovem. Eu estava literalmente sob os holofotes. Se um fio de cabelo estivesse fora do lugar, eu ficaria muito ansiosa com isso. Eu ficaria muito ansiosa sobre tantas outras coisas.”

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“Eu não consigo nem explicar direito como aconteceu, mas me tornar mãe e estar com meus meninos me fez aceitar muito mais quem eu sou. Sou a mãe deles, e é isso. Isso tem sido realmente muito importante para mim ao longo dos últimos anos. Meus meninos não se importam se tudo não estiver perfeito, eles não me julgam. Quando eu estou toda vestida para sair, meus filhos não ficam felizes pois sabem que isso normalmente significa que eu vou trabalhar. Eu passei por muita coisa e cheguei nesse ponto onde me sinto bem por estar solteira. O melhor relacionamento que eu já tive é com os meus filhos. Talvez eu comece a namorar de novo quando eu tiver 60 anos, mas agora eu realmente não preciso de ninguém mais [na minha vida].”

É um bom momento para um regresso. Num cenário musical abarrotado de artistas femininas, de Adele a Taylor Swift, a princesa do pop original provou que ela pode, de novo, alcançar o topo com um hit global e um álbum que é uma parte a Britney das antigas mesclada com uma batida mais lenta, suave. Um mix perfeito, ela diz,“por confiar em meus próprios instintos sobre a música que eu quero ouvir.”

Mas seu sucesso nunca teve a ver somente com a música. Ela já teve sua participação no X Factor americano e suas colaborações em perfumes excepcionalmente lucrativos. Sua última, Private Show — lançada em conjunto com um vídeo bem sexy — é a sua vigésima fragrância, e ela permanece como a maior endossadora de perfumes de celebridade.

Para seus fãs mais árduos (em sua maioria, mulheres com 25 anos e homens gays), Britney é o maior exemplo de sobrevivente que prova que você pode ser bem-sucedido, falhar e se reerguer novamente como uma fênix das cinzas para algo ainda maior, melhor, mais forte e mais fabuloso do que nunca. Como artista, sua contribuição tem sido muitas vezes negligenciada, já que ela co-escreveu a maior parte das canções deste álbum (e 29 de seus outros hits). Até quando adolescente ela já sabia exatamente como deveria ser a “marca Britney”. O diretor de …Baby One More Time, Nigel Dick, admite que foi ideia dela usar roupa de colegial no vídeo após ele sugerir que ela usasse jeans e camiseta. “Mesmo com 16 anos, ela sabia exatamente o que era certo [usar]”, ele disse. “E cada peça de roupa que ela escolheu veio da Kmart — nenhuma peça custou mais que 17 dólares. Isso provavelmente faz parte do charme do clipe.”

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Hoje, ela ainda sabe exatamente o que quer. Smooth Criminal de Michael Jackson está em sua oitava repetição enquanto ela verifica na tela suas imagens, rapidamente escolhendo quais poses deve fazer, ângulos e figurinos que ela acha que funciona no ensaio. Essa é a Britney se recusou a apressar seu nono álbum de estúdio. “Eu quis fazer isso [da forma] certa”, ela diz. “Eu quis sentir que ele veio de mim. Eu escrevi mais nesse do que em qualquer outro álbum. Eu quis colocar pra fora um pedaço de mim.”

E então, existe um outro lado da Britney — aquela que várias vezes no dia se debruça em mim para dizer: “Me desculpe se eu me distrair [durante a entrevista]; Eu estou entrando no modo mamãe. Só estou pensando nos horários de pegá-los na escola, quem vai [lá pra casa] brincar com meus filhos. Todos os dias eu me divido entre trabalho, casa, trabalho, casa.” Falamos sobre o quão transformador foram os últimos três anos em sua vida em casa. Ela criou raízes e seu próprio espaço. “Você não faz ideia. Na verdade eu sei onde estou. Eu amo minha casa. É bem limpa e moderna, com muito espaço aberto. Meu quarto é branco e violeta, e muito relaxante.”

