Como é feito o sapato bicolor da Chanel

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A criação de um sapato não é nada mais do que pura arte, ainda mais quando eles são feitos à mão, como esses da alta-costura da Chanel. Fazia muito tempo que eu esperava pelo retorno dos modelo slingback (aquele com uma fivela que passa por trás do tornozelo), que é um dos meus favoritos e promete ser o hit de alguma estação próxima. Às vezes alguns detalhes mais discretos apresentados nos desfiles demoram para chegar nas graças do povo varejo.

Sou fascinada por sapatos, vocês já sabem, mas o que poucos tem conhecimento é que o meu avô teve uma sapataria em São Paulo na década de 1930 e 1940. Ele e seus funcionários faziam todos os sapatos à mão também, tudo da melhor qualidade. Cortavam o couro, faziam os moldes, montavam e vendiam. Naquela época o trabalho deles era bem mais valorizado e poucas pessoas tinham o privilégio de usar um sapato artesanal de couro ‘bem cortado’. Por conta dessa influência, desde criança eu fui ensinada a observar os detalhes importantes de um bom sapato, pois meu querido avô me explicava algumas noções básicas da qualidade do material (do couro até a costura e colagem), conforto, durabilidade e etc. Meu vício por sapatos é de família, meu avô passou para a minha mãe e ela passou para mim (mas o meu é o mais exacerbado de todos). Quando eu sonhava em ser estilista, meu foco sempre foi os sapatos. Seria incrível ter uma coleção minha algum dia.

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2 comentários sobre “Como é feito o sapato bicolor da Chanel

  1. Mayã Meirelles disse:

    Eu vi esses dias sobre como trabalham na alta costura, acho que na GNT. Daí as costureiras discutiam horas sobre a diferença de 2 e 3mm na barra do vestido! hahahahah
    O que eu acho legal da alta costura é que o preço se justifica. Quem trabalha ganha bem pra isso, não são semi-escravos como a usuais lojas de departamento(quando não são escravos de verdade, tipo o escândalo da Renner, Zara e Le lis blanc).

    Sinto falta do tempo que não vivi(coisa de louco, eu sei), quando as coisas eram feitas à mão, com qualidade. Hoje é tudo tão descartável, feito de qualquer jeito justamente pra que tenha que jogar fora e comprar outro, gerando esse monte de lixo.

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    • sininhu disse:

      hahahah Sim, na alta-costura cada detalhe faz uma enorme diferença. Ultimamente os ateliês que participam estão colocando alguns vídeos de como produzem determinadas peças dos desfiles, então dá para ver o trabalhão investido, não é à toa que custem alguns milhares depois. Pelo menos não há escravidão e a moda ainda é vista como arte.

      Até no começo dos anos 2000 ainda faziam coisas para durar, hoje em dia tu já compra da loja sabendo que é um lixo e que irá se desfazer em alguns meses. Infelizmente não é só na moda, mas móveis, tecnologia e até carros. Eu sou muquirana em termos de tecnologia, acho um absurdo comprar um celular por 4mil reais que no final do ano estará custando metade e que em 2 anos terá que ser substituído pq não funciona mais. Roupa a gente até dá um jeito para reciclar, mas celular não tem como, né.

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