Roupas para trabalho – Inspiração 70’s

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Vocês já enjoaram dessa moda inspirada nos anos 70? Só vejo isso ultimamente, seja em revistas, coleções ou lojas. Confesso que até gosto bastante dessa década, mas já estou achando que virou monotemático e a moda deveria ser um pouquinho mais livre. Apesar disso, tem alguns editoriais e looks que continuam me encantando, independente de ser modinha ou não. Como é o caso dessas fotos que a Karlie Kloss fez para divulgar a coleção “Wear to Work” da marca Express.

Gosto desse lado mais minimalista da época. Acredito que seja o ideal para usar como inspiração na hora de escolher roupas para usar no trabalho, já que é mais elegante e formal. É claro que depende muito do ambiente que você trabalha também – por exemplo, aqui no Brasil só blogueira parece poder usar chapéu (um absurdo, né?)- mas em geral, achei a coleção bem completinha, podendo agradar mulheres de vários estilos.

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O rolê da Baixa Autoestima

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Desde menina você é ensinada a se odiar aos poucos.
Afinal, ninguém suporta as meninas convencidas.

Você não deve se reconhecer inteligente, ou se achar tão esperta. Não deve se sentir bonita, inclusive você nem é mesmo, com essa barriga cheia de dobrinhas e este rosto doente cheio de espinhas, o cabelo que não é o da revista. Se você fizer alguma coisa bacana, esconda ou diminua. Se você é boa com idiomas, ou desenha, ou gosta de música, ou é uma boa esportista, não tenha orgulho disso. Aprenda que na realidade você “nem é tão boa assim”. Quando alguém te elogiar, discorde, diga que nem é tanto assim. Pessoas gostam de meninas humildes.

Aos poucos, de tanto repetir a postura você internaliza. Aprende que na realidade, você realmente não é tão boa e nem faz nada tão bem assim. Você desenha, né? Meio torto, não é tão legal quanto o das outras pessoas, melhor não mostrar. Você está gorda, melhor uma roupa mais frouxa, começar outra dieta. Olha o seu rosto, é realmente hora de por mais maquiagem. Em doses homeopáticas você aprende que é insuficiente.

Não aceita mais elogios e duvida de si mesma. Não reconhece nada de bom no que faz. Se está sozinha, é óbvio que é porque é pouco atraente ou interessante, e quando alguém se relaciona com você, você dá graças a deus pela misericórdia daquele ser em te querer. Se ele te largar nunca mais vai aparecer ninguém. Bem-vinda ao rolê da baixa autoestima.

A única coisa que a cultura da auto-depreciação traz é um elevado índice de pessoas depressivas. Ame-se. Sinta-se bonita. Tire o foco dos defeitos. Se permita gostar de si mesma e se isto for ser prepotente, seja mesmo. Ser prepotente é legal, divertido e anti-depressivo. Quando alguém te fizer um elogio, pare de discutir. Não faz nenhum sentido, se você pensar bem, insistir em convencer alguém – e convencer a si mesma – de que você é pouco.

Eu tenho uma amiga que quando alguém diz pra ela “você é linda” ela responde de volta “obrigada sou mesmo”. As pessoas não lidam bem, pra ser bem honesta. Como alguém pode SE achar linda? Sozinha? Assim, sem nenhum traço de autodiminuição? Isto é permitido por lei? Uma vez alguém tentou miná-la:

– Você é linda.
– Valeu, sou mesmo.
– Nossa você se acha.
– Claro que não. Cê acabou de falar que sou mesmo, ué.
Então qual o problema em saber?

Não tem nenhum problema. Se permita se achar incrível hoje. Se permita parar no espelho olhando não pras espinhas na testa, mas pra como seu olho tem um formato super bonito ou seu cabelo hoje está muito legal. Se permite olhar pros teus estudos não focando naquela nota baixa em português, mas em como você se saiu super bem com álgebra. Se permite se amar. Se alguém estranhar, problema é deles. Já passou da hora da gente abandonar este culto à baixa autoestima – e que, se parar pra pensar, não faz sentido algum.

Se acha, moça! Se acha mesmo. Se acha muito!

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Texto incrível da Ariane Carmo