Você pode notar enquanto ela fala o quão importante é para ela estar completamente imersa nas atividades diárias de seus filhos. “Eu me sento e faço desenhos com Jayden — ele é muito bom nisso, e eu sou horrível”, ela diz. “Eu faço o dever de casa com ele, também, o que eu amo. Jayden me deixa ajudá-lo, mas Sean Preston nunca deixará. Ele é tão sabe-tudo e se acha tão mais inteligente que eu. Eu deixo ele pensar assim, mas ele é muito legal na verdade. Conversamos muito sobre música. Ele me apresentou a alguns sons ótimos de Calvin Harris e Skrillex. Se você as ouvir, crianças podem te ensinar muitas coisas.”

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Eu pergunto se seus meninos já foram assisti-la em Vegas, meio que esperando um não como resposta. No palco ela é, sendo bem direta, uma mulher sexualmente atraente com chicotes e que mal esconde suas curvas em minúsculos maiôs que não deixam nada para a imaginação. Ela ri: “É claro que meus filhos já viram meu show. Eles o acham incrível. Eles entendem completamente que a pessoa que eu sou no palco é puramente atuação, e não é a Mamãe. Quando estou em casa, eles falam tipo, ‘Hey, podemos ir no parque?’ Eu não acho que eles pensam que eu seja especial de forma alguma. Eles apenas pensam que esse é o meu trabalho.”

Falamos sobre seu corpo e como ela está em sua melhor forma física de todos os tempos. No set, a comida é super saudável — muitos abacates, cerejas, vagem desidratada. Ela se exercita todos os dias e faz pequenas refeições saudáveis regularmente, mas o real segredo, ela diz, é o seu estilo de vida. “Você faz um show de dança intensa por três anos em Vegas e fica em forma, e também faço muito ioga, nado e malho”. Eu digo que chega a ser irônico que ela esteja assim fisicamente num momento em que ela não quer saber de homem. Ela ri e diz: “Bem, eu ainda me sinto sexy, mas isso é uma boa coisa. Eu me importo mais em me sentir sexy do que parecer sexy. Isso tudo vem de dentro.”

Toda semana ela tem um ‘dia do lixo’ que geralmente envolve brownies de chocolate e sorvete de morango. Sua irmã Jamie Lynn — uma visitante frequente em seu ‘dia do lixo’ — é conhecida por tentar empurrar o máximo de brownies possíveis para sua irmã, alegando “não é justo” Britney estar tão sarada. Britney ri. “Ela está sempre tentando me fazer comer. Eu nunca tinha comido sushi, até que provei no ano passado. Só de pensar na ideia de comer peixe cru eu já achava horrível. E então passamos um dia num hotel em Las Vegas e ela pediu todos os tipos de sushi que eles tinham e nós nos sentamos lá e comemos tudo. Agora eu sou totalmente viciada.”

Há momentos com Britney que são puramente comédia. Ela me conta que a comida favorita de seus meninos é macarrão de forno [prato clássico dos americanos]. Eu pergunto o seu segredo e ela me olha, seus olhos brilham e com a cara-de-pau [ela me conta]: “Eu tenho um chefe particular.” Esse senso de humor descarado é a maior revelação do dia para mim e o verdadeiro indicador do quão satisfeita ela está. No passado, era como se ela nunca tivesse segura de si mesma para realmente baixar a guarda.

Há muito tempo, ela me disse que tudo o que ela queria na vida era uma família, um marido, e [aquele tradicional] “felizes para sempre e uma cerca de estacas brancas”Eu pergunto como ela se sente sobre isso agora. Ela ri: “Talvez eu me case de novo quando eu estiver bem mais velha e talvez tenha mais filhos, ou talvez não. O que eu sei agora é que eu não acredito no ‘feliz para sempre’. Eu apenas acredito no ‘feliz agora’. E eu me sinto muito agradecida por isso.”

créditos tradução: X-Britney

Uma Netflix só com filmes sobre Moda

Netflix da Moda M2M Made to Measure fashion videos blog got sin 08

Já imaginou que incrível seria reunir vários filmes, documentários, desfiles e entrevistas sobre o mundo da moda em um só lugar? Agora é possível, graças ao Made to Measure!

O M2M é uma nova rede de vídeos de moda que funciona como a Netflix, só que focado em um único segmento. Foi criado para compartilhar tudo sobre o mundo da moda – do passado, presente e futuro – através de histórias relevantes para a cultura. Tem vários vídeos sobre clássicos da moda, pessoas importantes e ícones da indústria, tudo apresentado de uma maneira simples, educativa e original.

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Antes era um canal digital disponível apenas na Apple TV, mas agora o conteúdo também pode ser acessado diretamente pelo site e assistido via streaming, ou então através dos aplicativos para iPhone e Android. O idioma é inglês e não possui legenda em português.

Rihanna em Cuba na Vanity Fair

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Saiu a entrevista com a Rihanna para a Vanity Fair de novembro. As fotos foram tiradas meses atrás pela Annie Leibovitz em Cuba. Dessa vez eu compartilho mais pelas palavras da RiRi do que pelas fotos, me vi muito nela.

“Penso em como teria sido muito divertido viver a minha reputação. As pessoas têm uma imagem de como eu sou louca e radical, mas não sou tudo isso que pensam de mim. A realidade é que a fama, os boatos – essa foto significa isso, aquela foto significa aquilo – me assustam demais. Me fez afastar até mesmo de querer ter encontros. Começou a parecer natural para mim apenas fechar a porta e estar ok com isso. Estou sempre preocupada se as outras pessoas tem boas ou más intenções.”

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Sobre sua fama de bad girl.

Honestamente, eu estive pensando ultimamente em quão boring eu sou. Quando tenho um tempo livre eu assisto tv.

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Você supostamente parece ser liberal. Consegue fazer sexo só por diversão?

Se eu quisesse eu poderia perfeitamente fazer isso. Eu faço apenas o que me faz feliz, o que tenho vontade. Mas fazer isso seria vazio para mim. Acordaria no dia seguinte me sentindo a pior. Acho que quando amamos alguém, é diferente. Mesmo que não ame, literalmente,  mas quando você gosta o suficiente de alguém, que você sabe que não haverá desrespeito. Isso é 100% sobre me autorrespeitar. Sem contar que a mídia inventa inúmeras histórias. Você não pode nem aparecer ao lado de alguém que já está namorando essa pessoa. Eu nem tenho o telefone de alguns caras que falam que estão saindo comigo.

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É por isso que não tenho feito sexo e nem saído com ninguém ultimamente. Porque eu não quero acordar no dia seguinte me sentindo culpada. Sinto tesão, sou humana, sou mulher, eu quero fazer sexo. Mas o que irei fazer? Encontrar o primeiro cara bonito que eu acho que seria ótimo por uma noite e aí no outro dia eu acordaria me sentindo vazia? Ele terá uma boa história para contar e eu pensaria: “O que eu fiz? Não posso fazer isso para mim mesma. Não posso.” Acho que isso tem um pouco a ver com a fama e muito a ver com a mulher que eu sou. Isso é o que me salva.

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Então você é solitária?

É uma situação solitária. Mas tenho tanto trabalho para fazer que eu fico distraída. Não tenho nem tempo de me sentir solitária. Tenho medo de relacionamentos porque me sinto culpada de querer alguém que seja completamente fiel e leal para mim, enquanto eu nem posso dar 10% da atenção que ele precisa. É apenas a realidade do meu tempo, da minha agenda.

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Estou feliz comigo mesma. Não quero deixar ninguém entrar na minha vida. Tenho muita coisa no meu prato e não me preocupo com isso. Será necessário um cara muito especial para que eu pense em compartilhar minha vida com ele. Um cavalheiro extraordinário, com muita paciência, irá chegar até mim quando eu menos esperar. Mas não quero isso agora. Não posso ser tudo para uma pessoa nesse momento. Essa é a minha realidade. Então, algum dia, ele chegará provavelmente em uma moto preta, não em um cavalo branco.

Leia a entrevista na íntegra no site da Vanity Fair.